sexta-feira, agosto 28, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Velhos estigmas (post tardio sobre a minha experiência traumática de 7 de Agosto)
Como já referido no post anterior, no dia 7 de Agosto dei conta de uma tentativa de assalto à minha casa. Estava a dormir tranquilamente quando me apercebo de uns barulhos nas traseiras do meu prédio, mais concretamente nas minhas janelas. Ainda hesitei por uns momentos, entre colocar a música a altos berros, bater tachos e panelas para que os ladrões se apercebessem da minha presença em casa numa 6f de Agosto e chamar a polícia. Recorrendo à segunda opção, depressa acendi todas as luzes da casa e vesti qualquer coisa mais discreta.
Tendo restabelecido a decência da vestimenta, olhei para a minha sala e evidenciou-se a perfeita desarrumação em que se encontrava a minha casa: um montinho de roupa aqui, sapatos acolá, toalhas de banho sobre as cadeiras, sacos de plástico no chão… enfim, toda a confusão que um regresso de férias torna inevitável. Mas assustador foi o meu pensamento “ai valha-me Deus, que vergonha se um polícia/ladrão vê isto pensa que sou uma desarrumada” face ao caos instalado, inquestionavelmente resquício da educação da minha mãezinha.
Fiquei muito feliz pela polícia me ter dado 10 minutos para esconder aquelas pilhas de tretas debaixo da cama, muito obrigada aos senhores!
Tendo restabelecido a decência da vestimenta, olhei para a minha sala e evidenciou-se a perfeita desarrumação em que se encontrava a minha casa: um montinho de roupa aqui, sapatos acolá, toalhas de banho sobre as cadeiras, sacos de plástico no chão… enfim, toda a confusão que um regresso de férias torna inevitável. Mas assustador foi o meu pensamento “ai valha-me Deus, que vergonha se um polícia/ladrão vê isto pensa que sou uma desarrumada” face ao caos instalado, inquestionavelmente resquício da educação da minha mãezinha.
Fiquei muito feliz pela polícia me ter dado 10 minutos para esconder aquelas pilhas de tretas debaixo da cama, muito obrigada aos senhores!
quarta-feira, agosto 12, 2009
Fetiche
Sexta-feira, 6h da manhã.
Entram 7 bófias em passo de corrida casa a dentro.
Tivesse eu um fetiche com homens fardados, esta seria a minha noite.
terça-feira, agosto 04, 2009
A praia da Luz é muito catita, sim senhor
mas alguém cala os Maneis e os Martins desta praia, faz favor?
sexta-feira, julho 31, 2009
WAR
Estou em guerra com o meu carteiro: eu marco para devolução as cartas para a Giseane e para a Ana Catarina que ainda lá vão parar a casa e o tipo insiste em voltar a colocar dentro da minha caixa de correio. Esta promete ser uma guerra dura, but I ain’t giving up.

quinta-feira, julho 30, 2009
quarta-feira, julho 29, 2009
Ontem fui vacinar a Misha e encontrei esta senhora na sala de espera.

Esta senhora taxonomicamente classifica-se como pertencente à estirpe urbana das Velhas maluquinhas dos gatos, incluída na espécie Velhas maluquinhas dos animais. As VMG têm por norma entre 3 a 10 gatos e atribuem os nomes dos seus animais com base na Hola: em 1997 os nomes “Lady”, “Diana”, “Camila” ou “Charles” ganharam grande relevância, sendo que actualmente se tornaram populares os nomes “Letícia” e “Nereida”.
É costume encontrar as VMG a passear pela Av. da Igreja, e posso dizer-vos que entre o discurso de uma VMG ou da maluquinha de Alvalade que gosta de se passear toda nua apenas de chapéu de aviador, as diferenças não são grandes. Habitualmente, são estas as mesmas que gostam de dar de comer aos pombinhos e que nos respondem com um “gosto mais dos animais do que das pessoas” quando as vamos enxotar de porta de casa.
Bom, a verdade é que desde que adoptei a Misha Karenina Babuska, tenho um enorme receio de me transformar em tal personagem. Antes andar nua, de chapéu de aviador pela Av. da Igreja.

Esta senhora taxonomicamente classifica-se como pertencente à estirpe urbana das Velhas maluquinhas dos gatos, incluída na espécie Velhas maluquinhas dos animais. As VMG têm por norma entre 3 a 10 gatos e atribuem os nomes dos seus animais com base na Hola: em 1997 os nomes “Lady”, “Diana”, “Camila” ou “Charles” ganharam grande relevância, sendo que actualmente se tornaram populares os nomes “Letícia” e “Nereida”.
