quarta-feira, agosto 20, 2008

dabliudabliudabliu dot google dot com
viseu restaurante

"Forno da D.Mimi" para o jantar e "O cortiço" para almoço amanhã.

Onde estou e onde podia estar…

Tinha uma grande quarta-feira planeada: três gin’s tónicos para a mesa 2, de olhos pregados no rio e ouvidos em dois amigos deslocados no “estrangeiro”…

Mas! Em vez disso, estou num hotel ibis, beira de estrada, com uma garrafa de água no regaço, olhos na N2 e ouvidos na Eurosport. No quarto ao lado deve estar um pato bravo com a amante.

Viseu… é realmente a terra das rotundas. E que rotundas! Algumas, juro, acho que um criativo fumou algumas ervas a mais antes de as projectar. Eu consegui não falhar nenhuma no meu caminho até ao hotel. Resta assegurar-me que gasto bem o meu plafond em almoços e jantares.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Rotinas do escritório

Os homens têm rotinas peculiares e engraçadas. Quando ainda vivia com um, o meu irmão Miguel, admirava a capacidade e tempo de leitura do rapaz: tantos livros ele consumia por mês. Note-se porém, que muitos deles eram de banda desenhada, e muitos era devorados nas suas frequentes idas à casa de banho…

Pois, vejo que de facto estas leituras são comuns em muitos homens… Nada contra, acho interessante, e confesso que em casa até faço o mesmo, mas no escritório, levar revistas e jornais para o wc?? Porquê anunciar a meio Mundo que se acabou de fazer o número 2?? E porquê trazer a revista de lá, recheada de aromas entranhados?

Numa empresa com tantos homens, já conheço rotinas biológicas a mais.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Matjo


terça-feira, julho 29, 2008

Outro milionário

Caso este não me queira...






(Hiroshi Yamauchi)


Contento-me com este.

(Bruce Wayne)



Will you marry me, Mr. Hiroshi Yamauchi?

Hoje o dia não começou da melhor forma: levei um brutal banho de água fria quando me apercebi que não só não era Sábado, como era o segundo pior dia da semana. Mas como sou uma optimista por natureza, encarei o meu engano com naturalidade, dei de comer à gata e brindei a esta terça-feira.

Mas depois cheguei ao trabalho e decidi ver se finalmente tinha resposta do Porta 65, o programa (de nome muito artístico, não haja dúvida) de subsídio ao arrendamento jovem. E não é que tinha mesmo? “A sua candidatura foi recusada”. Bom, mas isso já eu esperava.

À sensivelmente 1 mês, recebi uma mensagem do Porta 65 (dois meses depois de a ter submetido) a acusar um erro na minha candidatura, dando-me uns generosos 5 dias úteis para regularizar a situação. Vistas as coisas, faladas com a minha senhoria (eu, galo dos galos, ia de férias nessa mesma semana), devido a um erro das finanças, essa instituição que toda a gente se habituou a tratar de forma abstracta (descobri que “ir às finanças” é a melhor desculpa a dar quando se vai a uma entrevista de emprego, ninguém questiona o tempo perdido), arriscava-me a ficar sem o generoso subsídio.

Por isso, a primeira coisa que fiz hoje foi escrever uma carta catita ao Programa. Só não lhes chamei filhos da p%ta, porque a minha mãe me ensinou que não devemos culpar os coitados que dão a cara, provavelmente o informático que vai buscar as mensagens à Internet, mas sim o sistema, parido às três pancadas e concebido por pessoas que não fazem a mínima ideia do que é arrendar uma casa em Lisboa, bando de burocratas que nunca pagaram um mês de renda do seu apartamento na Quinta da Marinha.

Agora resta-me esperar por Setembro, ver se aceitam a minha nova candidatura (eis um motivo pelo qual as palavras "filhos" e "puta" não se encontram na minha carta).

Caso contrário, resta-me saber se o Sr. Hiroshi Yamauchi está disponível, casar com ele em Agosto e rezar para que na noite em que a coisa se deveria consumar ele der o badagaio.

Gato por Lebre

Hoje acordei com a sensação de ser Sábado...

quarta-feira, julho 09, 2008

Hum... momento de indecisão.

Amanhã, vejo os rapazes...







ou as miúdas

mais sexy's do momento?

terça-feira, junho 24, 2008

Fumar nunca mais


Tinha acabado de abrir o meu coração no blog: um post cheio de miados de um coração despedaçado, quando antes do "publish" decidi ir beber a minha meia-de-leite ao café lá de baixo.
“Engº, quer vir? Não? Então vou lá num instante…”

Mal entrei vi o que estava para acontecer: três mesas só de homens, 4 cervejas por cabeça. De tantas ouvir sai a ganir, rabinho entre as pernas aos pulinhos para o elevador… Livra, isto é terapia género “Homens, Nunca Mais”? Não a encomendei!

segunda-feira, junho 23, 2008

Nível nível…

… é um trolha com um relógio JB.

quarta-feira, junho 18, 2008

I'm a Pit Bull - Terrier!

A minha orelha “desenrolou-se”. Juro que é verdade. Elas sempre foram perfeitinhas e quase simétricas. Agora, numa delas, a cartilagem regrediu e encolheu, parece que levei uma dentada na orelha. Ou isso ou estou a tornar-me num “Spock”.


Mas isto é num cenário optimista. Num cenário mais pessimista, estou a começar a pagar pela minha ruindade. Há tempos atrás, gozei com um rapaz um pouco tonto com que tive um love affair que tinha levado uma “trinca” na sua infância. Era o “Comida de cão”. Ainda hoje relembro as aventuras dessa minha viagem à neve e me farto de rir com as nossas peripécias…

Nesta perspectiva, comecei a listar os males que me poderão ocorrer por anos sucessivos de alcunhas, maldade e trocadinhos com todas as personagens com que me cruzei nesta vida. A imagem não é animadora. Prevejo o crescimento de uma mono-sobrancelha, o meu nariz vai encolher qual Pit Bull (ou pitibu), com uns pés felpudos, género Frodo do Lord of the Ring, para os quais usarei uns sapatos foleiros pé-na-merda como camuflagem.

quinta-feira, junho 05, 2008

Feist

Agora é mesmo a sério, alguém quer o meu bilhete? Vou de férias e não me dá jeito vir a Lisboa para um concerto, ainda que seja o concerto mais mega- hiper-super-espectacular do ano…

sexta-feira, maio 30, 2008

Olha que para 69 anos até está bem conservada...


Preciso de


Ela apareceu

Antes...


... e depois.

Ontem quando fui cortar o cabelo esqueci-me de dizer à tipa que não queria parecer a Madalena Iglésias, et voilá! Eis o resultado.

O mal das cabeleireiras sem volume no cabelo é que acham que volume é o máximo, e massacram as pobres coitadas que todos os dias lutam durante 20 minutos contra as ondas rebeldes com personalidade própria…
E como a última vez que ela tocou na minha trunfa foi em Janeiro, no fim ainda apanhei com a piada “Agora só nos vemos em Setembro!”.

quinta-feira, maio 29, 2008

Alturas em que gostava de ser homem…

Neste momento gostava de ser homem para poder escrever o seguinte post sem ser crucificada por todos os meus amigos.

“FalhasteS não, fa-lhas-te. Fala em bom português, caralho”.

Depois do Adeus


Hoje digo adeus à minha juba.

quarta-feira, maio 21, 2008

Ora faça aqui um chichizinho, faz favor!

Hoje de manhã o meu coração atingiu os 10 000 batimentos por segundo. Distribuíram-se frascos de plástico pela empresa. Tenho sempre receio que aquela passa que dei no verão passado venha estampada numa folha directamente endereçada ao meu administrador… Bom, para me precaver espirrei em cima do teclado do meu chefe, assoei-me com grande estrondo na sua sala e caso não tivesse sido bem explicita, ainda me queixei “que eta meda de antibiotico nã fazem efeito negum”. Mas estou safa. Só os homens se drogam nesta empresa.

Confere

Os franceses também aconchegam os tomates em conversas profissionais ou sociais.

segunda-feira, maio 12, 2008

Cat Power


Alguém está interessado? Tenho um bilhete a mais...

sexta-feira, maio 09, 2008

300


Ontem tive uma reunião com o pessoal da ala direita da empresa. Épica é a palavra que encontro que melhor descreve. 5 para 1, eu pertencia ao grupo de 1. Levei uma valente tareia de todos, completamente a solo, a tentar defender a honra da ala esquerda, desviava a cintura, baixava a cabeça, de pulso no ar... Com tanto golpe baixo, até me doíam os rins quando cheguei a casa.

Parecia o filme 300, mas sem o pessoal belo e musculado, só badochas com pouco cabelo.

quinta-feira, maio 08, 2008

Noites com Mirtilo

À semelhança de…


Não fiquei fã, pareceu-me quase um “remake” com uma plástica de Chungking Express. A presença da Cat Power, mais a voz do que a pessoa, dá-lhe uma certa magia. Na sonoridade gostei ainda daquela ligação para o tema principal do In the Mood for Love. Mas o som de pipocas nas costas… Errr...

quarta-feira, abril 30, 2008

Oh Lord!

Maldição dos toques polifónicos: tenho de apanhar com a Celine Dion no meu escritório ainda antes do almoço.

Hoje acordei já a cantar. Abri as janelas que dão para o meu jardim e percebi porquê: a Primavera chegou com grande esplendor a Lisboa. E os primeiros a receber a notícia são os pardalecos das traseiras da Av. de Roma, que cantam numa fúria ensurdecedora ao primeiro raio de sol.


Acho que só quem viveu na penumbra de um outro país qualquer sabe realmente dar valor a estes dias radiosos. Lembro-me que nos meus tempos de Holanda me comportei como verdadeira holandesa: a minha vida até Junho era um desastre, nada fazia sentido e raios, até andar de bicicleta ao frio e às escuras era um suplício. Depois, zás! Veio o sol, e quando dei por mim estava no lago da terrinha a chapinhar, com grandes banhos e valentes escaldões, churrasco, batatas fritas e cerveja, olé!


Primaveril, de alguém que escrevia bem melhor que eu:


Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.


Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.


Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.


Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.


“De tarde”, Cesário Verde

terça-feira, abril 29, 2008

Hum...

Desconfio que com este tempo todo livre estes tipos vão finalmente descobrir que sou perfeitamente acessória nesta empresa.

The net

Tenho uma teoria simples que a partir de um beijo se estabelecem relações de 2º, 3º ou mais graus com todas as pessoas que já partilharam um mesmo beijocador. Assim, se a Luísa deu um beijo ao Zé e se este por sua vez já beijou a Joaquina, então a Luísa e a Joaquina já inadvertidamente partilharam qualquer coisa no meio desta confusão. Claro se entretanto a Joaquina namoriscou com o Pedro, o Pedro tem uma relação de 3º Grau com a Luísa. É uma teoria à hi5, bem sei, mas confesso que já tive arrepios com esta sequência de pensamentos.
O um dos meus love affairs já teve mais namoradas do que os meus dedos e os dele conseguem contar. Desta forma, posso assegurar pelo menos uma relação de 3º grau com metade de Lisboa.

Podem considerar-se beijadas.

segunda-feira, abril 28, 2008

Para quando a 3ª Season?






Esta é a série mais genial dos últimos tempos. As duas primeiras foram despachadas num ápice. Agora queremos mais!

Paulo (II)

Hoje vi de relance o meu novo vizinho. Não foi amor à primeira vista, mas pela barulheira que ele fez junto ao vidrão, acho que temos coisas em comum.

Carlota Francisca

Todos os grupos de adolescentes têm aquela miúda irritante que tem sempre de ser o centro das atenções. Geralmente, essa miúda é também aquela que namora com o rapaz mais giro e promissor da escola aos 16 anos.

Numa 5ª feira à tarde (bons tempos em que todos os dias eram fim-de-semana), a nossa amiga Catarina, que entretanto foi estudar para Espanha, vem a Lisboa visitar os amigos de infância, e todos nos reunimos à sua volta. Continua com a sua graça de sempre, meio trapalhona e logo começa a contar as suas peripécias de primeiros tempos imigrante. Ri e rimos agarrados à barriga. Claro que esta descentralização do foco irrita a Carlota Francisca, e ainda antes da matiné, já com os bilhetes para o “O Quinto Elemento”, a rapariga faz o seu número habitual:

“Zé Adalberto, não me ligas nenhuma, vou-me já embora”.

E com grande aparato abandona o Monumental, deixando-nos a todos estupefactos. O Zézito lá acelera o passo e corre atrás da miúda. Ao longe podemos assistir à discussão, e deduzimos a argumentação para que a Carlota reconsidere. Lá a custo, regressam os dois, mas da Carlota não se ouve uma palavra a tarde toda.

(Só como nota de rodapé nesta introdução confusa, passados 10 anos o Zé, que já não namora com a Carlota, ainda frequenta o mesmo café. Ganhou uns quantos quilos e perdeu um pouco de cabelo, mas mantém o sorriso de outrora. A Carlota Francisca não mudou em um milímetro).

Não é de hoje o meu ímpeto de terminar com Misha Karenina Babuska. Com O MKB e até mesmo com A MKB. A esta última, faço juras de expulsão imediata sempre que a vejo a afiar as garras ao meu estimado tapete, quando deixa as marcas das suas patinhas na banheira e na bancada da cozinha ou quando ataca o meu olho direito no dia 1 de Janeiro e com essa me manda para Santa Maria no dia dos bêbados e drogados.

Quanto ao MKB, a história é diferente. Seja porque tenho um freak out ou porque não me sinto à altura das expectativas, pela qualidade e cadência dos meus posts, decido acabar com esta relação cibernáutica que mantenho desde 25 de Outubro de 2006.

Mas… 8 comentários depois, com o meu ego em alta, seja pelos comentários vindo da grande nação Estrangeiro (Sta Maria também é Estrangeiro, né?), pelos das minhas bailarinas favoritas e pelos de ilustres mas mui prezados desconhecidos (também no Estrangeiro, it seems), a MKB engole o seu orgulho e toca a dedinhar os posts pendentes. Sim, por hoje sou a Carlota Francisca.

quinta-feira, abril 24, 2008

Basta

Parafraseando o Luís Filipe (o Menezes e não o Vieira), para mim BASTA. Não tenho folgo para este blog a duas mãos, quando o que tinha idealizado era uma coisa a 6. Não sinto à vontade para me queixar nos dias em que todas as mulheres deveriam ter o direito de ficar em casa, porque as dores mestruais não são permitidas num Mundo puramente masculino e machista. Não posso gozar com o “Quase-Ciclope” ou com o “Pee-Wee” (ou direi “Pee-Brain”), com sapatos quadrados cor de caca, com o Silent Bob, ou com qualquer personagem masculina que tenha uma curta ou longa, boa ou má passagem na minha vida.

Por isso chega, este blog foi para o espaço.

quinta-feira, março 27, 2008

João,

Meu querido sobrinho. Caso me aconteça alguma coisa até aos teus 15 anos, fica aqui a minha confissão. Aquele cachecol que ontem te ofereci, antes de começar o jogo de Portugal-Grécia, assinado pelo Quaresma, o teu ídolo. Aquele cachecol que acariciaste e que provavelmente hoje levaste para a escola e até, quiçá, andaste à bulha por ele… Bom, digamos que o Quaresma não costuma almoçar em Miraflores e que a tia, na verdade, não é sua amiga. Aliás, julgo que nunca me cruzei com essa pessoa. E se o encontrar na rua, não o irei distinguir no meio da multidão, mesmo que o conjunto óculos escuros/penteado dêem indicações quanto à sua profissão…
Perdoa-me meu querido. Mas a competição pelo título de “Tia Mais Cool do Mundo” está a ser dura, todas as armas são válidas…

PS: mas era uma boa imitação, não era?

Christie, My Car

Desde que mudei de trabalho, emprego ou “serviço”, como preferirem, que o azar me persegue. A mim ou ao meu carro, ainda não percebi. Diria que o meu antigo chefe, quando eu fechei a porta do seu gabinete depois de lhe dizer coisas bonitas como “para mim o prémio é secundário, tenho é de realizar os meus sonhos profissionais” me respondeu com um sorriso cínico como quem diz “deixa lá que eu vou ao Prof. Caramba fazer uma macumbazita que vai lixar lenta e dolorosamente o teu carro, minha cabra”.
E assim, uma série de acontecimentos se sucederam que culminaram ontem com ser socorrida por um senhor de meia-idade de chapéu do clube recreativo de Alvalade (o meu novo anjo da guarda) de rabo espetado a mudar-me um pneu. Estava a ver que depois daquela cena ainda iria passar a noite em Sta Maria com o senhor de cama com uma vértebra fora do sítio e duas hérnias a explodir.
Ora assim em 7 meses tivemos:
O abalroamento do meu director geral numa rotunda;
Um pião numa rotunda (atrás do meu novo chefe, very impressive!)
Um choque por trás de uma senhora a caminho do trabalho;
Um choque de frente (minha frente na traseira de outro) à entrada da segunda circular;
Um pneu furado à noite numa rua escura de Lisboa.

Nesta Santa Páscoa roguei aos santos pelo meu carro.

quinta-feira, março 20, 2008

Paulo

Há umas semanas, a minha senhoria anunciou-me que o filho dela, “que é mais ou menos da sua idade, Rita”, se iria mudar para o 3º andar do meu prédio. Desde então olho com desconfiança para os transeuntes da minha rua, “será ele, não será?”, “não feioso, afasta-te da minha porta, ahh…”.

Ontem soube que ele se chama Paulo. Paulo não é um nome que eu goste. Mas a minha irmã lembrou-me de um Paulo que é bem interessante.




Mas com a minha sorte, vai-me calhar outro tipo de Paulo.




terça-feira, fevereiro 19, 2008

A banda sonora do momento


Nunca vi a série, mas fiquei curiosa depois de ouvir este cd. Hoje vim para Miraflores com o Feeling good da Nina Simone, para começar o dia...

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Pessoas que gostava de odiar, mas não consigo

Os meus vizinhos de cima, com o seu “cookie” que não pára de ladrar todo o santo sábado de manhã, mais os seus dois gatos que mais parecem leopardos, e correm desalmadamente pela casa a toda a hora, e pior que isso, os seus dois filhos adolescentes que discutem a mesada à porta da minha casa (que é como quem diz, do meu quarto)… Mas a mulher é simpatiquíssima, pior, tem um olhar bondoso, e eu acabo por lhe dizer que não me importo nada que ela venha ao meu quintal fazer uma caminha à Mishinha, coitadinha que não pode ficar ao relento um dia, que rapidamente se converte numa cama para todos os gatos vadios que cagam literalmente o meu jardim. Aliás, acabo mesmo por lhe agradecer…

A tipa que no outro dia quase me provocou um ataque do coração e me lixou as costas de vez, quando se distraiu no pára-arranca matinal e me deu uma verdadeira panada no carro, com um estrondo tal que acreditei ter ficado com o meu clio “novo” em fanicos. Mas quando ela sai do seu civic manhoso, grávida e bem barriguda e me pede “imensa desculpa”, o meu coração desfez-se e quase lhe disse que a culpa era toda minha, que se ela se sentisse mal para me telefonar que eu a levava ao hospital.

O tipo do café onde bebo a minha bica, que maltrata todas as empregadas, brasileiras, portuguesas, what ever, faz assados malcheirosos logo pelas 8h da manhã, de tal forma que saio sempre pela porta com náuseas estonteantes. Mas enfim, o café é o mais barato que conheço, impossível não gostar.

PS: Lembrei-me a posteriori de outra pessoa que deveria odiar de morte, mas que neste momento não consigo. Temos novo informático na empresa, de quem toda a gente diz mal: anda completamente aos papéis, impressoras todas “desconfiguradas”, Office mal instalado, problemas na rede todos os dias… Mas coitado. Acho que até a senhora da limpeza já diz mal dele.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Acho que ceguei o Obama


Silver, aqui vai a resposta



segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Bom dia, podia falar com o Sr. Engº Óscar Alho?

Aparte de outras derrotas, há umas semanas tive uma grande vitória: ganhei o meu primeiro projecto. E soube muito bem.

Depois disso foi começar a preparar reuniões, passagens de pasta para aquilo e aqueloutro. Falar com o engenheiro tal, o doutor X… e a grande passagem será orquestrada por mim, perante os ilustres membros da direcção da empresa, director geral, financeiro, técnico… Para me orientar, o chefe de outro departamento enviou-me o seguinte mail:

"RIS, marca a reunião para dia 6 e envia convite para SFF, PCJ, LCM, NP, CR, LN."

Ora, eu sou a RIS. De RIta S. O PCJ, LCM, NP, CR e LN apareciam na minha folha de siglas, com os nomes de todas as pessoas da empresa. Mas o SFF? Quem é esse tipo?

Perguntei ao meu chefe quem era, mas não conseguimos nenhuma combinação, entre Susanas, Sandras e Sérgios, não encontramos a pessoa. Fui perguntar à secretária do outro departamento,
“Sabe quem é o SFF?”
“SFF, SFF… Não estou a ver. Vou perguntar ali à sala dos engenheiros…”
“NÃO Isabel, PARE!”

Deus existe. A prova é que fui milagrosamente iluminada e consegui parar a Isabel na caminhada escandalosa da minha humilhação pública, perante todos os engenheiros da minha empresa que já olham para mim de lado pela minha juventude e feminilidade.

Se Faz Favor.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

1000

Faço parte da geração 1000. A geração que trabalha a 1000 à hora e recebe (menos) de 1000€ por mês. Sou daquelas que se esmifra, que vem trabalhar cedo, e que sai tarde, não porque passa o dia no mail e no blog (é a frequência com que escrevo), mas porque trabalha no duro e se esforça, veste a camisola, atura tudo e todos e mantém sempre a postura de “sim, dá-me mais trabalho, que eu quero aprender e é assim que eu vou conseguir”.

Ando nisto vai fazer três anos. Estou no terceiro emprego, e olhem que no que respeita a relações humanas, andam todos ela por ela. E dói estar sempre à prova. E revolta-me saber que toda a minha geração anda no mesmo, e que os empregadores esticam ao limite a corda, utilizam todos os artifícios que a lei permite para conseguir apresentar resultados finais positivos. Chama-se a isto mão-de-obra barata. Parece que afinal esse modelo sempre se aplica cá.

E apanhar os velhos nas paragens do autocarro ou no balcão da CGD com o discurso da “esta juventude está cada vez pior”. Ainda há poucos anos nos apelidavam de juventude rasca. Infelizmente, é “à pala” desta juventude rasca que este país de bosta se ergue. E é com a maior hipocrisia que anunciam que Portugal exporta mais tecnologia do que calçado actualmente. O avanço que fizemos foi deixar de explorar mão-de-obra infantil a trabalhar o couro para sapatos. Agora sim, é legal explorar mão-de-obra qualificada, maior de idade, em frente do monitor. Muito melhor, a UE não nos chateia, temos a cara limpa.

Somos obrigados a adiar a vida, não tomamos decisões que devíamos porque não temos condições para o fazer. Sim, porque não temos como o fazer. Nem todos têm sorte. E os velhos do Restelo que chamam de egoístas “com a tua idade já tinha 3 filhos”. Olha que merda, trabalho 11h por dia, o meu salário chega para alimentar a minha gata, que raio de educação daria eu, mãe ausente, nem dinheiro para fraldas tenho… Esquecem-se que no tempo deles as coisas eram diferentes, e eram sim senhor. Nem para ir à neve tenho dinheiro, quanto mais pagar escola a uma criança.

Mas ok, eu sou mulher, por isso à 20 anos atrás nem devia sequer imaginar ter uma carreira profissional. Devia mas é ficar em casa, cozinhar para o marido, coser meias, colocar o meu sorriso “anúncio de detergente” e receber o meu esposo, de pescoço sujo de baton, com mesa posta e sobremesa preparada…

Mais os meninos das Jotas, com os seus cartazes “Portugal precisa de bebés”. Fá-los tu.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Tigres à solta

Hoje fugiram dois Tigres do Circo Chen na Azambuja. Parece que um já foi capturado, e outro está já cercado pela GNR.



















O Tigre deve estar em pânico.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Estás a perceber?

Há um tipo de pessoas que não consegue formular uma frase sem o “estás a perceber?” no fim. E se há tique irritante, acho que é esse. Ok, estou a exagerar. Se calhar existem tiques ainda mais irritantes, mas este chateia um bocado.


O problema não é propriamente a pessoa estar preocupada com a minha compreensão do tema em questão. O problema é utilizar sempre esta expressão para coisas triviais, tão claras como a água.


