terça-feira, maio 26, 2009

Show them the finger

É do senso comum que apontar é feio. Aliás, a minha mãe sempre me disse “Oh Rita, não apontes que é feio!!”

Mas qual a origem desta convenção social que determina que esticar o dedo indicador enquanto se retraem os restantes para indicar um objecto ou pessoa é extremamente deselegante? Sem dúvida que esta é daquelas regras que vai contra o bom-senso geral, pois não existe de facto forma mais prática para “apontar” para uma pessoa. Claro que se o podes fazer simples porque não fazer complicado. Assim somos obrigados a balbuciar uma descrição demasiado longa e bicuda “o Manel é aquele senhor de gravata de extremo mau gosto com patinhos, nariz torto e com cara de quem não toma banho há 10 dias…”.

Decidi investigar a raiz do desuso do apontar o dedo. Ao que parece, este costume caiu no século XVIII, quando a corte francesa, profundamente enojada com as mãos peludas de Maximilien de Robespierre, proíbe a utilização do dedo indicador.


As senhoras estavam fartas de ser indicadas nas festas por este senhor de olhar lascivo, que para além de possuir umas mãos nojentas tinha também este penteado patético, o qual foi naturalmente excluído da moda na altura, sendo aliás a raiz do termo “demodé”.

O resto é história: Robespierre, despeitado, liderou uma revolução que marcou profundamente a Europa, contra todos os que o afastaram do deboche francês, chegando mesmo a repor o indicador durante o período revolucionário e marcando a moda dos penteados da época. No entanto, nem os próprios radicais toleravam os dedos do senhor, acabando por lhe meter a cabeça também na guilhotina e por atirá-la ao Sena, de tão pirosa que era.

A História tem coisas curiosas, e estes acontecimentos tiveram impactos diferentes na nossa sociedade actual:

1) O indicador foi definitivamente banido. Actualmente os portugueses continuam a cuspir para o chão, mas apontar, jamais! Mas atenção: como apontar é mesmo prático, o indicador foi substituído pelo chiquérrimo dedo do meio. Resultado, em reuniões de negócios, é preferível utilizar o dedo do meio ao indicador. Ou seja, fazer caralhadas, tudo bem, agora apontar é falta de educação. “Óh senhor engenheiro, olhe que não… o caudal é este


e não aquele…


2) O penteado Robespierre continua a ser assumidamente piroso e demodé. Apenas betos demodés insistem em manter esta tradição…


quinta-feira, maio 21, 2009

Next 11th July


Depeche Mode will save my life.

quarta-feira, maio 20, 2009

Como eu adorava esta merda

Uma piada muito nerd que só os meus coleguinhas iriam perceber...

O meu estômago está quase a entrar em respiração endógena.

Estou cheia de fome, almoço já!

segunda-feira, maio 18, 2009

Filhos de uma família partida

Eu sou filha de uma família partida (tradução literal do broken family, mas que se encaixa perfeitamente à situação). A minha família partiu-se quando tinha a idade do meu sobrinho João, vai fazer 20 anos. Isto quer dizer que praticamente toda a minha existência se dividiu por duas famílias distintas, uma centrada numa figura maternal, forte e corajosa e a família do meu pai.

É engraçado ver as estatísticas, em que se falam de percentagens elevadíssimas de divórcio em Portugal, principalmente em Lisboa. Não sei em que Lisboa vivo eu, praticamente todos os meus amigos não têm os pais divorciados, e felizmente nem imaginam o que isso seja. Não que eu guarde grandes traumas em relação a isso (apenas a ideia de não pretender casar-me - nunca?), nem penso diária ou sequer semanalmente nisso, mas há sem dúvida coisas que só consigo discutir entre semelhantes, comportamentos que só filhos de pais divorciados podem compreender. E uma enorme incompreensão por filhos de pais juntos.

Há uns fins-de-semana atrás, fui identificada como uma filha de pais divorciados por um outro filho de pais divorciados que mal conheço. Sem explicação, a minha ligação a esta pessoa subiu imediatamente 3 graus de confiança, porque independentemente de tudo o resto há uma experiência que partilhamos que nos aproxima, e o facto de sentir aquela solidariedade genuína tocou-me. É como se uma mutação ocorresse no dia em que um dos nossos progenitores faz a mala e fecha a porta. Com ela segue-se um período conturbado de alterações e convulsões comportamentais, até à obtenção do reequilíbrio e encontro de uma certa paz interior.

PS: este blog é pessoal e isto é um post pessoal.

Prince charming

Desisto de procurar o Príncipe Encantado. Eu quero é um massagista!



PS: e com uma pós-graduação em sexo tântrico não ia nada mal.

quinta-feira, maio 14, 2009

terça-feira, maio 12, 2009

O Facebook permite-te comunicar e partilhar com as pessoas que fazem parte da tua vida.

Hum... Mas serve para quê, concretamente? De repente toda a gente tem uma conta no Facebook (acho que a culpa é do Nuno Markl, se ele tem é cool ter uma), mas ainda ninguém me explicou por A+B as vantagens face ao hi5, conta que fechei quando o meu e-mail começou a receber convites de tipos estranhos do submundo das caves do ist...

segunda-feira, maio 11, 2009

Dear Silver

Da última vez que tomaste banho na fonte luminosa tinhamos ganho que campeonato mesmo?

O lado bom do Quique Flores

Sem entrar em pormenores de qualidades de treinador, tenho a dizer que entre este



ou este



o espanhol bronzeado ganha aos pontos no campeonato de sex apeal.

sexta-feira, maio 08, 2009

Senhora não, menina!

Almoço de trabalho, 15 pessoas, lista de pagamentos:

João
Zé B
Armando
Luís
Pedro A
Pedro B
Zé S
Roger
Nuno
Jorge
Filipe
Zé B
António
Fernando
Senhora

A senhora sou eu. Não é “uma” senhora, mas “a” senhora. “A única”. É que nem interessa o nome... Joder.

Dass...

A mulher é fraquinha, mas daí a mandá-la para telefonista...


terça-feira, maio 05, 2009

It's getting serious


Agora é que é a sério! Fiz o meu primeiro investimento...

quinta-feira, abril 30, 2009

Como sei que alguma coisa vai mudar em 2009

Não preciso da ajuda da Maya ou do Professor Caramba. Só olho para os astros em noites estreladas no campo e não percebo peva e tarot. Mas uma coisa é certa: estes primeiros 4 meses do ano de 2009 revelam que alguma coisa vai certamente mudar. Senão vejamos:

1) Eleições municipais: as esquerdas não conseguem (já nem tentam) chegar a um acordo. Lá para o Outono vamos a eleições, o Santana ganha e eu sou forçada a ir viver para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.

2) Eleições legislativas: os media, o populismo dos partidos mais radicais e os ataques ferozes ao Governo de José Sócrates provocam o seu afastamento do poder, culminando na ascensão da Manuela Ferreira Leite a S. Bento. Sou forçada a mudar-me para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.

