Hoje acordei e pensei “que se lixe. Não estou com paciência para passar a ferro. Levo a saia amassada assim mesmo”. E lá vim, feliz e contente, com a minha saia preta, um pouco amarrotada, um pouco curta de mais também (é o máximo de ousado que me atrevo a trazer). Quando me sentei comecei a aperceber-me de algumas nódoas que não saíram na lavagem, pequenos pedaços de kinder surpresa, quer-me parecer, que se agarram com convicção à roupa e só se libertam à força da raspagem.
Estava aqui sossegadinha sentada a trabalhar, num esforço terrível para não postar nada, quando começo a ouvir espanholada no escritório. Ora sendo a minha empresa uma multinacional, ocorreu-me que poderiam ser pessoas de Espanha, outros engenheiros, recursos humanos, pessoal financeiro… mas não. Eram mesmo o big bosses. Os big big bosses. Aqueles que aparecem nas news letters internas, cujo nome oiço há séculos, associados a uma fotografia sorridente, mas nunca vistos in the flesh.
Pois, hoje conheci-os. Fiz o meu melhor para não parecer uma anormal, como é meu costume quando conheço gente importante: dominar o rumor facial, conseguir articular 5 palavras seguidas, sorrir o suficiente mas sem tiques nervosos… E a saia escondi com um demi plié atrás da mesa.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário