quinta-feira, março 27, 2008

Christie, My Car

Desde que mudei de trabalho, emprego ou “serviço”, como preferirem, que o azar me persegue. A mim ou ao meu carro, ainda não percebi. Diria que o meu antigo chefe, quando eu fechei a porta do seu gabinete depois de lhe dizer coisas bonitas como “para mim o prémio é secundário, tenho é de realizar os meus sonhos profissionais” me respondeu com um sorriso cínico como quem diz “deixa lá que eu vou ao Prof. Caramba fazer uma macumbazita que vai lixar lenta e dolorosamente o teu carro, minha cabra”.
E assim, uma série de acontecimentos se sucederam que culminaram ontem com ser socorrida por um senhor de meia-idade de chapéu do clube recreativo de Alvalade (o meu novo anjo da guarda) de rabo espetado a mudar-me um pneu. Estava a ver que depois daquela cena ainda iria passar a noite em Sta Maria com o senhor de cama com uma vértebra fora do sítio e duas hérnias a explodir.
Ora assim em 7 meses tivemos:
O abalroamento do meu director geral numa rotunda;
Um pião numa rotunda (atrás do meu novo chefe, very impressive!)
Um choque por trás de uma senhora a caminho do trabalho;
Um choque de frente (minha frente na traseira de outro) à entrada da segunda circular;
Um pneu furado à noite numa rua escura de Lisboa.

Nesta Santa Páscoa roguei aos santos pelo meu carro.

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