3) A crise económica atinge tais proporções que sou despedida, obrigada a deixar a minha casa levando comigo apenas a gata. Como tenho a gata, a minha mãe não me aceita de novo em casa. Vou morar para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.


Antes de tudo isto, corro um perigo bem maior: ir aos EUA, apanhar a gripe mexicana e acabar ali mesmo, numa praia em cima de uma prancha de surf.

Alguém toma conta da gata?

terça-feira, abril 28, 2009

A minha mãe foi raptada por um alien

Casos de gripe suína nos EUA e nem uma palavra acerca da minha viagem à Florida… Hum…

segunda-feira, abril 27, 2009

It’s my party

Constatei nesta festa que certos protocolos passam de facto de geração para geração, e mesmo após anos de luta pela igualdade, os métodos discriminatórios de escolha permanecem inalterados.

Antes do jogo da bola, têm de ser feitas equipas. Seria natural supor que a escolha dos meninos de cada equipa seria um processo aleatório, baseado em sorteio ou no método do pimponeta, de forma a evitar melindrar e complexar desde logo os pequenos infantes, mas não. Continua o mesmo processo: dois meninos escolhem, um a um, os elementos desejados para a sua equipa. Resultado: para último ficam as meninas, claro, logo a seguir ao gordo da turma. Sempre foi assim e parece que assim sempre será.

Sábado descobri que o meu irmão mais velho era o gordo-ningrinhas da turma… esta falta de jeito é hereditária.

PS: por outro lado, adorei ver que a inocência destas crianças permanece inalterada, quando uma vem a gritar para mim “coito, coito!”

John Pinto da Costa

Desde há 35 anos que na minha família se festeja o 25 de Abril, mas a partir de 2002 estas festividades tornaram-se mais intensas com o nascimento do meu sobrinho João.
Pois este fim-de-semana lá estivemos na sua festa de 7 anos, com uma data de criancinhas aos berros, cada uma com a sua particularidade, sempre com um olho no burro e o outro no cigano, não fosse alguma partir a cabeça ou desaparecer. Este é sem dúvida um bom exercício para quem quiser deitar a baixo as expectativas do seu conjugue: “Oh Arlindo, vês… Acho que ainda não estamos preparados”.

A criança, imune ainda a conceitos sociais, repetiu o tema da festa anterior, que era, como qualquer festa de uma criança de 7 anos, o futebol. E mais uma vez, o convite envergava um puto mascarado do FCP. Sim, porque o bambino é do FêQuêPê, para grande desgosto do seu pai e de parte da sua família. Ah, e pior que ser do FêQuêPê é ter tiques de Fernando Couto, cuidado com as canelas que este vai ser o grande sarrafeiro.

Desconfio que os papás das restantes crianças adivinharam o que se preparava para acontecer, e que terão todos ido ao Colombo 6ª feira à noite comprar o equipamento completo do Benfica ao seu filho. Resultado: um campo de futebol cheio de putos vestidos de encarnado e o marreta do meu sobrinho de azul. Um espectáculo de futebol digno de se ver… Achei particular piada ao puto que lhe ofereceu umas caneleiras e logo o alertou “é melhor pores já, és o único do Porto”.

sexta-feira, abril 17, 2009

Miami

Este fim-de-semana vou iniciar a preparação para a minha grande viagem de Junho a Miami. Águas quentes, toda a gente sabe. Tubarões à costa…

terça-feira, abril 14, 2009

Just look what I found

Há coisas em que sou bem portuguesa. Sendo amanhã o último dia para entrega do IRS, lá estive a ver o que é que consigo reaver do chupista do Estado, somar as despesas de saúde, as rendas, os salários… No fundo a passar em revista todo um ano fiscal (ainda não me habituei a pensar em anos fiscais, fujo sempre para o escolar). Começando logo no dia 1 de Janeiro, fui para o hospital com o olho a sangrar por um arranhão da cabrita da Misha. Em Agosto fui visitar o meu dentista, cara chapada do Daniel Craig, por duas vezes consecutivas sob o pretexto de ter uma ligeira sensibilidade num dente, não doutor aquele, veja mais de perto…

Finalmente chego a despesas com o carro. Hum… Papel da inspecção agarrado a mais um papel verde e outro azul… hum… parece que encontrei os cabrões dos documentos do carro. Prático, especialmente depois de ter sido enxovalhada por toda a família.

Negócios



20 bilhetes a 54€. Alguém quer entrar no negócio?

segunda-feira, abril 13, 2009

Coisas que nunca me aconteceram (mas conheço boa gente que já fez destas)

1) Deixar cair o telemóvel na retrete. Uma vez, quando era muito pequenina, deixei cair um carrinho de brinquedo pela pia abaixo. Os meus pais não tentaram recuperá-lo…
2) Perder roupa interior numa escola em Évora onde dormia nas minhas jornadas gímnicas
3) Ter um coleguinha que espirra e grita “granda Benfica!”
4) Pegar propositadamente fogo à casa de banho de um quarto de hotel “para a desinfectar bem, que nunca se sabe dos cuidados de higiene dos outros”
5) Embebedar-me de tal forma que terminei a noite a tomar banho na fonte luminosa, acordando naturalmente com uma infecção grave de pele
6) Levar com uma marretada de um melhor amigo numa noite de neve e copos em Delft, cair no chão atordoado enquanto toda a gente à minha volta pensa “aqui jaz morto…”
7) Cair de cabeça depois de me pendurar numas argolas num ginásio na Áustria, rodeada de uma assistência vidrada de terror
8) Embebedar-me num jantar de Natal da empresa (sob a percepção dos meus colegas)
9) … (a acrescentar quando me lembrar de mais pontos significativos)

quinta-feira, abril 09, 2009

Isto sim é publicidade!

Em contraste, a publicidade da Dove não deixa de me surpreender pela positiva! São excelentes estes anúncios modo “desmistificação do ideal katemossiano”. E os últimos têm um toque de genialidade…

Bonne weekend!




Pronto

Como sabem, logo pela manhã gosto de me torturar com o Bom Dia Portugal, um “noticiário” fantástico onde até 4ªf podemos acompanhar os resultados da última jornada e a partir de 5ªf conhecemos os preparativos dos jogos do fim-de-semana que se segue. Ah, isto 4x na mesma hora, claro, caso não percebesse que o pai do Quique Flores está zangado com os adeptos do Benfica à primeira teria apenas de esperar 15 min para a repetição desta estrondosa notícia. Gosto muito também das ideias geniais do Francisco Ferreira no Minuto Verde, muito mesmo, por vezes consigo soltar uma boa gargalhada ainda antes das 8h da manhã. Uma vez aconselhou não deitar o papel higiénico na sanita mas sim a colocá-lo num caixote (eventualmente a reciclá-lo). Humm.. nice!...