“Oh Rita, uma formiga é mais pequena do que um elefante, estás a perceber?”

“A sério Zé Miguel, não me diga?”


Já qualquer coisa como “Oh Rita, o problema de Fermat: xn + yn = zn não tem soluções para n>2 e inteiros não triviais x, y e z, estás a perceber?”, ou “Oh Rita, o Rodrigo Tiuí é muito melhor jogador do que o Bergessio, estás a perceber?”, aí sim, teria algumas dúvidas…

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Diogo

Vou ter um novo sobrinho. E ao contrário das expectativas, não se vai chamar Maria. De Maria passou a Coiso e de Coiso a Diogo, bem melhor.

Diogo.

Diogo.

Diogo era o “meu” nome. Era esse o nome idealizado para o meu primeiro filho. Diogo Primeiro. Mas o meu irmão num acto infame roubou-me esse prazer, a única certeza que tinha nesta vida: se eu tivesse um filho ele seria Diogo….

Mas bom, o que lá vai, lá vai. Já interiorizei esse nome. Agora olho para a barriga da minha cunhada e começo a materializar uma pessoa nova que não tarda está cá fora, neste Mundo para o bom e para o pior, mas que vai ter uma vida, uma identidade e uma história. E eu vou ter um papel nessa história desde o dia 1.

Começo a ficar impaciente. Quero conhecer o Diogo e quero conhecê-lo já! É assim. Quero contar os seus dedinhos, assegurar-me que estão em número de 5 em cada mão e cada pé. Quero ver se tem umas bochechas rechonchudas como a tia. Ouvir o seu choro, muitos berros (assemelham-se aos meus?) e muitos risos.

Mas o mais estranho é esta sensação. A certeza absoluta de que, sem sequer lhe conhecer o nariz, essa marca inconfundível do genoma da família, já transbordo de amor e carinho por esta criatura que não conheço de parte alguma.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Ainda sobre o arranhão…

É um cliché: quando uma mulher (ou homem, parece que já não é assim tão pouco comum) é vítima de violência doméstica, normalmente desculpa-se com um “acidente” doméstico. Geralmente tropeçou e caiu, foi contra uma porta, bateu com o nariz na cómoda… A verdade é que quando ouvimos esta história imaginamos o que se passa entre quatro paredes.

Isto justifica a reacção do meu chefe dia 2. Cheguei pela manhã, com o olho inchado e arranhado. Ele perguntou-me “ehhh… alguma conjuntivite?”. Eu ainda tinha o cérebro desligado, pelo que lhe respondi com um “Nã… tive um acidente doméstico”.

Os olhinhos sorridentes passaram para uma expressão de “não sei, não ouvi, eu nem quero saber, não me incluas nos teus problemas pessoais”. Foi engraçado. Contei-lhe então que passei a noite de 1 de Janeiro em Santa Maria porque a minha querida Misha decidiu vingar-se dos dias de abandono com uma arranhadela mesmo em cheio no olho direito.

É bom poder contar com o nosso chefe para os momentos de crise.

1 de Janeiro

Dizem que a forma como passas o dia 1 de Janeiro reflecte todo o ano que se segue. Tento por isso nunca me enfrascar na passagem de ano, não querendo passar um ano inteiro enjoada a torradas e chá preto. Mas este início de ano conseguiu superar todas as expectativas.

Depois de uma viagem infernal de regresso, trânsito e chuva, sentei-me no conforto do lar com a gata Misha ao colo. Enquanto a admirava (o bicho ronronava!) pensava para com os meus botões: “és tão bonita, e tão querida, que saudades tinha, adoro-te”. Nisto ZÁS. A gata arranha-me o olho. O olho!! Mesmo! Por dentro! Sangrou. Eu chorei. Fui ao espelho e quase desmaiei.

Desta forma, passei a noite de 1 de Janeiro no Hospital.

É mau.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Uiiii... Ca bom!

Recebi o subsídio de saldos, hurrai!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

A primeira prenda de Natal


Quase imbatível!


Resolução para 2008…

…arranjar parceiro de casa. As contas são elevadas e não posso continuar a vir trabalhar com as etiquetas da roupa nova de fora.

terça-feira, dezembro 18, 2007

É Natal, chálálá

Um dos meus sonhos de adolescente nesta época festiva é dar um valente carolo a um escuteiro.

“Senhora, senhora… Compra-me um calendário?”.
“Puto, baza senão corto-te um dedo”.
ou então pegar no calendário e “ups, deixei cair em cima de monte merda e depois ainda lhe passei o pé por cima. Desculpa lá, lobito”.

Porém, nunca o fiz. Mas na semana passada apeteceu-me mais do que nunca rasgar um calendário da paróquia de não sei onde. Mas em vez disso, engoli em seco e saquei uma moeda de um euro da minha carteira “pinup” para entregar a uma senhora já adulta.

Não é que no jantar de Natal da minha empresa uma coleguinha minha, que nem o meu nome sabia, e a quem nunca tinha posto os olhos em cima, me impingiu literalmente um calendário de bolso com desenhos da sua criança fanhosa de 5 anos? Ca granda lata!!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Odeio os meus vizinhos…

Por isso quero xulá-los até ao tutano! Hehe.

Pensava que iria ter a pior semana da minha vida. Domingo, depois de um fim-de-semana em Londres, consegui perder o avião de regresso. “A culpa foi do aeroporto que é longe e o autocarro anda devagar ”, foi a desculpa que dei ao meu chefe quando ele segunda de manhã me viu exactamente com a mesma saia castanha e casaco cor-de-rosa que usava quando me deixou à porta do aeroporto sexta-feira e me perguntou “então?... Perdeste algum avião?”…Assim tive a oportunidade de conhecer o íbis de Luton, bela terra, onde os cães cagam em todos os quarteirões e as bifas roliças pintam as raízes do cabelo de preto.
Depois de um dia de cão na segunda-feira chego a casa, ligo a tv em busca da telenovela Belíssima, o meu programa favorito desde que mudei de casa. Durante semanas aguentei sensivelmente 10 min seguidos em frente daqueles argumentos geniais e enredos complexos onde existem duas categorias de pessoas: as muito estúpidas mas muito boazinha e as muito más mas muito espertalhonas.
Nisto descubro que tenho EuroNews. E BBC world! Adeus estupidez!

Viva o Ricardo!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Boquinhas foleiras até quando?

O que raio é a farggi da estrada?

Hoje o meu director financeiro chamou-me qualquer coisa semelhante, referindo-se ainda ao outro incidente. Aproximamo-nos do Natal e ainda cá trabalho, mas cheira-me que posso esquecer o subsídio...

sexta-feira, novembro 23, 2007

Essa já eu sabia...

Publico: "Ciência: Fóssil mostra que já existiram escorpiões maiores que um homem"

Eu já desconfiava... são as chamadas Mulheres Escorpião! Sempre me senti maior do que a maioria dos homens que conheço.

terça-feira, novembro 20, 2007

sexta-feira, novembro 16, 2007

Só não posso ter…

O meu trabalho é bestial! Posso chegar mais tarde, sair mais cedo, sair mais tarde, sair em visita de estudo, sair para lanchar, ler blogs, escrever neles, ver o mail…

Mas a partir desta semana há uma coisa que nunca poderei fazer: ficar inanimada. Nem um indício de desmaio ou de falta de ar. Acho que o melhor é nem estar constipada…

Com o curso de primeiros socorros que organizaram por cá, arrisco-me a ser socorrida por um desdentado ou desgrenhado. E pior! O Socorrista mais próximo é o Vasco Granja da Pornografia, Dio Santo!

segunda-feira, novembro 12, 2007

Deus, Tem dó, e mata-me já!

