
sexta-feira, maio 30, 2008
Ela apareceu

Ontem quando fui cortar o cabelo esqueci-me de dizer à tipa que não queria parecer a Madalena Iglésias, et voilá! Eis o resultado.
O mal das cabeleireiras sem volume no cabelo é que acham que volume é o máximo, e massacram as pobres coitadas que todos os dias lutam durante 20 minutos contra as ondas rebeldes com personalidade própria…
E como a última vez que ela tocou na minha trunfa foi em Janeiro, no fim ainda apanhei com a piada “Agora só nos vemos em Setembro!”.
quinta-feira, maio 29, 2008
Alturas em que gostava de ser homem…
“FalhasteS não, fa-lhas-te. Fala em bom português, caralho”.
quarta-feira, maio 21, 2008
Ora faça aqui um chichizinho, faz favor!
segunda-feira, maio 12, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
300

Parecia o filme 300, mas sem o pessoal belo e musculado, só badochas com pouco cabelo.
quinta-feira, maio 08, 2008
Noites com Mirtilo

quarta-feira, abril 30, 2008
Oh Lord!

Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
“De tarde”, Cesário Verde
terça-feira, abril 29, 2008
Hum...
The net
O um dos meus love affairs já teve mais namoradas do que os meus dedos e os dele conseguem contar. Desta forma, posso assegurar pelo menos uma relação de 3º grau com metade de Lisboa.
Podem considerar-se beijadas.
segunda-feira, abril 28, 2008
Para quando a 3ª Season?
Paulo (II)
Carlota Francisca
Numa 5ª feira à tarde (bons tempos em que todos os dias eram fim-de-semana), a nossa amiga Catarina, que entretanto foi estudar para Espanha, vem a Lisboa visitar os amigos de infância, e todos nos reunimos à sua volta. Continua com a sua graça de sempre, meio trapalhona e logo começa a contar as suas peripécias de primeiros tempos imigrante. Ri e rimos agarrados à barriga. Claro que esta descentralização do foco irrita a Carlota Francisca, e ainda antes da matiné, já com os bilhetes para o “O Quinto Elemento”, a rapariga faz o seu número habitual:
“Zé Adalberto, não me ligas nenhuma, vou-me já embora”.
E com grande aparato abandona o Monumental, deixando-nos a todos estupefactos. O Zézito lá acelera o passo e corre atrás da miúda. Ao longe podemos assistir à discussão, e deduzimos a argumentação para que a Carlota reconsidere. Lá a custo, regressam os dois, mas da Carlota não se ouve uma palavra a tarde toda.
(Só como nota de rodapé nesta introdução confusa, passados 10 anos o Zé, que já não namora com a Carlota, ainda frequenta o mesmo café. Ganhou uns quantos quilos e perdeu um pouco de cabelo, mas mantém o sorriso de outrora. A Carlota Francisca não mudou em um milímetro).
Não é de hoje o meu ímpeto de terminar com Misha Karenina Babuska. Com O MKB e até mesmo com A MKB. A esta última, faço juras de expulsão imediata sempre que a vejo a afiar as garras ao meu estimado tapete, quando deixa as marcas das suas patinhas na banheira e na bancada da cozinha ou quando ataca o meu olho direito no dia 1 de Janeiro e com essa me manda para Santa Maria no dia dos bêbados e drogados.
Quanto ao MKB, a história é diferente. Seja porque tenho um freak out ou porque não me sinto à altura das expectativas, pela qualidade e cadência dos meus posts, decido acabar com esta relação cibernáutica que mantenho desde 25 de Outubro de 2006.
Mas… 8 comentários depois, com o meu ego em alta, seja pelos comentários vindo da grande nação Estrangeiro (Sta Maria também é Estrangeiro, né?), pelos das minhas bailarinas favoritas e pelos de ilustres mas mui prezados desconhecidos (também no Estrangeiro, it seems), a MKB engole o seu orgulho e toca a dedinhar os posts pendentes. Sim, por hoje sou a Carlota Francisca.
quinta-feira, abril 24, 2008
Basta
Por isso chega, este blog foi para o espaço.
quinta-feira, março 27, 2008
João,
Perdoa-me meu querido. Mas a competição pelo título de “Tia Mais Cool do Mundo” está a ser dura, todas as armas são válidas…
PS: mas era uma boa imitação, não era?
Christie, My Car
Desde que mudei de trabalho, emprego ou “serviço”, como preferirem, que o azar me persegue. A mim ou ao meu carro, ainda não percebi. Diria que o meu antigo chefe, quando eu fechei a porta do seu gabinete depois de lhe dizer coisas bonitas como “para mim o prémio é secundário, tenho é de realizar os meus sonhos profissionais” me respondeu com um sorriso cínico como quem diz “deixa lá que eu vou ao Prof. Caramba fazer uma macumbazita que vai lixar lenta e dolorosamente o teu carro, minha cabra”.
E assim, uma série de acontecimentos se sucederam que culminaram ontem com ser socorrida por um senhor de meia-idade de chapéu do clube recreativo de Alvalade (o meu novo anjo da guarda) de rabo espetado a mudar-me um pneu. Estava a ver que depois daquela cena ainda iria passar a noite em Sta Maria com o senhor de cama com uma vértebra fora do sítio e duas hérnias a explodir.
Ora assim em 7 meses tivemos:
O abalroamento do meu director geral numa rotunda;
Um pião numa rotunda (atrás do meu novo chefe, very impressive!)
Um choque por trás de uma senhora a caminho do trabalho;
Um choque de frente (minha frente na traseira de outro) à entrada da segunda circular;
Um pneu furado à noite numa rua escura de Lisboa.
Nesta Santa Páscoa roguei aos santos pelo meu carro.
quinta-feira, março 20, 2008
Paulo
Ontem soube que ele se chama Paulo. Paulo não é um nome que eu goste. Mas a minha irmã lembrou-me de um Paulo que é bem interessante.