É costume encontrar as VMG a passear pela Av. da Igreja, e posso dizer-vos que entre o discurso de uma VMG ou da maluquinha de Alvalade que gosta de se passear toda nua apenas de chapéu de aviador, as diferenças não são grandes. Habitualmente, são estas as mesmas que gostam de dar de comer aos pombinhos e que nos respondem com um “gosto mais dos animais do que das pessoas” quando as vamos enxotar de porta de casa.
Bom, a verdade é que desde que adoptei a Misha Karenina Babuska, tenho um enorme receio de me transformar em tal personagem. Antes andar nua, de chapéu de aviador pela Av. da Igreja.
sexta-feira, julho 24, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
Atenção que ainda não existe vacina!
Um dos traumas de adolescência da minha irmã, personagem constante das minhas histórias, foi de aos 14 anos ter cortado o cabelo à rapaz. Também eu em idade similar optei pelo mesmo corte radical, mas no meu caso foi puramente voluntário e ainda me valeu umas histórias engraçadas, como daquela vez em que fui quase assaltada no metro, uma “confusão” de sexos que terminou em bem, com o meu agressor a pedir-me desculpas porque “afinal és uma miúda, páh”.
A minha irmã, vaidosa como qualquer rapariga nessa idade, foi mesmo obrigada a desbastar a sua densa cabeleira. Do vexame da altura, de não ter aparecido no livro da escola como a miúda com mais engates do ano 1988, já não sobra grande mágoa sobre os meus pais, mas sobre mim existirá sempre um ligeiro ressentimento, já que estive na origem de tão radical corte de cabelo.
Como toda a gente sabe, escolas primárias e infantários são verdadeiras incubadoras de lêndeas e piolhos. Aliás, acho que existe um orçamento anual da Quitoso paralelo ao marketing que se destina a investigar mais e melhores meios de propagação destes parasitas entre criancinhas com idades compreendidas entre 1 e 10 anos. Pois no ano de 1988, eu tinha 7 anos e aparentemente passei alguma bicharada para a cabeça da minha irmã.
Porque a única diferença para os dias de hoje está nos desenhos animados, o meu sobrinho João apareceu com uma valente carecada pente 1 no jantar semanal. Acho que agora sim, apanhar piolhos seria doloroso…
Joana, pensa assim: esta ficou pela vez que me convenceram de que tinha sarna.
A minha irmã, vaidosa como qualquer rapariga nessa idade, foi mesmo obrigada a desbastar a sua densa cabeleira. Do vexame da altura, de não ter aparecido no livro da escola como a miúda com mais engates do ano 1988, já não sobra grande mágoa sobre os meus pais, mas sobre mim existirá sempre um ligeiro ressentimento, já que estive na origem de tão radical corte de cabelo.
Como toda a gente sabe, escolas primárias e infantários são verdadeiras incubadoras de lêndeas e piolhos. Aliás, acho que existe um orçamento anual da Quitoso paralelo ao marketing que se destina a investigar mais e melhores meios de propagação destes parasitas entre criancinhas com idades compreendidas entre 1 e 10 anos. Pois no ano de 1988, eu tinha 7 anos e aparentemente passei alguma bicharada para a cabeça da minha irmã.
Porque a única diferença para os dias de hoje está nos desenhos animados, o meu sobrinho João apareceu com uma valente carecada pente 1 no jantar semanal. Acho que agora sim, apanhar piolhos seria doloroso…
Joana, pensa assim: esta ficou pela vez que me convenceram de que tinha sarna.
terça-feira, julho 21, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Meo
É suposto a box da Meo fazer um ruído semelhante ao de um hamster a correr numa roda ferrugenta?
Sabem do que falo? Quem, como eu, teve a felicidade de ter 500 hamsters na sua infância, conhece bem este ruído. Comecei por ter um macho e depois alguém me ofereceu uma fêmea. Eu era mínima, e achava piada deixá-los brincar de vez em quando dentro de uma caixa. Nesta altura, ainda ninguém me tinha explicado a origem dos bebés de uma forma convincente (aliás, pensando bem, julgo que a minha mãe ensaiou uma conversa desse estilo no ano passado), por isso aquela “brincadeira” resultou numa mão cheia de porquinhos feiosos que rapidamente se transformaram em novos ratinhos sem rabo. Também sempre me intrigou esta cena dos tipos terem o rabo capado logo à nascença, mas isso seria tema para uma outra discussão.
A minha mãe adorou este milagre da multiplicação: ter a cozinha a cheirar a mijo de rato deve ser o sonho de qualquer dona de casa (ainda está para criar um “Pronto com cheirinho a mijo de hamster”). Desta feita, muito contrariada, lá levei uma gaiola cheia de ratinhos à loja de animais do CC Alvalade onde tentamos impingi-los à senhora da loja, que nos foi logo mostrar uma vitrina cheia de mickeys empilhados até ao tecto, de todas as cores, raças e feitios. Nisto entra um casal com uma miúda da minha idade, que se agarra com os dedos gordos cheios de manteiga à minha gaiola:
“Ohhh mããããeee! Quero um ratinho!”