Hoje vim na bisga, sempre a abrir atrasada para o trabalho. Falhei a saída de Mira Flores. “Não faz mal”, pensei, “saio em Algés e subo”. Trânsito. Os minutos passavam, a minha reunião com a administração era às 9h ou às 9h30? Shit, não me lembro…

Finalmente desembaraço-me dos outros carros, das mil passadeiras de piões que atravessam a rua dos Bombeiros. Só me falta uma rotunda, onde nunca ninguém passa. Entro sem olhar e um bruto carro tem de fazer uma travagem brusca. Será? Não, não pode ser ele…

Estaciono (mal) perto da porta quando o mesmo carro que abalroei na rotunda pára ao meu lado. O senhor baixa o vidro e eu começo a ficar escarlate, o meu coração bate a mil à hora, começo a puxar os cantos dos lábios para cima…

“Bom dia Rita. Tem de ter mais cuidado ao entrar nas rotundas”
“Senhor engenheiro, tem toda a razão…”

Ia só abalroando o meu administrador. Nada de especial.
Será que chego ao Natal?

terça-feira, novembro 06, 2007

Going solo

Depois de 3 meses de perfeita dedicação ao trabalho (novo, faço hoje 3 meses neste novo poiso), acho que o MKB merece uma visita.
Sim, Inex, eu sei, eu tenho prometido, semana atrás de semana, que a Misha voltará a escrever. Ideias não me faltam, mas passar para o papel (virtual) custa mais do que parece.
E meteu-se a história de mudar de casa. Empacotar, desempacotar, IKEA, IKEA, IKEA até vomitar pelos olhos, onde raio pára o Black and Decker! Já tenho umas plantinhas, sim, porque a minha casa tem jardim! Umas roseiras da Régua, no fundo única lembrança que restou de um dos locais da minha infância jamais revisitado… uma oliveira, uma sardinheira (ou a outra, cujo nome nunca me lembro), um pimenteiro, um arbusto e uma plantinha já morta, ainda que eu insista em rega-la, que foi a única peça que a senhora garantiu “ai essa dura muuuuuuito”. Pois jaz morta no meu quintal!
Tenho vizinhos novos, e que saudades dos antigos, que não discutiam a mesada na escada, nem se intrometiam na minha vidinha. Se alguém conhecer a porteira abelhuda do número 44 da minha rua, podem assegurar-lhe, que eu só alimento a minha gata e mais nenhum!
E agora vivo sozinha. Não é mau, mas sinto falta claro de galinhar com a Rita meia hora antes de me deitar, de beber um limoncelo na nossa varanda e ouvir os vizinhos do prédio ao lado a discutir

“eu é que lavo a loiça, eu é cozinho, eu é que arrumo tudo, e tu, Armando?? O que fazes?? Nada, nada, és um inútil!!”.

“Óh, mor… Não é verdade Zé Carlos…”

Enfim.

Amanhã faço anos...

... é bom que alguém tenha uma prenda para mim!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Hoje tenho saudades do Técnico!

Porque era daqueles dias em que acordava e dizia: "Nãã..."

sábado, agosto 25, 2007

Jorge, môoor, o comer tá na meeeesa!


“Estou?”
“Estou a falar com a esposa do Jorge?”
“Hum… Não, deve ser engano”
”Ah, tem a certeza? Não estou a falar para o número da esposa do Jorge? É que me deram este número”.
“Ahhh… Espere, diga lá? Mulher do Jorge? Claro, que estupidez a minha, eu casei-me com o Jorge mas não me lembrava, diga diga”

Bom, na realidade só se passou a primeira parte do diálogo. Esta minha última fala não se concretizou. Não percebo, o facto de dizer que a pessoa se deve ter enganado não deveria ser suficiente? Poderia dar-se o caso de eu me ter casado em Las Vegas com um Jorge, nome pouco costume no meu vocabulário amoroso, mas sim, imagino um Jorge vestido de Elvis e eu vestida de Madona a entrar na “Igreja”. Aliás, neste momento esse é o único tipo de casamento que idealizo para mim!

quarta-feira, agosto 15, 2007

Ainda tenho o coração na boca

Se algum GêNêErre ou familiar for assíduo leitor deste blog, por favor autue e proceda à apreensão temporária da carta de condução do indivíduo que habita em Telheiras e responde pelo nome de Pai, por condução perigosa a mais de 180km/h na A2.

We all live...

Aqui vai um post já de Julho. Só na semana passada me lembrei de publicá-lo e nessa altura apercebi-me de um erro de interpretação. Mas aqui vai na mesma...

Quem me conhece sabe que não sou grande fã de musicais. Em filme ainda vá que não vá: posso sempre carregar no stop e continuar numa outra altura. Mas New York não será Nova Iorque sem se escolher um entre os vários da Broadway e passar uma noite a ver uma série de clichés de dança Jazz num teatro abafado por um ângulo sinistro resultado da compra de bilhetes a 35% de desconto.

Pois então levei a minha mamã a ver o Chicago. Para quem viu o filme não deixa de ser engraçado, já que ele de facto replica bem o musical. E sempre é melhor que ouvir a série de miados de gatos mal amanhados de Cats…

Depois do espectáculo, fizemos a nossa habitual ronda pela Duane Read, uma drogaria com produtos cosméticos a preço de desconto, e seguimos para o nosso excelente hotel. Excelente em localização…

Chegamos ao quarto e depois de pousar os sacos corri para o wc e enquanto entoava uns acordes do “All that Jazz”, olho para o lado e… “Mãeeeeee!!! O John Lennon está vivo!! E na nossa banheira!!!”. Uma barata de 10 cm (antenas excluídas) passeava-se alegremente entre a panóplia de shampoos e amaciadores. A mãezinha entrou em acção, e o John passou a noite debaixo do caixote do lixo, à espera de melhor sorte, e eu fui para a cama com uma nova música na cabeça… “We all live in a yellow submarine”.

Nota 1: na noite seguinte, o George Harrison quis fazer uma visita ao John… Efectivamente tinha uma nova barata na casa-de-banho!!

Nota 2: como devem perceber, eu confundi “carocha” com “barata”, por isso este post não faz sentido nenhum.

Hoje é o dia dos Grandes Amigos

Espero não me esquecer de nenhum...

Rita Nuno Joana Sara Inês Mathilda Rui Susana Tânia Tiago Vasco André Mariana Isabel Zé Maria Nuno Cristina Luís Diana Ana Armando Luís Marta Inês Rita Joana Rita Patrícia Catarina Francisco Rita Celso Ana Hugo Patrícia Dina Filipa Liliana Luís Rita António Inês Nuno Clara Ana Marta Ana João Andreia Bernardo

sexta-feira, julho 20, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

Need a change?

Hoje vou cortar a gadelha. Ontem olhei-me ao espelho enquanto praticava murros no ar (pensava em…) e vi que o meu capacete indomável precisava de um tratamento, a ver se ele percebe quem manda aqui. Mas no fundo eu sei, passada uma lavagem eu digo: “para a esqueeeerda!!!” enquanto ele se inclina à direita. Não há nada a fazer, acredito que poderia ser pior.

Mas não foi só a miragem da trunfa desmedida que me fez tomar esta decisão. Há um efeito que não consigo compreender, mas sempre que tomo uma decisão drástica na vida, TENHO de cortar o cabelo. Aconteceu-me quando decidi que não queria dar um beijinho ao Hugo-Porco-Espinho, no 5º ano e consequentemente terminei a nossa relação que durava há uma semana. Quando segui o conselho do meu ortopedista e larguei o Ballet. Quando abandonei o sonho de infância de ser veterinária e entrei em eng. Biológica… e agora, que decidi desistir do conforto de um emprego estável, (com possibilidade de ser) bem remunerado e de contornos de carreira bem definidos por… Esgoto?

segunda-feira, julho 16, 2007

Electroshit

Desde quarta-feira que tenho um grupo na cabeça de que quero saber o nome. É uma banda electro dos anos 80, daqueles com penteados à maneira, vídeos muito básicos com efeitos especiais recheados de espelhos. É um vocalista…

Sim, eu sei, cantar um bocado da letra ajudava. Até o básico nãnãnããã era alguma coisa. O problema é que não me consigo lembrar da música que gosto deles… mas sei que gosto!

Por isso todos os nomes são válidos. Peço aos meus reduzidos leitores para deixarem nomes nos comentários (Lucas, conto contigo como ouvinte de tudo que é pirosada com mais de 20 anos).

Arctic Monkeys

Gostava de ir a este concerto, mas já está esgotado. Se alguém tiver bilhetes que queira vender, deixe comentário, sff…

terça-feira, julho 03, 2007

Só mais um...

Tique taque

Só mais um dia de trabalho. Depois a minha vida pode mudar. Depois posso conhecer um espanholito ginasta, que me convença que é o maior, porque faz mortais encarpados à retaguarda. Depois posso ser admitida no circo e volto a Lisboa de Natal a Natal. Depois posso encontrar mais 10 gatos pela Áustria e decidir trazê-los para a R. de Arroios.

Ou então não. Vou só até à Arrifana, surfar umas ondas, beber umas imperiais, comer uns petiscos, dar uma coça ao Nuno, Rita, Maria, Marta, Filipe e Filipa no Risco, embebedar-me com vinhaça do Porto, dar outros mergulhos, voar para outra terra, ginasticar um pouco e… mais não consigo planear.

Hasta luego, vou de férias!

Banal, eu sei...


Hoje temos Arcade Fire. E mais não digo.

sexta-feira, junho 29, 2007

Saci Pererê



Depois da nossa noite de baile no B.Leza, não restavam muitas dúvidas: as Mishas fazem furor em outras raças e culturas! Pois é oficial: a Misha Karenina Babuska tem namorado (a felina, atenção), um gato mais novo, completamente preto (apenas um pelo branco espetado) e de belos olhos verdes. Seu nome é Saci, Saci Pererê! Mas este, por enquanto, e estimo que assim se mantenha, tem quatro patas e ainda não deu na cachimbada! Porém já conta com uma barriguinha…

Bem vindo Saci!

PROCURA-SE

Qual é a pior coisa que vos pode acontecer quando se regressa às 2h da manhã de um sarau em Évora, numa noite de 5f, depois de 12h de trabalho com perspectivas de acordar às 6h30 do dia seguinte para voltar a trabalhar? Acho que chegar ao vosso carro e dar com ele arrombado é uma boa hipótese… não será a pior, mas é muito má, posso assegurar-vos.

E para quê?? Por acaso acham que confio a um Peugeot 106 de 13 anos, que é dos mais fáceis de arrombar, material valioso digno de ser comercializado em mercado negro? Não tenho rádio, e se tivesse seria daqueles caixotes bem velhinhos… Por conseguinte não costumo ter cd’s, porque não tenho como os ouvir. O carro anda todo sujo, não ostento sinais exteriores de riqueza, não tenho penduricalhos no espelho, por isso não ostento sinais exteriores de estupidez para deixar coisas valiosas no porta-luvas.

Mas sim, roubaram-me coisas… para além do que sobrava da minha alegria, depois do sarau se ter atrasado e imaginando que iria dormir apenas 4h nessa noite, roubaram-me um cd e um dvd que tinha no porta-bagagem. Coisas que recebi à tarde e que não tive tempo de deixar em casa. Ah sim, e roubaram muita papelada, artigos sobre engenharia e fotocópias de um livro sobre energias. Hum… material técnico… Se eu fosse investigador do CSI procurava por aqui… um engenheiro mecânico, com gostos musicais eruditos (pois roubaram-me um cd da Tosca, cantada pela Maria Callas!) e gay, pelo menos amante de séries da BBC da Jane Austen, pouco comum…

Se encontrarem alguém com este perfil, deixem aqui um comentário…

quinta-feira, junho 28, 2007

É oficial, sou uma IMIGRA

O meu português involuntário:


"Combinamos para sexta para bebermos uns copos" = "Quedamos sexta para bebermos uma copa"

"Tira isso daí" = "Quita isso daí"

"Foda-se" = "Conho"

"Está descansada" = "Tranquila"

"Que fixe" = "Isso mola!"

"Estou tao aflitinha!" = "Que me meo pelas calças!"

"Diga?" = "Qué?!"


* Tenho saudades de vosotras...

quarta-feira, junho 20, 2007

O Meu Anjo

De certa forma, sempre tive um fascínio romântico e fantasista pelos trapezistas de circo. O equilíbrio perfeito, a flexibilidade e timing infalível com que saltam de corda em corda, com acrobacias, piruetas e cambalhotas deixando sempre uma linha de suspense no ar para maravilha da assistência…

Claro que o filme “Wings of Desire” também ajudou a construir esta imagem. Não é à toa que um dos meus posters do quarto é uma bonita imagem da Marion a descer por uma corda e a ser aparada pelo anjo Damiel (é mais ou menos esta imagem mas muito mais gira).


Então na apresentação das "7 Maravilhas" vou ter o meu momento Marion! Vou descer do topo do Estádio da Luz, pendurada por uma corda, fazer as minhas próprias acrobacias (nada de tão circense!) e, se tiver sorte, ainda sou recebida na base por um belo anjo…

terça-feira, junho 12, 2007

iTits

Um coleguinha meu relata uma notícia: “A Apple fez uma nova invenção. Um chip que se incorpora nos implantes mamários das mulheres para elas ouvirem música”

Ritinha diz: “Ai é??”

Ele continua: “Foi criado porque elas sempre se queixaram que os homens só olham para as mamas e não as ouvem”.

Estúpida, estúpida, estúpida, estúpida
Vou ser gozada até ao final dos meus dias. Dugh!! Sim Rita, um iTits, dugh.

Macho Macho Man

7h da manhã, vou beber o meu habitual cafezinho. Olho para o balcão e vejo o estereótipo do homem das obras: metro e noventa, braços que fazem 4 dos meus, camisa aos quadrados, botas biqueira-de-aço, barba de quatro dias… para completar, esperava um belo bagaço à sua frente…

Leitinho com chocolate da UCAL??? Man??

sexta-feira, junho 08, 2007

O segredo do meu sucesso…

Quando a minha cabeça não pára de cambalear e não encontro o ângulo perfeito por detrás do computador, durmo 10 min num cubículo da casa de banho. O meu despertador é o autoclismo ao lado…

quarta-feira, junho 06, 2007

Is it a bird?

O meu carro costumava ser cinzento (ou metalizado, como preferirem). Actualmente é mais amarelo-esverdeado, tal é a camada de merdume de pombo que se acumulou no capot. Eu não me importo, conto sempre com uma chuva inesperada para arrastar os bostardos para fora dos meus vidros e puxadores (se o meu puxador for abençoado, é um estimulo extra para uma lavagem). Bem sei que nesta altura, as chuvas são mais raras, mas ainda assim olho para ele e avalio até que ponto do Verão consigo ir, se vale a pena gastar 5€ para ele andar 3 dias limpo até uma nova rajada de pombos lixar o ego da minha máquina… e não me envergonho! Ando de peito erguido ao volante, mando “passar por cima” a todos os BMW’s ou Ferraris que se enervam connosco, os pequeninos da estrada, mando os velhinhos do domingo sair da estrada e insulto os taxistas que me buzinam nos semáforos…

Mas hoje confesso, tive uma situação em que preferia conduzir o carro do meu pai, ou da minha mãe, ou até mesmo do velho choninhas que gentilmente escova o carro todo o sábado de manhã. Vim para o trabalho de carro, para me precaver de uma saída tardia da escravidão (que se agrava a este instante) e não chegar atrasada ao sarau nos pupilos hoje (isto é tema para outro post, certamente). Venho a abrir a fazer a curva e cruzo-me com o meu big big boss. Ele olha horrorizado para o carro, franze o nariz e cerra os olhos, tentando identificar o condutor.

Salva pela merda: com um vidro tão badalhoco, nem o Super-Homem!!

sexta-feira, junho 01, 2007

Nix

Segunda-feira, 8h30 da manhã, reunião do piso todo na sala grande. O meu chefe solta a exclamação: “ehhhh Rita, granda escaladãoooo!!”

Fónix, abusei do rouge…

quinta-feira, maio 31, 2007

Atitude?

Um dos meus grandes traumas da vida é ter andado 7 anos na ginástica do Sporting (o outro, já referenciei num post anterior, foi ter sido trocada pela Rita Maria na minha “melhor amizade” com a Rita Isabel). Não pela ginástica, como é claro, onde fiz sólidas amizades, mas pelo ambiente envolvente que tive de tolerar anos e anos a fio…

Assim, existem frases e situações às quais ganhei uma aversão e não consigo esconder um sorriso entre o sarcástico e de dor quando as presencio.

A primeira é o Folclore. Pá, tenho tolerância zero aos grupos de Folclore que povoam os nossos saraus. Aquele grupo de reformadas mamalhudas, sempre com a piadinha ordinareca pronta a saltar, aos berros por tudo e por nada. Lembro-me de um sarau em que fomos animar os coitados dos militares que tinham ficado de plantel, castigados no fim-de-semana, e as senhoras ao entrarem largam um estrondoso “ai que nunca vi tanto homem jeitoso junto!”. Por momentos tive pena do rapazola de 20 anos, ao escutar esta frase lançou um olhar infeliz pela janela e apertou a camisa até ao pescoço. Foi nesta altura que decidi “aos 50, enquanto sou geniquenta e controlada saio da dança!”.