terça-feira, fevereiro 19, 2008
A banda sonora do momento
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Pessoas que gostava de odiar, mas não consigo
A tipa que no outro dia quase me provocou um ataque do coração e me lixou as costas de vez, quando se distraiu no pára-arranca matinal e me deu uma verdadeira panada no carro, com um estrondo tal que acreditei ter ficado com o meu clio “novo” em fanicos. Mas quando ela sai do seu civic manhoso, grávida e bem barriguda e me pede “imensa desculpa”, o meu coração desfez-se e quase lhe disse que a culpa era toda minha, que se ela se sentisse mal para me telefonar que eu a levava ao hospital.
O tipo do café onde bebo a minha bica, que maltrata todas as empregadas, brasileiras, portuguesas, what ever, faz assados malcheirosos logo pelas 8h da manhã, de tal forma que saio sempre pela porta com náuseas estonteantes. Mas enfim, o café é o mais barato que conheço, impossível não gostar.
PS: Lembrei-me a posteriori de outra pessoa que deveria odiar de morte, mas que neste momento não consigo. Temos novo informático na empresa, de quem toda a gente diz mal: anda completamente aos papéis, impressoras todas “desconfiguradas”, Office mal instalado, problemas na rede todos os dias… Mas coitado. Acho que até a senhora da limpeza já diz mal dele.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Bom dia, podia falar com o Sr. Engº Óscar Alho?
Depois disso foi começar a preparar reuniões, passagens de pasta para aquilo e aqueloutro. Falar com o engenheiro tal, o doutor X… e a grande passagem será orquestrada por mim, perante os ilustres membros da direcção da empresa, director geral, financeiro, técnico… Para me orientar, o chefe de outro departamento enviou-me o seguinte mail:
"RIS, marca a reunião para dia 6 e envia convite para SFF, PCJ, LCM, NP, CR, LN."
Ora, eu sou a RIS. De RIta S. O PCJ, LCM, NP, CR e LN apareciam na minha folha de siglas, com os nomes de todas as pessoas da empresa. Mas o SFF? Quem é esse tipo?
Perguntei ao meu chefe quem era, mas não conseguimos nenhuma combinação, entre Susanas, Sandras e Sérgios, não encontramos a pessoa. Fui perguntar à secretária do outro departamento,
“Sabe quem é o SFF?”
“SFF, SFF… Não estou a ver. Vou perguntar ali à sala dos engenheiros…”
“NÃO Isabel, PARE!”
Deus existe. A prova é que fui milagrosamente iluminada e consegui parar a Isabel na caminhada escandalosa da minha humilhação pública, perante todos os engenheiros da minha empresa que já olham para mim de lado pela minha juventude e feminilidade.
Se Faz Favor.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
1000
Ando nisto vai fazer três anos. Estou no terceiro emprego, e olhem que no que respeita a relações humanas, andam todos ela por ela. E dói estar sempre à prova. E revolta-me saber que toda a minha geração anda no mesmo, e que os empregadores esticam ao limite a corda, utilizam todos os artifícios que a lei permite para conseguir apresentar resultados finais positivos. Chama-se a isto mão-de-obra barata. Parece que afinal esse modelo sempre se aplica cá.
E apanhar os velhos nas paragens do autocarro ou no balcão da CGD com o discurso da “esta juventude está cada vez pior”. Ainda há poucos anos nos apelidavam de juventude rasca. Infelizmente, é “à pala” desta juventude rasca que este país de bosta se ergue. E é com a maior hipocrisia que anunciam que Portugal exporta mais tecnologia do que calçado actualmente. O avanço que fizemos foi deixar de explorar mão-de-obra infantil a trabalhar o couro para sapatos. Agora sim, é legal explorar mão-de-obra qualificada, maior de idade, em frente do monitor. Muito melhor, a UE não nos chateia, temos a cara limpa.
Somos obrigados a adiar a vida, não tomamos decisões que devíamos porque não temos condições para o fazer. Sim, porque não temos como o fazer. Nem todos têm sorte. E os velhos do Restelo que chamam de egoístas “com a tua idade já tinha 3 filhos”. Olha que merda, trabalho 11h por dia, o meu salário chega para alimentar a minha gata, que raio de educação daria eu, mãe ausente, nem dinheiro para fraldas tenho… Esquecem-se que no tempo deles as coisas eram diferentes, e eram sim senhor. Nem para ir à neve tenho dinheiro, quanto mais pagar escola a uma criança.
Mas ok, eu sou mulher, por isso à 20 anos atrás nem devia sequer imaginar ter uma carreira profissional. Devia mas é ficar em casa, cozinhar para o marido, coser meias, colocar o meu sorriso “anúncio de detergente” e receber o meu esposo, de pescoço sujo de baton, com mesa posta e sobremesa preparada…
Mais os meninos das Jotas, com os seus cartazes “Portugal precisa de bebés”. Fá-los tu.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Tigres à solta

O Tigre deve estar em pânico.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Estás a perceber?
Há um tipo de pessoas que não consegue formular uma frase sem o “estás a perceber?” no fim. E se há tique irritante, acho que é esse. Ok, estou a exagerar. Se calhar existem tiques ainda mais irritantes, mas este chateia um bocado.
O problema não é propriamente a pessoa estar preocupada com a minha compreensão do tema em questão. O problema é utilizar sempre esta expressão para coisas triviais, tão claras como a água.
“Oh Rita, uma formiga é mais pequena do que um elefante, estás a perceber?”
“A sério Zé Miguel, não me diga?”
Já qualquer coisa como “Oh Rita, o problema de Fermat: xn + yn = zn não tem soluções para n>2 e inteiros não triviais x, y e z, estás a perceber?”, ou “Oh Rita, o Rodrigo Tiuí é muito melhor jogador do que o Bergessio, estás a perceber?”, aí sim, teria algumas dúvidas…
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Diogo
Vou ter um novo sobrinho. E ao contrário das expectativas, não se vai chamar Maria. De Maria passou a Coiso e de Coiso a Diogo, bem melhor.
Diogo.
Diogo.
