Ano após ano, faço juras e promessas de nunca mais colocar os meus pezinhos 35 e a minha narigueta de família no festival do Sudoeste. Juro que não volto! Pelo pó, pelo incómodo e pela chatice que é ir para lá, pelas dolorosas memórias de ressacas antigas nas praias das redondezas, pela falta de paciência para acampar, para ver rabos e pilinhas nos banhos, para dormir sufocada com o calor da tenda ou para a viagem de regresso à noite até Lagos… Bah.
Mas frequentemente volto atrás… e este ano parece que será o caso.
Há uma banda que durante muito tempo menosprezei. Os gajos sempre lá estiveram, eu que é sempre olhei para o lado, qual melhor amigo que afinal até é o amor da nossa vida. Já estive até num concerto deles, num festival está certo, que nunca é o melhor ambiente, e as más companhias mantiveram-me afastada do palco principal onde actuavam. Em Agosto um amigo arranjou-me o seu último álbum. Comecei então timidamente a escutar as suas músicas em serões infindáveis de trabalho, como ruído de fundo para me manter desperta. Quando dei por mim a cantarolar as suas músicas comecei então a fazer algo que raramente faço com bandas “recentes”: a escutar realmente as letras. E não é que estes gajos para além de terem um bom som, até dizem (algumas) coisas com graça ou sentido?
Sou uma Nationaldicted. Ainda dou um pulinho ao Sudoeste.
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