Mas os anúncios que dão a esta hora são também de uma imbecilidade assustadora e há um que não posso deixar de comentar, do “Pronto” para limpar o pó. Este anúncio começa com uma série de imagens de mulheres com um penso na testa, de todas as idades, raças e feitios. Muito bem. Mas porquê todas com um penso na testa? Ora porque as mulheres, enquanto estão nas lides diárias (o marido deve estar na caça ou na faina, de certeza), sem utilizar “Pronto”, fomentam a libertação do pó nas prateleiras da sala, o qual se instala nas cavidades nasais causando uma valente expulsão convulsiva e semi-autónoma de ar pelo nariz e pela boca (espirro) que, como se sabe, culmina num movimento tronco-cefálico que pode originar um traumatismo pela colisão da testa com o móvel. “Mulher burra!! Usa pronto senão depois dizem no trabalho que eu te dou porrada”, dizem eles com o coelho na mão. “Vai já por um penso nessa merda e arranja o coelho para o comer!”.

Ok, eu limpo pó. Não com muita frequência, já que é tarefa que me chateia. Os homens casados ou solteiros não o fazem? Esta é uma tarefa exclusiva das mulheres? Fazemos isso melhor? Ou a nossa publicidade para tudo o que é detergente tem de continuar a ser tão imbecil e exclusivamente direccionada para as mulheres?

quinta-feira, abril 02, 2009

Nationaldicted

Ano após ano, faço juras e promessas de nunca mais colocar os meus pezinhos 35 e a minha narigueta de família no festival do Sudoeste. Juro que não volto! Pelo pó, pelo incómodo e pela chatice que é ir para lá, pelas dolorosas memórias de ressacas antigas nas praias das redondezas, pela falta de paciência para acampar, para ver rabos e pilinhas nos banhos, para dormir sufocada com o calor da tenda ou para a viagem de regresso à noite até Lagos… Bah.
Mas frequentemente volto atrás… e este ano parece que será o caso.
Há uma banda que durante muito tempo menosprezei. Os gajos sempre lá estiveram, eu que é sempre olhei para o lado, qual melhor amigo que afinal até é o amor da nossa vida. Já estive até num concerto deles, num festival está certo, que nunca é o melhor ambiente, e as más companhias mantiveram-me afastada do palco principal onde actuavam. Em Agosto um amigo arranjou-me o seu último álbum. Comecei então timidamente a escutar as suas músicas em serões infindáveis de trabalho, como ruído de fundo para me manter desperta. Quando dei por mim a cantarolar as suas músicas comecei então a fazer algo que raramente faço com bandas “recentes”: a escutar realmente as letras. E não é que estes gajos para além de terem um bom som, até dizem (algumas) coisas com graça ou sentido?

Sou uma Nationaldicted. Ainda dou um pulinho ao Sudoeste.

O meu amigo Silver tem uma relação com a Anita e eu não sabia

quarta-feira, abril 01, 2009

terça-feira, março 31, 2009

There will be blood

Um dos prazeres sádicos entre irmãos, pelo menos entre os meus, é ver a credibilidade de cada a desmoronar frente aos nossos progenitores, em particular, frente à nossa mãe. Nada das tretas de ser o menino querido. A pontuação é sempre negativa: mancha de vinho ou mousse na tolha -2 ptos, migalhas no chão -5ptos (com o tapete elas são bem mais tramadas de limpar), perder óculos escuros numa loja -20 ptos (a minha irmã é líder incontestável neste campeonato), deixar o telemóvel em casa -10ptos, deixar o telemóvel numa loja em Coimbra e ser apanhada -30ptos, esquecer de ligar à tia-avó de S. Jorge da Morrenhanha a agradecer a prenda de Natal -50ptos…

Pois eu hoje vou pontuar forte e feio. Acho que vou conseguir pontuação máxima com a minha última, bater todos os records. Miguel, podes perder um dos teus filhos num centro comercial, Joana, podes deixar os óculos da mãe na Zara, que nem assim, nem assim…

Já revirei todas as malas, corri todos os armários, passei revista a todos os papéis… até fiz uma tentativa desesperada de atirar a culpa para o meu pai, que é famoso pela sua distracção, mas até ele se lembrava com precisão do exacto momento em que me devolveu os documentos do carro. Os documentos do carro!! Onde que raio estão os cabrões dos documentos do carro!!

sexta-feira, março 27, 2009

Porque não gosto de ser Rita Dois Nomes

Tenho dois grupos de amigos distintos que gostam de utilizar dois dos meus nomes sistematicamente: os senhores engenheiros do Técnico e as miúdas da dança. De tal forma que, mesmo quando estamos sozinhos e não existe mais nenhuma Rita num raio de 10 km, imediatamente me chamam de Rita Últimonome. O que não deixa de ser peculiar, já que no trabalho me chamam Ritinha.
Atenção, eu gosto do meu último nome. Como qualquer nome que se preze, em criança tinha de aturar com trocadilhos entre montanhas e serrotes, inofensivo… nada parecido a ter um apelido como Mil-Homens, essas sim devem ter tido uma adolescência divertida.
A questão é que eu gosto mesmo do meu primeiro nome. Rita. Pequeno, sonoro, obriga a fazer algum esforço para pronunciar. Rrrriiii ta. Um Rrrriii que força uma contracção na garganta.
E os Ritas pronunciados por estrangeiros? Adoráveis confusões, a língua toda embrulhada, estalinhos onde não devem existir…

E é por ser um nome simples que indica uma familiaridade doce que me derreto ao ouvi-lo. Nunca um Rita Últimonome. A combinação é desastrosa.


It's Friday!

Lucíiiilio! Anda cá, carago!

Um Padre recusa-se a baptizar crianças com o nome de Lucílio.
Estou com ele, se tiver um filho Lucílio, recuso-me a baptizá-lo.

quinta-feira, março 26, 2009

Como o gajo da Madeira, também eu nã gosto do continente

Existem muitas razões pelas quais eu não gosto do Continente. O Continente do Belmiro entenda-se, não o do Sócrates e de 9 883 631 portugueses.
Na 3f passada deambulava por Coimbra, e depois de entregar uma proposta que me custou muitas noites mal passadas e Sábados em Mirafuckingflores, decidi que era tempo de dedicar umas horas com coisinhas muito boas e fúteis: compras, revistas com horóscopo, unhas, e mais que não irei enumerar.
E que tal aproveitar que estou mesmo aqui e vou ao Continente comprar comida para a gata? Ser focada, só mesmo a comida light da Misha. E maçãs para mim, comida saudável para a família toda.
Depois de 20 min às voltas, em que nada parece estar onde devia, mais pela minha desorientação do que por desorganização, presumo, lá dou com o Friskies Light. Sigo então para as maçãs… mas pelo caminho cruzo-me com uma secção gigante, acho que a mais completa de todo o hiper, que é a dos chocolates e rebuçados.
“Hum… umas pastilhas não fazem mal a ninguém. E um ovo kinder (uma mistura de leite e chocolate ideal para o crescimento). Ah, adoro estes caramelos… e para terminar, só mais um pacote de gomas em forma de banana, sim, e vamos às maçãs.”
Nesta altura, já sem mãos livres, sem olhar para os lados, dirijo-me à frutaria e lá enfio umas pink lady num saco. Com o pacote de gomas nos dentes e inclinada para trás vou para a caixa e aguardo pacientemente pela minha vez, evitando contacto visual com mais tretas que me vão destruir os dentes certamente.
Quando finalmente chega a minha vez, a senhora pergunta-me se pesei as maçãs. Não pesei as maçãs. Mas as maçãs pesam-se onde? Nunca me pediram para pesar maçãs no pingo doce, nem no mini preço… se vou voltar para as pesar? No way Jose.
Bom, acho que a cena da dieta era só para a Misha Gata, a Misha Miúda continua a comer gomas.