Diogo era o “meu” nome. Era esse o nome idealizado para o meu primeiro filho. Diogo Primeiro. Mas o meu irmão num acto infame roubou-me esse prazer, a única certeza que tinha nesta vida: se eu tivesse um filho ele seria Diogo….
Mas bom, o que lá vai, lá vai. Já interiorizei esse nome. Agora olho para a barriga da minha cunhada e começo a materializar uma pessoa nova que não tarda está cá fora, neste Mundo para o bom e para o pior, mas que vai ter uma vida, uma identidade e uma história. E eu vou ter um papel nessa história desde o dia 1.
Começo a ficar impaciente. Quero conhecer o Diogo e quero conhecê-lo já! É assim. Quero contar os seus dedinhos, assegurar-me que estão em número de 5 em cada mão e cada pé. Quero ver se tem umas bochechas rechonchudas como a tia. Ouvir o seu choro, muitos berros (assemelham-se aos meus?) e muitos risos.
Mas o mais estranho é esta sensação. A certeza absoluta de que, sem sequer lhe conhecer o nariz, essa marca inconfundível do genoma da família, já transbordo de amor e carinho por esta criatura que não conheço de parte alguma.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Ainda sobre o arranhão…
Isto justifica a reacção do meu chefe dia 2. Cheguei pela manhã, com o olho inchado e arranhado. Ele perguntou-me “ehhh… alguma conjuntivite?”. Eu ainda tinha o cérebro desligado, pelo que lhe respondi com um “Nã… tive um acidente doméstico”.
Os olhinhos sorridentes passaram para uma expressão de “não sei, não ouvi, eu nem quero saber, não me incluas nos teus problemas pessoais”. Foi engraçado. Contei-lhe então que passei a noite de 1 de Janeiro em Santa Maria porque a minha querida Misha decidiu vingar-se dos dias de abandono com uma arranhadela mesmo em cheio no olho direito.
É bom poder contar com o nosso chefe para os momentos de crise.
1 de Janeiro
Dizem que a forma como passas o dia 1 de Janeiro reflecte todo o ano que se segue. Tento por isso nunca me enfrascar na passagem de ano, não querendo passar um ano inteiro enjoada a torradas e chá preto. Mas este início de ano conseguiu superar todas as expectativas.
Depois de uma viagem infernal de regresso, trânsito e chuva, sentei-me no conforto do lar com a gata Misha ao colo. Enquanto a admirava (o bicho ronronava!) pensava para com os meus botões: “és tão bonita, e tão querida, que saudades tinha, adoro-te”. Nisto ZÁS. A gata arranha-me o olho. O olho!! Mesmo! Por dentro! Sangrou. Eu chorei. Fui ao espelho e quase desmaiei.
Desta forma, passei a noite de 1 de Janeiro no Hospital.
É mau.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Resolução para 2008…
terça-feira, dezembro 18, 2007
É Natal, chálálá
“Senhora, senhora… Compra-me um calendário?”.
“Puto, baza senão corto-te um dedo”.
ou então pegar no calendário e “ups, deixei cair em cima de monte merda e depois ainda lhe passei o pé por cima. Desculpa lá, lobito”.
Porém, nunca o fiz. Mas na semana passada apeteceu-me mais do que nunca rasgar um calendário da paróquia de não sei onde. Mas em vez disso, engoli em seco e saquei uma moeda de um euro da minha carteira “pinup” para entregar a uma senhora já adulta.
Não é que no jantar de Natal da minha empresa uma coleguinha minha, que nem o meu nome sabia, e a quem nunca tinha posto os olhos em cima, me impingiu literalmente um calendário de bolso com desenhos da sua criança fanhosa de 5 anos? Ca granda lata!!
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Odeio os meus vizinhos…
Pensava que iria ter a pior semana da minha vida. Domingo, depois de um fim-de-semana em Londres, consegui perder o avião de regresso. “A culpa foi do aeroporto que é longe e o autocarro anda devagar ”, foi a desculpa que dei ao meu chefe quando ele segunda de manhã me viu exactamente com a mesma saia castanha e casaco cor-de-rosa que usava quando me deixou à porta do aeroporto sexta-feira e me perguntou “então?... Perdeste algum avião?”…Assim tive a oportunidade de conhecer o íbis de Luton, bela terra, onde os cães cagam em todos os quarteirões e as bifas roliças pintam as raízes do cabelo de preto.
Depois de um dia de cão na segunda-feira chego a casa, ligo a tv em busca da telenovela Belíssima, o meu programa favorito desde que mudei de casa. Durante semanas aguentei sensivelmente 10 min seguidos em frente daqueles argumentos geniais e enredos complexos onde existem duas categorias de pessoas: as muito estúpidas mas muito boazinha e as muito más mas muito espertalhonas.
Nisto descubro que tenho EuroNews. E BBC world! Adeus estupidez!
Viva o Ricardo!
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Boquinhas foleiras até quando?
Hoje o meu director financeiro chamou-me qualquer coisa semelhante, referindo-se ainda ao outro incidente. Aproximamo-nos do Natal e ainda cá trabalho, mas cheira-me que posso esquecer o subsídio...
sexta-feira, novembro 23, 2007
Essa já eu sabia...
Eu já desconfiava... são as chamadas Mulheres Escorpião! Sempre me senti maior do que a maioria dos homens que conheço.
terça-feira, novembro 20, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
Só não posso ter…
Mas a partir desta semana há uma coisa que nunca poderei fazer: ficar inanimada. Nem um indício de desmaio ou de falta de ar. Acho que o melhor é nem estar constipada…
Com o curso de primeiros socorros que organizaram por cá, arrisco-me a ser socorrida por um desdentado ou desgrenhado. E pior! O Socorrista mais próximo é o Vasco Granja da Pornografia, Dio Santo!
segunda-feira, novembro 12, 2007
Deus, Tem dó, e mata-me já!
