Vou ter um novo sobrinho. E ao contrário das expectativas, não se vai chamar Maria. De Maria passou a Coiso e de Coiso a Diogo, bem melhor.
Diogo.
Diogo.
Diogo era o “meu” nome. Era esse o nome idealizado para o meu primeiro filho. Diogo Primeiro. Mas o meu irmão num acto infame roubou-me esse prazer, a única certeza que tinha nesta vida: se eu tivesse um filho ele seria Diogo….
Mas bom, o que lá vai, lá vai. Já interiorizei esse nome. Agora olho para a barriga da minha cunhada e começo a materializar uma pessoa nova que não tarda está cá fora, neste Mundo para o bom e para o pior, mas que vai ter uma vida, uma identidade e uma história. E eu vou ter um papel nessa história desde o dia 1.
Começo a ficar impaciente. Quero conhecer o Diogo e quero conhecê-lo já! É assim. Quero contar os seus dedinhos, assegurar-me que estão em número de 5 em cada mão e cada pé. Quero ver se tem umas bochechas rechonchudas como a tia. Ouvir o seu choro, muitos berros (assemelham-se aos meus?) e muitos risos.
Mas o mais estranho é esta sensação. A certeza absoluta de que, sem sequer lhe conhecer o nariz, essa marca inconfundível do genoma da família, já transbordo de amor e carinho por esta criatura que não conheço de parte alguma.
3 comentários:
Achava sempre que se tratava de um pequeno exagero, dos "tios babados", mas a verdade é que agora também acredito, e também me espanto, como é possível gostar-se tanto de um ser que ainda não nasceu e que pouco maior deve ser do que uma ervilha? A ligação é de facto imediata e expectativa de o conhecer é gigante. RitaViz
Graças a Deus que alguém teve a amabilidade de te arruinar essa característica familiar... o nariz.
Sorry...
Óy! O nariz é uma marca de personalidade. Não o trocaria por nariz algum que conheça.
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