sexta-feira, março 13, 2009

Mirafuckingflores (vol 4)



The Whole Of The Moon

Mirafuckingflores (vol 3)



Four o’clock, tick tock!

Mirafuckingflores (vol 2)



Faltam menos umas horitas...

Mirafuckingflores




Faltam só umas horas...

quinta-feira, março 12, 2009

Diga SIM! Diga NÃO!

De há uns tempos para cá, tenho vindo a reparar numa incapacidade profunda em dizer não. Não de não quero, não posso, não me apetece, não dá. Ou simplesmente NÃO.

Há um par de meses fui ver o Mama Mia ao engano, arrastada pelas minhas amigas da dança, maldosas e oportunistas, que se usaram do meu isolamento ao Mundo para me impingir não só um musical (eu com a minha baixa tolerância a musicais) mas pior!! Um musical dos ABBA, provavelmente a banda mais irritante de todos os tempos.

Mas se nessa altura me senti uma idiota, hoje nem consigo encontrar palavras para descrever o meu estado de espírito…

Ontem ligou-me outra amiga. Depois dos habituais “não falamos há tanto tempo” e “temos de nos encontrar”, a M faz-me o gentil convite para ir ao teatro, ao Tivoli ver uma peça qualquer. Na minha inocência, concordei entusiasticamente, programas durante a semana são sempre bem vindos e aproveitar para pôr conversa em dia parece um plano agradável para uma 5f à noite! Como sempre, digo SIM, inconsequentemente, sem sequer me questionar pelo teor da peça, pelos actores, pela encenação… who cares.

Pois agora finalmente sentei-me em frente do pc.

www dot google dot com. tivoli teatro. enter

Joder!! What th’fuck! RITA PEREIRA O QUÊ?? MEL FUCKING BROOKS?

Sobe a temperatura...

Hey malta! Toca a voltar ao banho diário, sff.

quarta-feira, março 11, 2009

Quando tinha cerca de 6 anos, os meus pais assistiram por uma segunda vez à vandalização consentida do meu aparelho gastro-respiratório, desta feita para me remover os tais dos “adenóides”, cuja função até hoje desconheço. Esta é uma recordação que nunca me abandonará, a do médico, a oferecer-me “só um cheirinho de um perfume tãooo bom” que ele tinha naquela bombinha, e eu, criança cretina, fui lá meter o bedelho. Daí o não meter o nariz onde não se é chamado…

Depois da cirurgia, para além de jantar e almoçar gelados por uns tempos, os meus pais comovidos perguntaram-me que prenda queria eu por tal maldade. Nessa altura não hesitei, e pedi uma Barbie! Uma Barbie!! Sim mamã, esse símbolo imperialista do consumismo, o brinquedo perfeitamente fútil, uma Barbie, como as das minhas amigas, com vestidos cor-de-rosa e saltos altos. Não, não quero a Sandy, nem a Bibi, quero a Barbie!! BARBIE!!

E foi assim que consegui a minha primeira Barbie! Depois ainda tive uma outra, imagine-se a ironia do destino, através da Câmara Municipal de Almada onde a minha mãe trabalhava na altura…

Agora adulta surge-me a seguinte inquietação… Existem destes modelos em tamanho 38?



sexta-feira, março 06, 2009

Paris

Para aliviar a carga negativa do último post



Vá lá, mas a Primavera está a chegar!

No country for young girls...

Inex, sinto o mesmo! (mas não por Louvain-la-Neuve, essa cidade não conheço)

Tirem-me daqui! Das semanas sempre iguais, da sobrecarga no trabalho, sempre as mesmas cantigas, sempre os mesmos sítios, sempre as mesmas pessoas… acho que é a isto que se chama rotina. Ninguém me avisou que é tão fatigante e desinteressante. Desperdício inglório de tempo, as semanas passam e passam e nada acontece. Ninguém devia ser forçado a passar por isto até aos 40, pelo menos, se bem que aos 40 eu espero ainda estar na roda viva.

Bom, uma coisa é certa. Se a MFL ou o Santana Lopes ganharem alguma das eleições que teremos este ano, está aqui feita a promessa de que procurarei outra praia para fazer a minha vidinha.

Juro que hoje dou um berro.

quarta-feira, março 04, 2009

Paris je t'aime!



Depois de umas semanas atribuladas, com trabalho, pouco sono, cuecas de gola alta e doenças à mistura, a Misha Karenina Babuska volta para anunciar que este blog, ao contrário do que parece, está alive and kicking, só à espera de novos acontecimentos dignos de relato.

É um facto que nada de estrondoso tem acontecido neste fim de Inverno. Aguardo com impaciência pelo início da Primavera, pelos passarinhos a cantar na minha janela, as árvores floridas (algumas já cá estão para nos alegrar), pelos dias bonitos que me deixam a cantarolar pela manhã. Sair de casa de jeans sandálias e camisola de cavas… noites mais quentes, jantares ao luar regados de margaritas, primeiros mergulhos gelados no mar, surfistas em miragem, primeiros gelados numa esplanada perto de mim, suspirar das 8 à meia-noite… até as minhas alergias são bem-vindas!

E para comemorar a primavera nada como Paris. Assim, dia 20 embarco para um fim-de-semana entre os Champs-Élysées e Montparnasse… Paris je t’aime!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

I love you Thomas Thomson,

Tue tue. Tue tue.
« Estou ? Mãe ? »
« Olá Pintainho, então, como estás ? Estás a trabalhar? Já foste almoçar? E o que é que almoçaste? Tu alimenta-te minha filha”
“Sim, não, errr… vim a casa do pai..”
“ah, o teu pai já cá está? Rica vida isso de ir aos estados unidos. Sempre vais hoje para o Norte? E vais com quem? E quem vai a conduzir?”
“não, não, vim buscar o Tom Tom…”
“Quem é o Tom???”

Por esta altura a minha mãe imagina-me com um namorado loiro de olhos azuis chamado Thomas Thomson. Para além disso ainda a sinto ligeiramente ofendida por ele ter sido primeiro apresentado ao meu pai antes de a conhecer a ela…

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Bizarro…

Estou a ler um mail que fala de bola e coisas assim e olho para a coluna do google ao lado do gmail onde se pode ler “Quando vais morrer?”.

Não me atrevi a dar um clique no link indicado, por um lado porque não me interessa saber quando irei morrer, por outro porque nunca se sabe onde irei parar nestas coisas cibernáuticas. Acho que os informáticos da minha empresa já me devem achar estranha pelas buscas que faço na net (no outro dia procurei por miúdas + Miami e a coisa não foi famosa), mas agora revelar tendências satânicas ou obscuras, não está com nada.

Mas como é que o sacana do google liga a bola à morte? Morte cerebral? É sem dúvida um motor inteligente…

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Alfama

(Lista a encurtar ou a acrescentar pelo leitor)

o ar do lisboeta
o ar mastronço do lisboeta
o ar activo do lisboeta
o ar coitado filha do lisboeta
o ar cabotino do lisboeta
o ar reservado do lisboeta
o ar dia oito do lisboeta
o ar missa da uma do lisboeta
o ar campdòrique do lisboeta
o ar queixudo do lisboeta
o ar ramona do lisboeta
o ar bichona do lisboeta
o ar pasma do lisboeta
o ar barrigatesta do lisboeta
o ar último olhar de Jesus do lisboeta
o ar vilas boas do lisboeta
o ar estoril do lisboeta
o ar em princípio vou do lisboeta
o ar eu depois confirmo do lisboeta
o ar catarino do lisboeta
o ar daniel do lisboeta
o ar terilene do lisboeta
o ar jaguar do lisboeta
o ar poupar do lisboeta
o ar gastar do lisboeta
o ar solmar do lisboeta
o ar morrinhanda do lisboeta
o ar seminarista do lisboeta
o ar boçal do lisboeta
o ar servil do lisboeta
o ar por aqui me sirvo do lisboeta
o ar eu cá não vi nada do lisboeta
o ar portagem do lisboeta
o ar esnègabar do lisboeta
o ar jardim cinema do lisboeta
o ar crise de teatro do lisboeta
o ar é natal é natal do lisboeta
o ar estufa fria do lisboeta
o ar padre cruz do lisboeta
o ar mártires do lisboeta
o ar conjuntura do lisboeta
o ar ultramar do lisboeta
o ar tecnolírico do lisboeta
o ar você do lisboeta
o ar donamélia do lisboeta
o ar alentejano do lisboeta
o ar chico esperto do lisboeta
o ar sector um do lisboeta
o ar monsanto do lisboeta
o ar transístor do lisboeta
o ar trombudo do lisboeta
o ar lisbonudo do lisboeta
o ar matraquilhos do lisboeta
o ar agenda do lar do lisboeta
o ar et pluribus unum do lisboeta

(Alexandre O'Neill)

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Uuuu!.. pouco tempo, pouco tempo, pouco tempo

Dormir. Acordar, adiantar o despertador (só mais 10 min, só mais 20 min), dar de comer à gata que já me assombra com os seus miados esganiçados, chove lá fora? rego plantinhas, a roupa não seca, estou farta destes cereais, como um croissant com creme? ups, ai a dieta, café com leite, café solo, pego no coche e sigo para Mirafuckingflores, estudar, estudar, trabalhar, trabalhar, hamburger no centro comercial (não há peixe para o raio da dieta), 3ª dose de cafeína, telefonar ao sr. Palmiro, onde está a minha proposta sr. Palmiro? Eh lá, está muito caro sr. Palmiro, veja lá isso e dê-me resposta, trabalhar, trabalhar, mais café, treino de dança, incapaz de memorizar o que quer que seja, gritos da prof., coche para casa, comida para a gata, limpar a merda da gata (gata com problemas intestinais), aquece a sopa, ver Malato na TV, estudar espanhol, ler em espanhol, apagar a luz e dormir. Acordar, adiantar o despertador…

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Plastic people



Miami, here we go!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Passar a ferro ou não passar...

Hoje acordei e pensei “que se lixe. Não estou com paciência para passar a ferro. Levo a saia amassada assim mesmo”. E lá vim, feliz e contente, com a minha saia preta, um pouco amarrotada, um pouco curta de mais também (é o máximo de ousado que me atrevo a trazer). Quando me sentei comecei a aperceber-me de algumas nódoas que não saíram na lavagem, pequenos pedaços de kinder surpresa, quer-me parecer, que se agarram com convicção à roupa e só se libertam à força da raspagem.

Estava aqui sossegadinha sentada a trabalhar, num esforço terrível para não postar nada, quando começo a ouvir espanholada no escritório. Ora sendo a minha empresa uma multinacional, ocorreu-me que poderiam ser pessoas de Espanha, outros engenheiros, recursos humanos, pessoal financeiro… mas não. Eram mesmo o big bosses. Os big big bosses. Aqueles que aparecem nas news letters internas, cujo nome oiço há séculos, associados a uma fotografia sorridente, mas nunca vistos in the flesh.

Pois, hoje conheci-os. Fiz o meu melhor para não parecer uma anormal, como é meu costume quando conheço gente importante: dominar o rumor facial, conseguir articular 5 palavras seguidas, sorrir o suficiente mas sem tiques nervosos… E a saia escondi com um demi plié atrás da mesa.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Não podemos escolher os nossos pais

Mas podemos escolher a quem damos o nosso país?

A realidade das nossas empresas irá passar cada vez mais por um mercado ibérico. Aquilo que os Filipes não conseguiram manter no passado, está a acontecer nesta década: empresas centradas em Espanha, apenas com uns comerciais em Portugal que fazem o acompanhamento dos clientes e que dominam o nosso mercado.

De facto, olhando à volta, parece-me que nós temos alguma dificuldade em governarmo-nos. Este país está um caos, e não consigo culpar unicamente a crise ou os nossos políticos (alguns bem merdosos). A nossa comunicação social anda pela rua das amarguras, rendida ao sensacionalismo e às grandes audiências. Todos os dias oiço notícias irrelevantes, que nos tornam cada vez mais pequeninos e mais isolados do Mundo. É possível escutar um noticiário e ficar com a impressão de que nada se passa lá fora, e que os grandes males da humanidade se centram num assalto de uma joalharia na Cumieira, ou no caso da menina cujo processo de adopção não avança… Atenção, eu não desdramatizo estas situações. Apenas questiono a sua relevância para abertura de um telejornal. Mais a utilização dos meios de comunicação para fazer campanha eleitoral (descarada e irrelevante). Por exemplo, um inquérito da SIC Notícias:

"19.200 Euros de flores, por ano, na residência oficial do primeiro-ministro...

a) Parece-me bem, dada a importância do cargo

b) Parece-me mal, apesar da importância do cargo"


Bom, parece-me que este canal de referência toca em assuntos fulcrais para o nosso desenvolvimento. É pena, a sério que é, que uma das classes que poderia fazer tanto pela educação de um povo, tente à força torná-lo mais estúpido.