Finalmente desembaraço-me dos outros carros, das mil passadeiras de piões que atravessam a rua dos Bombeiros. Só me falta uma rotunda, onde nunca ninguém passa. Entro sem olhar e um bruto carro tem de fazer uma travagem brusca. Será? Não, não pode ser ele…
Estaciono (mal) perto da porta quando o mesmo carro que abalroei na rotunda pára ao meu lado. O senhor baixa o vidro e eu começo a ficar escarlate, o meu coração bate a mil à hora, começo a puxar os cantos dos lábios para cima…
“Bom dia Rita. Tem de ter mais cuidado ao entrar nas rotundas”
“Senhor engenheiro, tem toda a razão…”
Ia só abalroando o meu administrador. Nada de especial.
Será que chego ao Natal?
terça-feira, novembro 06, 2007
Going solo
Sim, Inex, eu sei, eu tenho prometido, semana atrás de semana, que a Misha voltará a escrever. Ideias não me faltam, mas passar para o papel (virtual) custa mais do que parece.
E meteu-se a história de mudar de casa. Empacotar, desempacotar, IKEA, IKEA, IKEA até vomitar pelos olhos, onde raio pára o Black and Decker! Já tenho umas plantinhas, sim, porque a minha casa tem jardim! Umas roseiras da Régua, no fundo única lembrança que restou de um dos locais da minha infância jamais revisitado… uma oliveira, uma sardinheira (ou a outra, cujo nome nunca me lembro), um pimenteiro, um arbusto e uma plantinha já morta, ainda que eu insista em rega-la, que foi a única peça que a senhora garantiu “ai essa dura muuuuuuito”. Pois jaz morta no meu quintal!
Tenho vizinhos novos, e que saudades dos antigos, que não discutiam a mesada na escada, nem se intrometiam na minha vidinha. Se alguém conhecer a porteira abelhuda do número 44 da minha rua, podem assegurar-lhe, que eu só alimento a minha gata e mais nenhum!
E agora vivo sozinha. Não é mau, mas sinto falta claro de galinhar com a Rita meia hora antes de me deitar, de beber um limoncelo na nossa varanda e ouvir os vizinhos do prédio ao lado a discutir
“eu é que lavo a loiça, eu é cozinho, eu é que arrumo tudo, e tu, Armando?? O que fazes?? Nada, nada, és um inútil!!”.
“Óh, mor… Não é verdade Zé Carlos…”
Enfim.
quinta-feira, setembro 06, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
sábado, agosto 25, 2007
Jorge, môoor, o comer tá na meeeesa!

“Estou a falar com a esposa do Jorge?”
“Hum… Não, deve ser engano”
”Ah, tem a certeza? Não estou a falar para o número da esposa do Jorge? É que me deram este número”.
“Ahhh… Espere, diga lá? Mulher do Jorge? Claro, que estupidez a minha, eu casei-me com o Jorge mas não me lembrava, diga diga”
Bom, na realidade só se passou a primeira parte do diálogo. Esta minha última fala não se concretizou. Não percebo, o facto de dizer que a pessoa se deve ter enganado não deveria ser suficiente? Poderia dar-se o caso de eu me ter casado em Las Vegas com um Jorge, nome pouco costume no meu vocabulário amoroso, mas sim, imagino um Jorge vestido de Elvis e eu vestida de Madona a entrar na “Igreja”. Aliás, neste momento esse é o único tipo de casamento que idealizo para mim!
quarta-feira, agosto 15, 2007
Ainda tenho o coração na boca
We all live...
Quem me conhece sabe que não sou grande fã de musicais. Em filme ainda vá que não vá: posso sempre carregar no stop e continuar numa outra altura. Mas New York não será Nova Iorque sem se escolher um entre os vários da Broadway e passar uma noite a ver uma série de clichés de dança Jazz num teatro abafado por um ângulo sinistro resultado da compra de bilhetes a 35% de desconto.
Pois então levei a minha mamã a ver o Chicago. Para quem viu o filme não deixa de ser engraçado, já que ele de facto replica bem o musical. E sempre é melhor que ouvir a série de miados de gatos mal amanhados de Cats…
Depois do espectáculo, fizemos a nossa habitual ronda pela Duane Read, uma drogaria com produtos cosméticos a preço de desconto, e seguimos para o nosso excelente hotel. Excelente em localização…
Chegamos ao quarto e depois de pousar os sacos corri para o wc e enquanto entoava uns acordes do “All that Jazz”, olho para o lado e… “Mãeeeeee!!! O John Lennon está vivo!! E na nossa banheira!!!”. Uma barata de 10 cm (antenas excluídas) passeava-se alegremente entre a panóplia de shampoos e amaciadores. A mãezinha entrou em acção, e o John passou a noite debaixo do caixote do lixo, à espera de melhor sorte, e eu fui para a cama com uma nova música na cabeça… “We all live in a yellow submarine”.
Nota 1: na noite seguinte, o George Harrison quis fazer uma visita ao John… Efectivamente tinha uma nova barata na casa-de-banho!!
Nota 2: como devem perceber, eu confundi “carocha” com “barata”, por isso este post não faz sentido nenhum.
Hoje é o dia dos Grandes Amigos
Rita Nuno Joana Sara Inês Mathilda Rui Susana Tânia Tiago Vasco André Mariana Isabel Zé Maria Nuno Cristina Luís Diana Ana Armando Luís Marta Inês Rita Joana Rita Patrícia Catarina Francisco Rita Celso Ana Hugo Patrícia Dina Filipa Liliana Luís Rita António Inês Nuno Clara Ana Marta Ana João Andreia Bernardo
sexta-feira, julho 20, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
Need a change?
Mas não foi só a miragem da trunfa desmedida que me fez tomar esta decisão. Há um efeito que não consigo compreender, mas sempre que tomo uma decisão drástica na vida, TENHO de cortar o cabelo. Aconteceu-me quando decidi que não queria dar um beijinho ao Hugo-Porco-Espinho, no 5º ano e consequentemente terminei a nossa relação que durava há uma semana. Quando segui o conselho do meu ortopedista e larguei o Ballet. Quando abandonei o sonho de infância de ser veterinária e entrei em eng. Biológica… e agora, que decidi desistir do conforto de um emprego estável, (com possibilidade de ser) bem remunerado e de contornos de carreira bem definidos por… Esgoto?
segunda-feira, julho 16, 2007
Electroshit
Sim, eu sei, cantar um bocado da letra ajudava. Até o básico nãnãnããã era alguma coisa. O problema é que não me consigo lembrar da música que gosto deles… mas sei que gosto!
Por isso todos os nomes são válidos. Peço aos meus reduzidos leitores para deixarem nomes nos comentários (Lucas, conto contigo como ouvinte de tudo que é pirosada com mais de 20 anos).
Arctic Monkeys
terça-feira, julho 03, 2007
Só mais um...
Só mais um dia de trabalho. Depois a minha vida pode mudar. Depois posso conhecer um espanholito ginasta, que me convença que é o maior, porque faz mortais encarpados à retaguarda. Depois posso ser admitida no circo e volto a Lisboa de Natal a Natal. Depois posso encontrar mais 10 gatos pela Áustria e decidir trazê-los para a R. de Arroios.
Ou então não. Vou só até à Arrifana, surfar umas ondas, beber umas imperiais, comer uns petiscos, dar uma coça ao Nuno, Rita, Maria, Marta, Filipe e Filipa no Risco, embebedar-me com vinhaça do Porto, dar outros mergulhos, voar para outra terra, ginasticar um pouco e… mais não consigo planear.
Hasta luego, vou de férias!
sexta-feira, junho 29, 2007
Saci Pererê

Bem vindo Saci!
PROCURA-SE
E para quê?? Por acaso acham que confio a um Peugeot 106 de 13 anos, que é dos mais fáceis de arrombar, material valioso digno de ser comercializado em mercado negro? Não tenho rádio, e se tivesse seria daqueles caixotes bem velhinhos… Por conseguinte não costumo ter cd’s, porque não tenho como os ouvir. O carro anda todo sujo, não ostento sinais exteriores de riqueza, não tenho penduricalhos no espelho, por isso não ostento sinais exteriores de estupidez para deixar coisas valiosas no porta-luvas.
Mas sim, roubaram-me coisas… para além do que sobrava da minha alegria, depois do sarau se ter atrasado e imaginando que iria dormir apenas 4h nessa noite, roubaram-me um cd e um dvd que tinha no porta-bagagem. Coisas que recebi à tarde e que não tive tempo de deixar em casa. Ah sim, e roubaram muita papelada, artigos sobre engenharia e fotocópias de um livro sobre energias. Hum… material técnico… Se eu fosse investigador do CSI procurava por aqui… um engenheiro mecânico, com gostos musicais eruditos (pois roubaram-me um cd da Tosca, cantada pela Maria Callas!) e gay, pelo menos amante de séries da BBC da Jane Austen, pouco comum…
Se encontrarem alguém com este perfil, deixem aqui um comentário…
quinta-feira, junho 28, 2007
É oficial, sou uma IMIGRA
"Combinamos para sexta para bebermos uns copos" = "Quedamos sexta para bebermos uma copa"
"Tira isso daí" = "Quita isso daí"
"Foda-se" = "Conho"
"Está descansada" = "Tranquila"
"Que fixe" = "Isso mola!"
"Estou tao aflitinha!" = "Que me meo pelas calças!"
"Diga?" = "Qué?!"
* Tenho saudades de vosotras...
quarta-feira, junho 20, 2007
O Meu Anjo
Claro que o filme “Wings of Desire” também ajudou a construir esta imagem. Não é à toa que um dos meus posters do quarto é uma bonita imagem da Marion a descer por uma corda e a ser aparada pelo anjo Damiel (é mais ou menos esta imagem mas muito mais gira).
Então na apresentação das "7 Maravilhas" vou ter o meu momento Marion! Vou descer do topo do Estádio da Luz, pendurada por uma corda, fazer as minhas próprias acrobacias (nada de tão circense!) e, se tiver sorte, ainda sou recebida na base por um belo anjo…
terça-feira, junho 12, 2007
iTits
Ritinha diz: “Ai é??”
Ele continua: “Foi criado porque elas sempre se queixaram que os homens só olham para as mamas e não as ouvem”.
Estúpida, estúpida, estúpida, estúpida
Vou ser gozada até ao final dos meus dias. Dugh!! Sim Rita, um iTits, dugh.
Macho Macho Man
Leitinho com chocolate da UCAL??? Man??
sexta-feira, junho 08, 2007
O segredo do meu sucesso…
quarta-feira, junho 06, 2007
Is it a bird?
Mas hoje confesso, tive uma situação em que preferia conduzir o carro do meu pai, ou da minha mãe, ou até mesmo do velho choninhas que gentilmente escova o carro todo o sábado de manhã. Vim para o trabalho de carro, para me precaver de uma saída tardia da escravidão (que se agrava a este instante) e não chegar atrasada ao sarau nos pupilos hoje (isto é tema para outro post, certamente). Venho a abrir a fazer a curva e cruzo-me com o meu big big boss. Ele olha horrorizado para o carro, franze o nariz e cerra os olhos, tentando identificar o condutor.
Salva pela merda: com um vidro tão badalhoco, nem o Super-Homem!!
sexta-feira, junho 01, 2007
Nix
Fónix, abusei do rouge…
quinta-feira, maio 31, 2007
Atitude?
Assim, existem frases e situações às quais ganhei uma aversão e não consigo esconder um sorriso entre o sarcástico e de dor quando as presencio.
A primeira é o Folclore. Pá, tenho tolerância zero aos grupos de Folclore que povoam os nossos saraus. Aquele grupo de reformadas mamalhudas, sempre com a piadinha ordinareca pronta a saltar, aos berros por tudo e por nada. Lembro-me de um sarau em que fomos animar os coitados dos militares que tinham ficado de plantel, castigados no fim-de-semana, e as senhoras ao entrarem largam um estrondoso “ai que nunca vi tanto homem jeitoso junto!”. Por momentos tive pena do rapazola de 20 anos, ao escutar esta frase lançou um olhar infeliz pela janela e apertou a camisa até ao pescoço. Foi nesta altura que decidi “aos 50, enquanto sou geniquenta e controlada saio da dança!”.