Frases existem várias. O tão afamado “esforço, dedicação, devoção e glória”, gritado pelos altifalantes, fazendo lembrar as situações de campos de concentração em plena 2ª Guerra… Mas há uma em particular que não me sai da cabeça. O cenário era desolador: nós mais as velhas mamalhudas e um monte de miúdos parvos, num ginásio abafado, musiquinha de circo e com merda de pombo à volta (no velho estádio) e a amiga “cara de osga” grita: ATITUDE!! Atitude? Atitude? F&$k para a atitude!!! Como, onde??

Desde então, meus amigos, peçam de mim o que quiserem, mas atitude…

sexta-feira, maio 25, 2007

Jeepers Creepers!!

Não gosto de filmes de terror. Não gosto de ser stressada em situação nenhuma, e numa sala de cinema muito menos.

Já há muito tempo enganaram-me, sacana do moço, levou-me a ver este filme sob o pretexto de que “não era bem um filme de terror, era mais uma película experimental minimalista sobre comportamento humano no interior provinciano dos EUA”. Não foi esta tanga, mas poderia até ter sido.

Ao fim de 20 min já só via o filme entre dedos. Sempre que tocava esta música, Jeepers Creepers, um par de adolescentes, irmãos gémeos (com uma relação um pouco estranha…), era atacado por uma personagem sinistra (com um ar mal lavado e fedorento), uma besta canibal, não-humana. Ainda hoje, se estou sozinha em casa, lembro-me das cenas finais em que percebemos que os olhos do rapazola foram arrancados à garfada.

Estava eu agora aqui sentada, rádio a tocar, uma versão bem rock com uma rapariga aos berros. Escuto o refrão… e
Jeepers Creepers
Where did you get those eyes

quarta-feira, maio 23, 2007

Pior que Ursa?

Há este termo que uso frequentemente. Piurso (a). Sempre que quero dizer que alguém ficou mesmo mesmo mesmo chateado, como por exemplo, quando perdi uma peça do elevador do vidro do carro da minha mãe disse logo à Rita B “Xi… a minha mãe vai ficar piursa!!”

Gosto mesmo da expressão, ainda que não faça ideia de onde virá. Não conheço nenhuma correspondente em qualquer outra língua. Worst than a bear? Alguém usa algo semelhante??

Porque imagino um lenhador badocha, meio embriagado, mesmo mesmo mesmo chateado a dizer “hoje estou pior do que aquele urso que acordei na semana passada. Ai se apanho aquele duende que anda a dormir com a minha mulher, desfaço-lhe a pilinha em fanicos!!”. Daí piurso.

Mas nunca vi um urso em Portugal, ou no Brasil… Angola e Moçambique nem se fala. De onde raio vem então a expressão?

Isto tudo para dizer que hoje estou piursa.

segunda-feira, maio 21, 2007

Princesa

Gostava de hoje escrever um post a começar com “que bem se dormiu este fim-de-semana naquele colchão fofinho naquela pousada de Aveiro, bem ao lado do Templo de Diana”. Seguia para “e depois, ontem apanhei um tempinho delicioso, dei um mergulho na piscina e estou com uma corzinha catita”.

Mas não. Dormi no chão da escola Serafina qualquer-coisa… ou nem sequer Serafina ela era. Tomei banho num chuveiro fora da escola. Para lá chegar tinha de atravessar corredores, descer escadas, chinelar pelo páteo, esperar que as crianças do Colégio Moderno acabassem o chinfrim nos balneários para me banhar um chuveiro manhoso com pouca pressão. Sofri com o calor, sim senhor, mas não foi a apanhar banhos de sol numa piscina com uma coca-cola na mão. Foi a cozer num pavilhão mal ventilado, com corpos suados (mal) ginasticados…

Mas nem tudo foi mau. Diria que até foi bom. A combinação de comida barata com copos low cost resultam numa bebedeira discreta (para conseguir dormir, para conseguir dormir!). Descobri que se vive bem em Évora, ainda que de vez em quando eu diga que estou em Aveiro. Toda a gente sorri e diz bom dia. Alguns dizem princesa, o que já não é mau, pelo menos não é “eh carapau!!”.

sexta-feira, maio 18, 2007

Estou farta

Desta semana. Por mim pode acabar já.
As Mishas este fim-de-semana mudam-se para Évora. Fica a felina a tomar conta da casa.

quinta-feira, maio 10, 2007

Outros sósias...

Uma rápida pesquisa google e dei de caras com vários sósias famosos.
















Sósia do Rodrigo Santoro...


Prefiro o original!









"Renata Spears",

Se a Britney já era má...










Sósia do Cristiano!


Parecidos???








Sósia do Pai Natal


Sempre existe.



Pá, mas não é que existe uma sósia MINHA!!!


Sósias

Hoje li, a propósito da visita do Papa ao Brasil, que existe um polícia brasileiro reformado arranjou uma nova ocupação como sósia do Santo Pontífice (que lhe deve ser mais rentável do que a antiga profissão). Agora distribui cartões com uma foto que acentua a semelhança, participa em séries da TV, pedem-lhe para “abençoar” jogos de futebol (Bola e Igreja, ópio do povo brasileiro) e realizar casamentos. A uma coisa ele nega-se com convicção: anúncios de night clubs. Que o Papa não entraria nesses esquemas!!

Mas continuando na temática dos sósias. Consultando um pasquim português, dou de caras com outro sósia. O sósia do Rato Mickey…

Alto! Sósia do Rato Mickey??? Pá, sósia do Papa já é mau o suficiente, mas esse ao menos é de carne e osso… Agora do Rato Mickey? Hello? Lamento desiludir os mais crentes, mas o Rato Mickey não existe! Nem o Pato Donald, nem os seus sobrinhos, nem o Pai Natal… Patetas existem aos molhes, mas de resto... Como é possível falar de um sósia de uma personagem do imaginário das crianças, dos livros de BD que o meu irmão deixava no WC…

quinta-feira, maio 03, 2007

O chefe fala de mim…

“E a Rita, que está do outro lado, acompanha diariamente os mercados e faz as escolhas para o fundo com melhor rentabilidade histórica”

E eu, claro, fazia a minha pesquisa diária pelos mercados…

So long sucker!

Carmona out, eleições antecipadas. Será desta que Lisboa vai ter um presidente à altura da cidade que é? Ou vamos voltar aos medíocres que têm governado a cidade ano após ano? Nem peço muito, tapem pelo menos os buracos da Casal Ribeiro…


PS: esta é provavelmente a fotografia mais feia que alguma vez passou neste blog... Não sei se dura.

quarta-feira, maio 02, 2007

Oplá!

Pois bem… já cá não passo há uns tempos. Confesso que isto de ter um blog a três que valem por uma gata pingada, mal amanhada, consegue ser desmotivante. E escrever para um “público” calado é entediante, desconcertante, desinteressante, ante, ante, ante. Mais chato só escrever no meu piroso diário cor-de-rosa de criança, em que falo das minhas paixões infantis pelo Mourão, a “brasa” de 13 anos (o gago de cabelo rapado e troca olhos, um ano, três meses e cinco dias mais velho que eu, ohlálá!); das minhas brigas com as minhas amigas, quando a parva da Rita Andreia anunciou que iria deixar de ser minha melhor amiga porque a Rita Maria tinha uns allstar com a bandeira americana, muito mais cool que os meus (que aproveito para dizer que eram totalmente pretos, lindos!!!); ou quando relato todos os segundos do concerto dos U2, desde as fatiotas catitas, o alinhamento completo, como o Bono (com corações nos o’s) puxou aquela pirosa para dançar (a parva que preferiu ir para perto do Larry, o loiro desenxabido) e devia ser eu, devia ser eu, devia ser eu!!

Mas o que mudou? Quer dizer, não desde a minha adolescência, nisso mudei muito (agora sonho com um affair com Tom York). Desde a última vez que escrevi no MKB… tenho uma camisola nova verde. Enganei-me no tamanho, fico a boiar nela. 10 anos mais velha e continuo a cometer o mesmo erro de comprar coisas sem confirmar o tamanho. Da última vez tinha sido um par de botas tamanho 37, bastante desconfortáveis para uma miúda size 35.

Mais… novo corte de cabelo. Franjola um pouco mais curta mas o mesmo estilo capacete-com-personalidade-própria: ora se chove ele assume a forma que mais lhe apetece sem consideração pelo look formal da Misha. Mexe-se em bloco como que preso pela camada de laca que não uso, mas enfim.

Hum… novo parafuso na orelha. Pois, como na narigueta o trabalho inibe, fiz o piercing há tantos anos planeado na orelha, longe dos olhos dos chefes (mas pelo menos não foi em algum sítio obscuro…).

Ah, claro! Fui visitar o meu amante de Itália! Nããã… fui só a Itália mesmo, deixei o meu irmão abrir a caixa de Pandora, exibir qualidades que eu preferia não conhecer e que me forçaram a dormir de janela aberta. Isto de viajar com adolescentes tem muito que se lhe diga…

E mais. Fui a Madrid e não disse nada ao .g… Mas tu também cá estiveste e não me disseste nada!! Bom, também sei que andas entretido, não terias tempo para ir à Casa Sol com visitas…

Estreei novas danças, exibi danças velhas, dancei em discotecas, andei embriagada, sofri ressacada, nip-tuck-o-viciada… Fui ver plumas e lantejolas aos saltos, adormeci num filme do indie mas diverti-me muito noutros…

E fico por aqui. Até uma próxima se tudo correr bem…

1 2 3... funciona?

terça-feira, março 27, 2007

Bola, repetição do Gato Fedorento...

...com umas pantufas era como se estivesse em casa!





(isto de estar sem o chefe por perto tem muito que se lhe diga)

segunda-feira, março 26, 2007

Voltei eu de Madrid para isto?

“Em França foi eleito Charles De Gaulle, em Inglaterra Winston Churchill e nos Estados Unidos Ronald Reagan.”. Ok, o Reagan ficou um bocado xoné, sem se lembrar que um dia tinha sido presidente dos EUA (apenas se lembrava de ter passado pelas telas de Hollywood série B e de ter apalpado umas actrizes na sua juventude). Charles De Gaulle até pode ser visto como uma figura polémica, com decisões duvidosas ao longos dos vários anos de entra e saí do poder. O Winston Churchill é, a meu ver, o que parece mais consensual, não só pelo seu carisma como pelo papel que desempenhou na 2ª Guerra… Mas Oliveira Salazar? Qual é a parte de “DITADOR responsável pela estupidificação colectiva nacional, desrespeitador das liberdades individuais” é que a malta não entende?

Será que em Espanha a maioria votaria no Franco? A memória de um povo é assim tão curta? Qualquer dia o Santana Lopes é PM outra vez, pois querem lá ver...

quarta-feira, março 21, 2007

E viva a Primavera!


e com ela regressou a Misha!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Será que aguentas?

Pelo senso comum das más-línguas masculinas (e femininas, porque existem mulheres determinadas em dizer mal do seu género), um ambiente feminino é profundamente maléfico. O Mundo continua com a forte convicção cristã de que a mulher é a origem do pecado, dos problemas mundiais e, a menor escala, do mau ambiente laboral.

Pois bem, apesar de por muitos anos ter sido injustamente acusada de feminismo, hoje posso afirmar que um ambiente maioritariamente masculino é tão mau ou PIOR que um ambiente dominado pelo novo “sexo forte”. Eu conheço os dois mundos, e posso testemunha-lo!

Quer no trabalho quer na dança, tenho um ambiente bem disposto, informal, cheio de piadas e até com algumas trocas de “insultos carinhosos”, ainda que com vocabulários diferentes, felizmente… O que os distingue é, por um lado, a inteligência das conversas e, por outro o seu teor.

Mas como é possível??? Numa base diária, duas horas a falar de carros, três de bola e mais outras três sobre as “gajas” que recebem por mail? Fora as que eu não consigo enquadrar, tão ricas de metáforas e alegorias que são, não sei se o tema é o powerpoint das mulheres descascadas ao som da Shakira ou o novo modelo da Audi…

quinta-feira, fevereiro 15, 2007


Decidi na semana passada experimentar uma aulinha diferente do meu ginásio, Barra de Chão. Ora, esta aula é nem mais nem menos que uma aula de ballet para adultos e "séniores" (gosto muito deste termo, ai de quem me chamar sénior quando lá chegar) dada por uma verdadeira professora de ballet. Já não me lembrava como elas conseguem ser umas verdadeiras bitches, ou no português corrente, cabras. "Estica as pernas, aperta a barriga, rabo para dentro...". E quando está tudo com os bofes de fora ela lança um sorriso e diz "mais uma vez".


Resumindo... adoro e vou todas as semanas.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Encontros na copa

Trabalho novo, caras novas, ambiente juvenil, mangas de camisa, Verão e calor à mistura são os ingredientes essenciais para qualquer americanice que se preze, com uma voz narradora a relatar os encontros da jovem heroína com o galã do ecrã, o morenaço alto e espadaúdo de falinhas mansas…

Assim foi o meu Verão. Durante semanas suspirei pelas 5h30, hora do chá, encontro marcado com o Aberto (chamemos-lhe Alberto, protecção contra eventuais colegas), patati para aqui, patatá para acolá, sorrisinhos, conversa fiada… Até que tive a desilusão da vida e descobri que dentro da bela cabeça tínhamos apenas ar. Melhor, vazio mesmo… abandonei então os encontros das 5h e assumi a atitude mais responsável de comer o meu iogurte no lugar.

Passados tantos meses fui dar de caras com o Alberto na copa. Algo mudado, mas muito giro, decidi trocar dois dedos de conversa, já que ele insistia…

Al: "Olá, estás a gostar? Blá blá blá. Bom, até que estás com um ar cansado"
MKB: "pois, a minha gata não me deixou dormir esta noite..." (STOP! Não querendo mencionar que andava cansada por causa do trabalho, decidi falar da minha gata... ora o motivo pelo qual ela não se calou foi por estar com o cio. Existe tema mais desconfortável e imbecil para se ter com colegas??? Principalmente com os altos, morenos e espadaúdos??)
Al: "aoh... mas isso acontece todos os meses ou de vez em quando?"
MKB (a tentar salvar a cara): "errhh, pois, hum (corada) nunca tinha acontecido, mas parece uma amiga disse-me que os gatos da vizinhança dela passaram a noite toda nisso, que maçada" (tipo, “ai sou tão burra e não percebo porque é que a minha gatA anda a roçar-se a tudo e a todos e mia o dia todo e já não ataca ninguém).
Al: "oh, não, não pode ser... será… ouvi dizer…por causa do sismo??"
MKB: "CLARO!! SÓ PODE SER ISSO!! ÉS UM GÉNIO!!"

3, 2,1...


Feliz ano do Porco! (ok, é só dia 18...)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Xiça…

Ás vezes tenho a sensação de que sou uma verdadeira fraude. Uma fraude aos olhos dos outros e aos meus próprios olhos Eu vejo-me como estando sossegadinha no meu canto com o meu ar sereno aparente que consigo manter em quase todas as situações, olhar compenetrado a dedilhar o teclado com profissional eficiência, cabelo composto, roupa decente e os saltos altos muito adultos (raios partam as séries americanas que nos ocupam o fim-de-semana!). Claro que depois tenho desilusões constantes, quando vou à casa-de-banho e verifico que afinal tenho migalhas no colo, pêra na bochecha, pasta-de-dentes ressequida na camisa… Enfim, um conjunto de características que me definem e que não abdico por trabalho algum!

Depois alguém se lembra de falar comigo de assuntos de trabalho que eu não domino. Imediatamente penso “concentra-te Rita, concentra-te. Pensa no que ele está a dizer, aprende, aprende… sim, a obrigação, paga o cupão… hum… mas que estranho sinal ele tem na cara. Olha, parece que faz uma lua! Os óculos é que são feios todos os dias, credo… xiça, onde é que ele ía????” Depois disto só me resta fazer o meu olhar bovino. Não soa bem, mas funciona na perfeição, convenço a quem for de que percebi tudo o que disseram…

Por exemplo, estou neste momento a lançar um olhar profundo para o computador, com uma mão carrego no “publish”, com a outra aceno ao big boss “sim chefe, hoje não trabalho até tarde, então bom fim-de-semana!”.