Mas a questão que me assalta é, não podemos escolher quem nos governe? Tenho mesmo de ser espanhola? Eu adoro os espanhóis, não me interpretem mal, mas sinceramente, aqueles tipos também têm problemas sociais graves, taxas de desemprego sempre à beira do descontrolo, um PM que poderia ser gémeo do Guterres, ataques terroristas…

Eu cá preferia ser sueca. Ok, teria de suportar uma herança pesada, tendo como maior sucesso pop os ABBA, mas do outro lado da balança teria um sistema social que marcha a valer, teria um bom nível de vida, as desigualdades sociais não seriam tão discrepantes…

E mais importante ainda! Ser sueca e viver para sempre o mito das suecas! Jag vill ha det så mycket!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Joder! Adoro o Analytics!

Sempre um passo atrás, só recentemente pela mão do meu cunhado conheci o Google Analytics, e todos os dias pela manhã dou uma espreitadela pelas estatísticas do Misha Karenina Babuska. Hoje de manhã fiquei estarrecida com o aspecto do meu mapa de Portugal.



Qual adolescente borbulhento!

Dois filmes por semana, dá saúde e faz crescer!

Esta semana fui ver dois filmes totalmente diferentes e que geralmente correspondem bem ao meu género: “Frost/Nixon” e “A Duquesa”. Acho que os dois são marcados pelos actores que o representam, mas o que um tem de excelente faz do outro uma bela bosta.

Se eu fosse crítica de cinema (but I’m not!), em relação ao Frost/Nixon poderia dizer que, em tom documental, este filme vive dos seus incríveis actores, um Michael Sheen versátil, que passa de Tony Blair (único papel principal que lhe conhecia até então) a um galã apresentador da TV, vrs Frank Langella, que esclarece aos mais desatentos e justifica plenamente a alcunha de Nixon, Tricky Dick. Saí do filme curiosa, e com vontade de descarregar as entrevistas reais, a amaldiçoar o Mundo por não ter o canal História em casa.



Finalmente, na “A Duquesa”, fiquei finalmente esclarecida com a razão pela qual todos os filmes em que a Keira Knightley aparece me deixam vagamente insatisfeita. Para além de não a achar fisicamente atraente, e podem lançar-me as pedras que quiserem, mas não corresponde de todo ao meu ideal de beleza, acho que como actriz é bastante fraca. Representa sempre um só papel, o de Keira, exagerada, de beicinho sempre a tremer, tenta passar os sentimentos de grandes mulheres, mas na essência sem convencer…

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Baby baby

quinta-feira, janeiro 29, 2009

C'est jolie!



Merci Kollontai!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Ver RTP1 pode causar envelhecimento prematuro

A minha relação com a televisão permanece a de há meses atrás: consigo ver a RTP1 com chuva fraca ou moderada, a TVI aos fins-de-semana, a SIC apenas em dias de vento a Nordeste e a RTP2 quando o Diabo está a esfregar um olho.

Por isso quando quero um pouco de barulho de fundo sou obrigada a conviver com a Catarina Furtado ou com o José Malato, mais a Sr. Josefina e o Sr. Tó Zé, felizes anónimos que a troco de meia dúzia de tostões seguem a dizer umas babuseiras na tv…

Há uma obsessão da RTP1 com programas como o “Conta-me como foi” ou “A minha geração” O primeiro é uma telenovela com acção nos anos 60, que pretende ser uma caracterização de uma família típica portuguesa, com os problemas e preconceitos da época. Ao segundo confesso que nunca vi qualquer utilidade... Mas de facto, há que utilizar os arquivos (velhinhos velhinhos) da RTP para ir rendendo o peixe, e parece que a malta adora!

Mas apesar de começar a dominar os costumes do Antigo Regime, no campo da actualidade, os meus avanços são fracos. Em primeiro lugar, sei que quem vai em primeiro lugar no campeonato é o FCP, depois de ter passado o Benfica e Sporting na última jornada. Dou por mim a utilizar expressões como “oh homem” e “ai Jesus”. Cada vez estou menos qualificada para falar de política internacional, nunca estou a par dos últimos acontecimentos do outro lado do Mundo e que andam na boca de todos os meus colegas. Já para não falar da última crise da saga “Irmãos e Irmãs”. De economia, só sei que em Marco de Canaveses, o café no Tiroliro, a pastelaria do bairro de S. Custódio, passou de 40 cêntimos para 45. Apesar do conflito no Médio Oriente não ter terminado, a mim chegam notícias de como em Serapicos o Padre da terra decidiu acabar a missa com um sermão que ofendeu as varinas do bar “alterna aqui”…

Mas ontem bati bem no fundo ao assistir a um programa sobre sexo na 3ª idade. Programa em horário nobre (ou pobre, dependendo do ponto de vista) de elevado conteúdo, com entrevistas na primeira pessoa, junto aos jardins da Alameda e da Estrela, mas não descurando o conhecimento das profissionais da indústria. Eu arrisco-me a dizer que logo após as imagens sugestivas de prostituição, o Sr. Manel fez olhinhos para a D. Maria e decidiram que esta semana a dose de sexo era dupla.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

What Rrrapens?

Próxima segunda-feira vou dormir ao Porto.
O que é que uma donzela singela pode fazer em tal dia numa cidade (quase) desconhecida? Aceito sugestões…

PS: acho que não vou votar na Vanda. Vi que a moça tem celulite nas pernas, logo não pode ser uma bailarina à séria, que nós na dança não temos nada disso…

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Silver

Não sejas tonto, claro que no meu estado "normal" não consigo atingir essa velocidade.
Para tal é preciso vestir o meu fato e mascarilha e utilizar os meus super-poderes...

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Dificilmente haverá prova mais bonita...

E para começar em grande o ano de 2009, lá vou eu.



Ou ando a levar demasiado a sério as minhas resoluções, ou estou um pouco mais estúpida em 2009.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Se estamos numa de um pouco de demagogia à Uncle Sam

Quando for crescida

quero ser pintada como esta, mas com a Misha gata em vez do unicórnio...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

2nd round

Bom, antes de mais, tal como o Silver e Calado referiram, os rockets matam. Artesanais ou não, é verdade.

Utilizando o velho método científico, que é onde me sinto mais confortável na minha área de especialidade, para uma guerra ser justificável (ainda que na minha óptica, qualquer guerra é difícil de justificar), existem pelo menos quatro princípios que se deverão verificar:

1) Todos os meios de comunicação devem ter sido explorados até à exaustão;
2) Deverá existir um objectivo concreto bem definido;
3) Deve haver uma forte possibilidade de atingir o seu objectivo.
4) O ataque deve ser proporcional ao seu objectivo;

Agora, foram realmente esgotados todos os meios de argumentação? Tal como referi no meu post anterior, quase parece que Israel estava mortinho para voltar a entrar por ali a dentro, de forma que até provocou esta situação.