Frases existem várias. O tão afamado “esforço, dedicação, devoção e glória”, gritado pelos altifalantes, fazendo lembrar as situações de campos de concentração em plena 2ª Guerra… Mas há uma em particular que não me sai da cabeça. O cenário era desolador: nós mais as velhas mamalhudas e um monte de miúdos parvos, num ginásio abafado, musiquinha de circo e com merda de pombo à volta (no velho estádio) e a amiga “cara de osga” grita: ATITUDE!! Atitude? Atitude? F&$k para a atitude!!! Como, onde??
Desde então, meus amigos, peçam de mim o que quiserem, mas atitude…
sexta-feira, maio 25, 2007
Jeepers Creepers!!
Já há muito tempo enganaram-me, sacana do moço, levou-me a ver este filme sob o pretexto de que “não era bem um filme de terror, era mais uma película experimental minimalista sobre comportamento humano no interior provinciano dos EUA”. Não foi esta tanga, mas poderia até ter sido.
Ao fim de 20 min já só via o filme entre dedos. Sempre que tocava esta música, Jeepers Creepers, um par de adolescentes, irmãos gémeos (com uma relação um pouco estranha…), era atacado por uma personagem sinistra (com um ar mal lavado e fedorento), uma besta canibal, não-humana. Ainda hoje, se estou sozinha em casa, lembro-me das cenas finais em que percebemos que os olhos do rapazola foram arrancados à garfada.
Estava eu agora aqui sentada, rádio a tocar, uma versão bem rock com uma rapariga aos berros. Escuto o refrão… e
Jeepers Creepers
Where did you get those eyes
quarta-feira, maio 23, 2007
Pior que Ursa?
Gosto mesmo da expressão, ainda que não faça ideia de onde virá. Não conheço nenhuma correspondente em qualquer outra língua. Worst than a bear? Alguém usa algo semelhante??
Porque imagino um lenhador badocha, meio embriagado, mesmo mesmo mesmo chateado a dizer “hoje estou pior do que aquele urso que acordei na semana passada. Ai se apanho aquele duende que anda a dormir com a minha mulher, desfaço-lhe a pilinha em fanicos!!”. Daí piurso.
Mas nunca vi um urso em Portugal, ou no Brasil… Angola e Moçambique nem se fala. De onde raio vem então a expressão?
Isto tudo para dizer que hoje estou piursa.
segunda-feira, maio 21, 2007
Princesa
Mas não. Dormi no chão da escola Serafina qualquer-coisa… ou nem sequer Serafina ela era. Tomei banho num chuveiro fora da escola. Para lá chegar tinha de atravessar corredores, descer escadas, chinelar pelo páteo, esperar que as crianças do Colégio Moderno acabassem o chinfrim nos balneários para me banhar um chuveiro manhoso com pouca pressão. Sofri com o calor, sim senhor, mas não foi a apanhar banhos de sol numa piscina com uma coca-cola na mão. Foi a cozer num pavilhão mal ventilado, com corpos suados (mal) ginasticados…
Mas nem tudo foi mau. Diria que até foi bom. A combinação de comida barata com copos low cost resultam numa bebedeira discreta (para conseguir dormir, para conseguir dormir!). Descobri que se vive bem em Évora, ainda que de vez em quando eu diga que estou em Aveiro. Toda a gente sorri e diz bom dia. Alguns dizem princesa, o que já não é mau, pelo menos não é “eh carapau!!”.
sexta-feira, maio 18, 2007
Estou farta
As Mishas este fim-de-semana mudam-se para Évora. Fica a felina a tomar conta da casa.
quinta-feira, maio 10, 2007
Outros sósias...
Sósias
Mas continuando na temática dos sósias. Consultando um pasquim português, dou de caras com outro sósia. O sósia do Rato Mickey…
Alto! Sósia do Rato Mickey??? Pá, sósia do Papa já é mau o suficiente, mas esse ao menos é de carne e osso… Agora do Rato Mickey? Hello? Lamento desiludir os mais crentes, mas o Rato Mickey não existe! Nem o Pato Donald, nem os seus sobrinhos, nem o Pai Natal… Patetas existem aos molhes, mas de resto... Como é possível falar de um sósia de uma personagem do imaginário das crianças, dos livros de BD que o meu irmão deixava no WC…
quinta-feira, maio 03, 2007
O chefe fala de mim…
E eu, claro, fazia a minha pesquisa diária pelos mercados…
So long sucker!
Carmona out, eleições antecipadas. Será desta que Lisboa vai ter um presidente à altura da cidade que é? Ou vamos voltar aos medíocres que têm governado a cidade ano após ano? Nem peço muito, tapem pelo menos os buracos da Casal Ribeiro…
PS: esta é provavelmente a fotografia mais feia que alguma vez passou neste blog... Não sei se dura.
quarta-feira, maio 02, 2007
Oplá!
Mas o que mudou? Quer dizer, não desde a minha adolescência, nisso mudei muito (agora sonho com um affair com Tom York). Desde a última vez que escrevi no MKB… tenho uma camisola nova verde. Enganei-me no tamanho, fico a boiar nela. 10 anos mais velha e continuo a cometer o mesmo erro de comprar coisas sem confirmar o tamanho. Da última vez tinha sido um par de botas tamanho 37, bastante desconfortáveis para uma miúda size 35.
Mais… novo corte de cabelo. Franjola um pouco mais curta mas o mesmo estilo capacete-com-personalidade-própria: ora se chove ele assume a forma que mais lhe apetece sem consideração pelo look formal da Misha. Mexe-se em bloco como que preso pela camada de laca que não uso, mas enfim.
Hum… novo parafuso na orelha. Pois, como na narigueta o trabalho inibe, fiz o piercing há tantos anos planeado na orelha, longe dos olhos dos chefes (mas pelo menos não foi em algum sítio obscuro…).