“Não é um rato, é um hamster” – emendei eu prontamente
“Oh Rita, não sejas assim, mostra lá os ratinhos, perdão, hamsters. São tão fofinhos não são? Como te chamas? Margarida, pega lá num… Ah, queres levar um ratinho contigo? Porque não levas dois??”
Nessa altura eu era consideravelmente mais corajosa do que sou actualmente: pegava nos bichos, dava-lhes a volta e distinguia na perfeição um macho da fêmea. Lá arranjamos um casal, colocamos numa caixa de sapatos da sapataria fashion do lado, e fizemos mais uma família feliz por ter a cozinha a cheirar a xixi de Basil.
Toda a gente parecia contente nesta história, excepto a senhora da loja, que nos pediu a gentileza de nos retirarmos do seu estabelecimento. Desde então sempre se recusou a vender-me as sementes para os ratos.
PS: sabiam que o John F. Kennedy tinha um hamster? A Debbie.
Sabem do que falo? Quem, como eu, teve a felicidade de ter 500 hamsters na sua infância, conhece bem este ruído. Comecei por ter um macho e depois alguém me ofereceu uma fêmea. Eu era mínima, e achava piada deixá-los brincar de vez em quando dentro de uma caixa. Nesta altura, ainda ninguém me tinha explicado a origem dos bebés de uma forma convincente (aliás, pensando bem, julgo que a minha mãe ensaiou uma conversa desse estilo no ano passado), por isso aquela “brincadeira” resultou numa mão cheia de porquinhos feiosos que rapidamente se transformaram em novos ratinhos sem rabo. Também sempre me intrigou esta cena dos tipos terem o rabo capado logo à nascença, mas isso seria tema para uma outra discussão.
A minha mãe adorou este milagre da multiplicação: ter a cozinha a cheirar a mijo de rato deve ser o sonho de qualquer dona de casa (ainda está para criar um “Pronto com cheirinho a mijo de hamster”). Desta feita, muito contrariada, lá levei uma gaiola cheia de ratinhos à loja de animais do CC Alvalade onde tentamos impingi-los à senhora da loja, que nos foi logo mostrar uma vitrina cheia de mickeys empilhados até ao tecto, de todas as cores, raças e feitios. Nisto entra um casal com uma miúda da minha idade, que se agarra com os dedos gordos cheios de manteiga à minha gaiola:
“Ohhh mããããeee! Quero um ratinho!”
“Não é um rato, é um hamster” – emendei eu prontamente
“Oh Rita, não sejas assim, mostra lá os ratinhos, perdão, hamsters. São tão fofinhos não são? Como te chamas? Margarida, pega lá num… Ah, queres levar um ratinho contigo? Porque não levas dois??”
Nessa altura eu era consideravelmente mais corajosa do que sou actualmente: pegava nos bichos, dava-lhes a volta e distinguia na perfeição um macho da fêmea. Lá arranjamos um casal, colocamos numa caixa de sapatos da sapataria fashion do lado, e fizemos mais uma família feliz por ter a cozinha a cheirar a xixi de Basil.
Toda a gente parecia contente nesta história, excepto a senhora da loja, que nos pediu a gentileza de nos retirarmos do seu estabelecimento. Desde então sempre se recusou a vender-me as sementes para os ratos.
PS: sabiam que o John F. Kennedy tinha um hamster? A Debbie.
Bock
sexta-feira, julho 17, 2009
quinta-feira, julho 16, 2009
Os suecos é que estão a dar
Há dias destes, em que tudo corre mal, menos bem, mais para o assim assim. É nestes dias em que a minha mente (pouco) brilhante inicia todo o processo de criação de planos b), c), d)… Os quais são temas recorrentes deste blog e que assim continuarão a ser.
Hoje voltei ao plano b), o da pastelaria-loja de discos-livraria de música. Um dia, esta ideia vai saltar do blog directamente para uma rua ao virar da esquina, localização indefinida, mas certamente afastada de MiraFuckingFlores.
Na linha dos suecos que andam a cantarolar na minha cabeça, hoje fica uma banda menos conhecida, os Weeping Willows, uma cover bonita de uma música infinitamente bela.
Hoje voltei ao plano b), o da pastelaria-loja de discos-livraria de música. Um dia, esta ideia vai saltar do blog directamente para uma rua ao virar da esquina, localização indefinida, mas certamente afastada de MiraFuckingFlores.
Na linha dos suecos que andam a cantarolar na minha cabeça, hoje fica uma banda menos conhecida, os Weeping Willows, uma cover bonita de uma música infinitamente bela.
sábado, julho 11, 2009
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