Existe um objectivo concreto? Quero dizer, o objectivo (pelo menos o oficial) é de protecção de Israel contra os ataques terroristas que tem sofrido, mas concreto concreto, o que se pretende com esta ofensiva? Aniquilar o Hamas (sem provocar uma nova fornalha de jovens bombistas suicidas, que me parece uma consequência óbvia). De onde se responde à 3ª questão, já que me parece um objectivo impossível de atingir…

Bom, a quarta parece que não merece grande debate. Justificar a morte de 700 pessoas, civis, crianças, adolescentes, com o facto de o Hamas os utilizar como escudo humano parece-me estúpido.

Acho que a definição de genocídio é o extermínio de um povo, não?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Roma à vista

Estão 10ºC lá fora...

.. e eu estou de manga curta. Carago, há que mostrar aos meus coleguinhas as minhas origens nortenhas!

terça-feira, janeiro 06, 2009

Meu querido Silver,

Desculpa este toque de resposta no meu blog, mas apesar da falta de tempo não permitir uma escrita séria (apenas uma data de babuseiras que publico aqui diariamente), não queria deixar de passar sem uma palavra em relação a Gaza.

Sim, é verdade que o Hamas provocou esta guerra. Sim, Israel não poderia ficar de braços cruzados quando é diariamente bombardeado com rockets, mesmo que artesanais e pouco eficientes. Mas há uma coisa que não percebo é, onde é que é suposto esta guerra chegar? Esta guerra vai ser solução para alguma coisa? O Hamas vai pacificar?

Vamos lá tirar as palas, e admitir que Israel não é inocente também. À sua maneira, muito civilizada, consegue manter Gaza isolada do resto do Mundo, não só fisicamente mas também economicamente, com um bloqueio que dura há anos. Isto parece-me uma provocação, que levou a outra provocação e que culminou nesta resposta.

Para mim, as questões fulcrais são quando e como vai esta guerra acabar. Para a primeira só vejo duas respostas: quando os EUA tiverem um Governo estável ou quando já não houver nada para destruir e matar em Gaza. Espero que seja a primeira que prevaleça, sempre me parece menos mau…

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Don’t know why, but I kind of fancy it

Acho interessante este regresso da moda do bigode (nos homens, pois está claro). Um bigode desavergonhado a solo, devidamente aparado, típico português, ou à lorde inglês…

Não fica bem?












O filme não está mau e a banda sonora também não

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Mr. November

Achei piada que nos highlights de 2008, quase toda a gente apontou para o Mr November



Tenho alguma fé, mas por agora fico-me com o outro Mr. November, que levo comigo para o fim-de-semana…



Enjoy.

Continuo doente...

...e com pouca imaginação. Não tarda tenho de sair a correr para preparar o jantar (o primeiro dos semanais prometidos) para o grupo “Miúdas da dança”, o meu grupo 100% feminino que sei que há anos inspira diferentes fantasias nos meus amigos rapazes.

Hoje passei o dia a mapear os campos de Golf de Portugal, por motivos puramente profissionais, e fiquei a conhecer um pouco melhor o que é provavelmente o mundo mais cagão que existe. Muuuuito cagão. Cagonérrimo! Descobri que existe um "Golf Etiquette", que para além de umas regras que visam preservar a qualidade do campo e a saúde dos jogadores, ainda está repleto de uma série de snobeiras mariquices, como a proibição de t-shirts ou jeans, obrigatoriedade de utilização de camisolas de colarinho, etc. etc.

Também achei piada ao facto dos ingleses gozarem com os nossos Cunhas Britos e Delfins… este clube, o Vila Sol, apresenta no seu site a honra de ter recebido o Prémio Best Golf Development pelo próprio Sir Pickles. Sir Pickles, casado com a Mrs Potato Pickles… Ah, pacóvios.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Na obrigatória histeria de 31, as minhas passas vão todas para…

Entre conversas com as minhas companheiras de viagem, lembrei-me que guardava uma pérola em casa! A minha lista de resoluções para 2008, ano morto ano posto, onde separei por diferentes tópicos não os meus desejos mas sim os meus objectivos para o ano que passou. Sentei-me então com caneta em punho a assinalar o cumprido, copiar o que transita para 2009 e riscar o que mais vale enterrar bem fundo na gaveta, que nem em 2020 lá chego. Assim por alto, lá consegui uma promoçãozita, objectivos profissionais mais ou menos atingidos, respeitei quase integralmente a minha resolução de um post por semana, esqueci X, mas apaixonei-me por Y, W e Z (em Buenos Aires por mais uns quantos). Não fui correr todos os domingos, acho que nem um, e aqueles 3kg ainda os guardo bem guardadinhos… Não li um livro por mês, não dei jantares semanais em minha casa, não juntei aquele pé-de-meia que tanto jeito me dará para visitar a Austrália e não tive aulas de nenhum instrumento (tive de tango, de certa forma compensa).

Agora é tempo de fazer a lista para 2009. Na primeira linha já escrevi: “largar o grupo Euromilhões da empresa”.

A Misha gata está doente também

Não sei quem passou a quem...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Ontem tinha sido um dia mesmo bom para ir ao Amadora-Sintra

Quando há 3 meses circulou a carta da vacinação contra o vírus da gripe na minha empresa, respondi com escárnio ao meu chefe que a minha juventude não me permitia tomar tal vacina, interdita certamente a menores de 30 anos. Nessa altura fui advertida “ai de ti que apareças cá doente, o sr. director-financeiro chama-te um figo!”.

Ora na última 6f devo ter parado num sítio infestado com este vírus da gripe, e certamente inalei uma dose suficiente para me deixar k.o. durante o fim-de-semana. Hoje estava a pensar ir ao Amadora – Sintra, para variar um pouco do Sta Maria…

terça-feira, dezembro 23, 2008

Um cliché, música de Natal...

A TV inspira-me

Depois de ver as notícias super interessantes que passam de manhã na TV decidi que para o ano quero organizar um Presépio Humano para os lados da Praça de Londres. As inscrições abrem já este ano para começar as audições em meados de Fevereiro, que isto de preparar um Presépio Humano tem muito que se lhe diga: encontrar as pessoas certas para cada posição, treinar os olhares contemplativos dos Reis Magos, os olhares emborrachados dos pastores, os passeios de camelo pelas avenidas novas, os mugidos das vaquinhas…

Por agora ainda só está ocupado o cargo da Maria, para os resto aceitam-se sugestões.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Melhor prenda de Natal é difícil

A música Með suð í eyrum við spilum endalaust irá para sempre ficar na minha memória como o som que tocava no meu carro novo na primeira vez que me sentei ao seu volante. Esse dia foi hoje!