Ah, claro! Fui visitar o meu amante de Itália! Nããã… fui só a Itália mesmo, deixei o meu irmão abrir a caixa de Pandora, exibir qualidades que eu preferia não conhecer e que me forçaram a dormir de janela aberta. Isto de viajar com adolescentes tem muito que se lhe diga…
E mais. Fui a Madrid e não disse nada ao .g… Mas tu também cá estiveste e não me disseste nada!! Bom, também sei que andas entretido, não terias tempo para ir à Casa Sol com visitas…
Estreei novas danças, exibi danças velhas, dancei em discotecas, andei embriagada, sofri ressacada, nip-tuck-o-viciada… Fui ver plumas e lantejolas aos saltos, adormeci num filme do indie mas diverti-me muito noutros…
E fico por aqui. Até uma próxima se tudo correr bem…
terça-feira, março 27, 2007
Bola, repetição do Gato Fedorento...
(isto de estar sem o chefe por perto tem muito que se lhe diga)
segunda-feira, março 26, 2007
Voltei eu de Madrid para isto?
Será que em Espanha a maioria votaria no Franco? A memória de um povo é assim tão curta? Qualquer dia o Santana Lopes é PM outra vez, pois querem lá ver...
quarta-feira, março 21, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Será que aguentas?
Pois bem, apesar de por muitos anos ter sido injustamente acusada de feminismo, hoje posso afirmar que um ambiente maioritariamente masculino é tão mau ou PIOR que um ambiente dominado pelo novo “sexo forte”. Eu conheço os dois mundos, e posso testemunha-lo!
Quer no trabalho quer na dança, tenho um ambiente bem disposto, informal, cheio de piadas e até com algumas trocas de “insultos carinhosos”, ainda que com vocabulários diferentes, felizmente… O que os distingue é, por um lado, a inteligência das conversas e, por outro o seu teor.
Mas como é possível??? Numa base diária, duas horas a falar de carros, três de bola e mais outras três sobre as “gajas” que recebem por mail? Fora as que eu não consigo enquadrar, tão ricas de metáforas e alegorias que são, não sei se o tema é o powerpoint das mulheres descascadas ao som da Shakira ou o novo modelo da Audi…
quinta-feira, fevereiro 15, 2007

terça-feira, fevereiro 13, 2007
Encontros na copa
Assim foi o meu Verão. Durante semanas suspirei pelas 5h30, hora do chá, encontro marcado com o Aberto (chamemos-lhe Alberto, protecção contra eventuais colegas), patati para aqui, patatá para acolá, sorrisinhos, conversa fiada… Até que tive a desilusão da vida e descobri que dentro da bela cabeça tínhamos apenas ar. Melhor, vazio mesmo… abandonei então os encontros das 5h e assumi a atitude mais responsável de comer o meu iogurte no lugar.
Passados tantos meses fui dar de caras com o Alberto na copa. Algo mudado, mas muito giro, decidi trocar dois dedos de conversa, já que ele insistia…
Al: "Olá, estás a gostar? Blá blá blá. Bom, até que estás com um ar cansado"
MKB: "pois, a minha gata não me deixou dormir esta noite..." (STOP! Não querendo mencionar que andava cansada por causa do trabalho, decidi falar da minha gata... ora o motivo pelo qual ela não se calou foi por estar com o cio. Existe tema mais desconfortável e imbecil para se ter com colegas??? Principalmente com os altos, morenos e espadaúdos??)
Al: "aoh... mas isso acontece todos os meses ou de vez em quando?"
MKB (a tentar salvar a cara): "errhh, pois, hum (corada) nunca tinha acontecido, mas parece uma amiga disse-me que os gatos da vizinhança dela passaram a noite toda nisso, que maçada" (tipo, “ai sou tão burra e não percebo porque é que a minha gatA anda a roçar-se a tudo e a todos e mia o dia todo e já não ataca ninguém).
Al: "oh, não, não pode ser... será… ouvi dizer…por causa do sismo??"
MKB: "CLARO!! SÓ PODE SER ISSO!! ÉS UM GÉNIO!!"
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Xiça…
Depois alguém se lembra de falar comigo de assuntos de trabalho que eu não domino. Imediatamente penso “concentra-te Rita, concentra-te. Pensa no que ele está a dizer, aprende, aprende… sim, a obrigação, paga o cupão… hum… mas que estranho sinal ele tem na cara. Olha, parece que faz uma lua! Os óculos é que são feios todos os dias, credo… xiça, onde é que ele ía????” Depois disto só me resta fazer o meu olhar bovino. Não soa bem, mas funciona na perfeição, convenço a quem for de que percebi tudo o que disseram…
Por exemplo, estou neste momento a lançar um olhar profundo para o computador, com uma mão carrego no “publish”, com a outra aceno ao big boss “sim chefe, hoje não trabalho até tarde, então bom fim-de-semana!”.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Aliás, sem ela, a Misha Karenina Babuska continuava na rua (ou não), muitos jantares nunca teriam acontecido e risos, arranhadelas e folias não passariam do nosso imaginário.
Mas o trio vai-se desfazer brevemente... A nossa petiz vai emancipar-se para viver outras aventuras por terras de nuestros hermanos (malvado o escuteiro mirim que a leva...). Mas a casa de Arroios continua, com outra personagem para baralhar mais convivência (duas Ritas no mesmo espaço vai dar bronca).
Fica aqui, roubado da Sara, a balada que melhor se adequa à nossa varanda de Arroios:
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
mas era feita com pororó,
era a casa de Vilaró
PS: a minha roupa estendida dá um certo toque de classe...
