Constatei nesta festa que certos protocolos passam de facto de geração para geração, e mesmo após anos de luta pela igualdade, os métodos discriminatórios de escolha permanecem inalterados.
Antes do jogo da bola, têm de ser feitas equipas. Seria natural supor que a escolha dos meninos de cada equipa seria um processo aleatório, baseado em sorteio ou no método do pimponeta, de forma a evitar melindrar e complexar desde logo os pequenos infantes, mas não. Continua o mesmo processo: dois meninos escolhem, um a um, os elementos desejados para a sua equipa. Resultado: para último ficam as meninas, claro, logo a seguir ao gordo da turma. Sempre foi assim e parece que assim sempre será.
Sábado descobri que o meu irmão mais velho era o gordo-ningrinhas da turma… esta falta de jeito é hereditária.
PS: por outro lado, adorei ver que a inocência destas crianças permanece inalterada, quando uma vem a gritar para mim “coito, coito!”
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2 comentários:
Uma grande tirada teria sido tu responderes - "Agora não. Volta quando fizeres 18 anos, e logo vemos isso".
LOLADA GERAL
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