Nunca fiquei tempo suficiente em nenhum dos meus trabalhos para ser promovida, mas finalmente atingi esse objectivo! E tenho a dizer que é uma sensação bestial, principalmente pelo reconhecimento profissional mas também pelo bem material que agora passará para as minhas mãos. O carro é catita e tem três meses (habituada andava eu a carros com mais de 10 anos…). Tem um monte de mariquices, controladores de velocidade, apoios para telemóvel, luzes automáticas… mas o que me fascina é mesmo a direcção assistida!

Alguém quer boleia?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Ainda a propósito da Flor-de-Sal

Obrigada pelas várias contribuições. Fiz ainda uma pesquisa muuuito aprofundada sobre o assunto, de onde recolhi a seguinte informação referente à produção, colheita e processamento da Flor-de-Sal:

Salinas: Salinas tradicionais. As áreas de cristalização são compostas por pequenos depósitos (10-20 m2), chamados "peças". São normalmente bastante escavadas no solo, o movimento da água na salina é feito por gravidade. A água é dada às peças entre os 15 e os 17 graus Baumé.

Cristalização e forma dos cristais: A cristalização é completamente feita à superfície das peças. Os cristais têm a forma de delgadíssimas palhetas que facilmente se desagregam por pressão entre os dedos (uiii, delicado!)

A colheita: A colheita é manual e diária. Diariamente, o marenoto recolhe com muito cuidado a película de sal que cobre as peças da salina.

Processamento: Não sofre qualquer tipo de processamento. É embalado directamente depois da colheita.

Ok, já percebi. A Flor-de-Sal é a crème de la crème do sal, mas ainda assim preferia uma garrafita de Quinta dos Aciprestes.

Natal

Apesar de no meu antigo trabalho predominar uma certa mentalidade machista retrógrada, chegado o Natal a diferença de sexos atenuava-se com a distribuição equitativa de prendas pelos nossos fornecedores: seja homem, seja mulher, leva com uma garrafita de vinho, que no mundo financeiro é a prenda que se aprecia!

Pois agora as coisas mudaram… talvez por falta de hábito de encontrar mulheres engenheiras, os meus actuais fornecedores decidiram inovar! Mostrar o lado mais sensível dos engenheiros electrotécnicos e mecânicos, provar que até são tipos criativos inovadores e cheios de espírito natalício…

Hoje quando sai do elevador, vi uma série de pacotes de garrafitas de vinho encostados à secretária da recepcionista e involuntariamente deverei ter esboçado um sorriso quando ela me diz “Eng.ª Rita, tem aqui um pacote para si…”. Já me dirigia a um destes pacotes quando ela me diz “tome” e me entrega em mão uma caixa verde com um laçarote, incrivelmente leve com um postal atrelado… no seu interior, havia uma colecção de frascos e frasquinhos de compotas diversas “Com os melhores cumprimentos e desejos de boas festas, etc. etc.”.

Ok, compotas, fixe. Mas e “Flor-de-Sal”? O que raio é “Flor-de-Sal” e para que serve?

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O primeiro desde o meu regresso da Argentina

Fui confundida primeiro com uma sueca e depois com uma alemã.

Roder! Fucking awesome!

quarta-feira, novembro 19, 2008

A vida em 10 músicas

Em atraso, respondo agora ao desafio musical que me lançaram antes das férias… A banda escolhida anda em repeat no meu “gira discos”, por isso limitei-me a encaixar os seus títulos nas perguntas certas.

1) És homem ou mulher? A girl like you
2) Descreve-te: I guess I’m Just a Little too Sensitive
3) O que as pessoas acham de ti? Intuition Told Me, Pt. 1 - que não faço ideia
4) Como descreves o teu último relacionamento: Salmon Fishing in New York
5) Descreve o estado actual da tua relação: Rip it Up (and start again)
6) Onde querias estar agora? In a Nutshell
7) O que pensas a respeito do amor? Falling and laughing
8) Como é a tua vida? Bridge
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Breakfast Time - constante, o melhor momento do dia
10) Escreve uma frase sábia: Get While the Gettings Good

O desafio salta agora para os jumentos e célula estaminal.

segunda-feira, novembro 17, 2008

terça-feira, novembro 11, 2008

Ainda sobre a minha noite no Lux

Porque foi mesmo uma noite muito produtiva. Descobri que as raparigas altas têm pêlos no peito (J, lamento, mas é verdade. E nem vou falar das altas E magras, que essas têm ranhoca na ponta do nariz…), fui convidada para ir à missa no Domingo por um albicastrense, aparentemente são todos muito católicos, vi personagens dignas de novos post’s e confesso que o álcool realçou uma potencial bailarina “Fame” em mim...

Mas todas as noites típicas Lisboetas começam com uma viagem, em regra acidentada, pela mão do taxista fascista, e esta não foi excepção. Estava eu sossegada a admirar a balbúrdia gerada no Sábado quando oiço “Aiii António, António, que falta fazes tu para pôr esta merda no sítio”. António Guterres? O Padre António Vieira? Nã, era mesmo o Tonecas Salazar. Ainda fiquei à espera da piadinha xenófoba, mas lá nos desenvencilhamos do trânsito e não houve tempo para tanto.

A grande questão que ainda não encontrou unanimidade é: eles ficam assim por causa do trânsito, ou é pré-requisito ser reaccionário para ser taxista? Optando pela primeira, então as pessoas que vivem nos subúrbios e todos os dias passam horas de vida parados à entrada de Lisboa também pensam assim?? Shit, são imensos!

segunda-feira, novembro 10, 2008

Tall girls have hairy breasts

Este fim-de-semana tive a oportunidade de ir ao Lux dançar até madrugada, coisa que não fazia há séculos e que muito prazer me deu. Claro que por muito que me esforce, levo sempre com um choque de realidade mal entro naquele antro: toda a gente nascida depois de 81 tem necessariamente mais de 1,75m? Passei a noite toda a levar encontrões, literalmente arrastada por homens e mulheres gigantes, que nem davam por mim, pisada por tamanhos variáveis, entre o 40 e o 45…

E no WC? Miúdas de 16 anos de 1,80m, maquilhavam-se desde a ponta das orelhas até ao mais ínfimo pormenor do decote. Mas? O que é aquilo? Não pode?! Será?...

Meus amigos, para que não andem ao engano, devo dizer-vos que raparigas altas têm pêlos no peito. Sim, é verdade, o melhor é nem se aproximarem delas, ainda bem que vos aviso. Mas é compreensível: aquele tamanho todo só se pode dever a elevados níveis de testosterona no sangue.

Quem vos avisa, vossa amiga é: 1,65 ainda é seguro, mas para não correrem riscos, não ultrapassem o 1,60m.