Coelhos na cartola
E foi precisamente com este último que começamos. Deitei-me no sofá da minha mãe e zzzás. Com uma serra a criança abriu-me o escalpe, fazendo uma frecha mesmo no meio da testa. Claro que aquilo correu mal e fiquei com uma racha a deixar vagamente um pouco de cérebro à mostra, para arejar bem as ideias…
Pedi a familiares, amigos, amigos de amigos e até a coleguinhas de trabalho vestidos de flanela para me levarem ao hospital, e nada… “Senta-te, vamos depois do jantar!”. “Vamos só ali à Cena de Copos beber uma morangoska e seguimos para lá”. “Agora estou cheio de sono, vamos amanhã de manhã…”.
Este sonho quer dizer qualquer coisa…
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Fim-de-semana é…
Perspectiva do Nuno: ver a bola e acabar emborrachado sozinho em frente do Quiz.
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Amigo!
Amigo
Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso De boca em boca, Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo! «Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado, É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa, Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Holanda lança cerveja sabor carne para cães
De acordo com a agência de notícias Ansa, a idéia foi de uma senhora, dona de uma pet shop. "Por que o mais fiel amigo do homem não pode beber uma cerveja com seu dono no fim de um dia cansativo?", questionou a empresária.
Ela procurou profissionais do meio, que fizeram uma cerveja a base de malte e extrato de carne. O resultado foi uma bebida não alcoólica, agradável para os cães e que pode ser bebida também pelo homem. A bebida ganhou o nome de Kwispelbier, ou "a cerveja que abana".
Li esta notícia ontem no Público (mas só a consegui sacar num jornal brasileiro) e lembrei-me porque é que gostava tanto dos holandeses e da Holanda, fiéis à sua grade de cerveja todas as 6f: bina sem mãos, cerveja num lado, sandwich do outro.
E para gatos? Não se arranja cerveja com sabor a whiskas?
terça-feira, janeiro 23, 2007
Carol
Eu sabia que andavamos a perder campeonatos por alguma razão...
PS: Consegui um post sobre "bola". Finalmente colho os frutos do estágio no meu emprego!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Noivo abandona noiva no altar?
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Maravilhas da ciência
A resposta a 1+1 não é automática, mas lançar um piropo ridículo destes é instinto.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Cineminha ao domingo é mel...

domingo, janeiro 07, 2007
Bruxas dos tempos modernos
Aos 7 anos estava longe de imaginar como é fácil transpor os argumentos obtusos e sem nexo da ficção para a realidade. E as tristes repercussões que daí advém…
Para mim, uma das sequências mais engraçadas de nonsense é a da Bruxa do filme Holy Grail. Este fim-de-semana decidi rever alguns capítulos e encontrei um paralelismo no grau de absurdo entre os argumentos utilizados por sir Bedever para demonstrar que a Connie Booth era uma bruxa e os argumentos utilizados por algumas figuras públicas na campanha pelo referendo de 11 de Fevereiro.
"Sir Bedevere: Tell me... what do we do with witches?
Populares: Burn! Burn herrr!!
SB: And what do you burn apart from witches?
P: .........................wood?
SB: So, why do witches burn?
P: They are made of wood?"
Movimento mais vida mais família: "queremos saber o número de mulheres humilhadas, damos todo o tempo...". Lógico, isso sim é essencial. Caga lá na promoção da educação sexual, exigimos é saber quantas mulheres foram humilhadas e não quais as medidas que se pretendem tomar para combater a prática de abortos clandestinos.
"SB: So, how do we tell whether she is made of wood?
P: We build a bridge out of her!
SB: Ah, but can you not also make bridges out of stone?
P:...
SB: Does wood sink in water?
P: No, no, it floats, throw her in the pot!"
António Borges: "Cada vez que o Estado financiar 2.3 abortos está a não pagar, a adiar ou a excluir uma operação". Uiii, tem um número!!! Então é lógico de certeza!! O D.Sebastião do PSD gosta muito de opinar... Mas lá de Londres, já que infelizmente é egoísta o suficiente para não querer regressar a Portugal e realmente dar a cara pela Nação. Para além de que deve achar que chega mandar um número para todos se derreterem. De finanças ele deve entender, já de questões de saúde pública (sim, porque é uma questão de saúde das mulheres que praticam aborto clandestino e que muitas vez não têm o melhor fim), é melhor é estar caladinho.
"SB: Noooo.... What does also float in water?
P: Bread, apples, small stones... a duck
SB: So, logically, if she weights the same as a duck she is made out of wood. And therefore...
P: She is a witch! Burn herr!! "
Ricardo Alves: "que o aborto aumente a sua prática e se torne um método contraceptivo". Mais uma vez, muito lógico. Até porque me parece ser uma experiência agradável.

Já não é tempo de acabar com a caça às Bruxas?
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Como prenda de Ano Novo, a Misha (felina) fez-se "mulher"! Agora ninguém dorme lá em casa.Andei a apregoar à esterilização. Consultei donos de gatos (“dá-lhe a pílula!”), veterinários (“esteriliza!”) e de amigos (“mas o problema é?...”). Sem dúvida que o melhor conselho veio do meu pai. Disse-me que era uma atrocidade interferir com a natureza neste assunto e que o melhor seria confiar no bom discernimento do animal (só métodos naturais). Mas, óbvio, ela teria de arrecadar com as consequências caso algo corresse mal. Assim, aparecendo prenha em casa eu estaria em pleno direito de correr com ela a pontapé, atirar-lhe a trouxa e gritar “vai-te embora, pêga!”.
Este discurso do meu pai deu-me o que pensar… e se fosse uma filha?

Demorei a reagir ao abandono pelo Ano Velho, mariquinhas, fugiu a correr da minha vida amedrontado por essa nova ameaça. Mas a lambada que ontem recebi do trabalho despertou-me para esse tal de Ano Novo. Por enquanto não me convence, mas vou dar-lhe mais uns 362 dias de hipótese.
Ainda há pouco mais de 6 anos estava a brindar uma saúde em honra do novo Milénio. Agora sinto uma década a aproximar-se a uma velocidade estonteante e não estou a gostar. Não contava que o tempo fugisse tão facilmente por entre os dedos.
Puto, arranja-me um desses para espantar os maus espíritos também.






















