quinta-feira, julho 23, 2009

Atenção que ainda não existe vacina!

Um dos traumas de adolescência da minha irmã, personagem constante das minhas histórias, foi de aos 14 anos ter cortado o cabelo à rapaz. Também eu em idade similar optei pelo mesmo corte radical, mas no meu caso foi puramente voluntário e ainda me valeu umas histórias engraçadas, como daquela vez em que fui quase assaltada no metro, uma “confusão” de sexos que terminou em bem, com o meu agressor a pedir-me desculpas porque “afinal és uma miúda, páh”.

A minha irmã, vaidosa como qualquer rapariga nessa idade, foi mesmo obrigada a desbastar a sua densa cabeleira. Do vexame da altura, de não ter aparecido no livro da escola como a miúda com mais engates do ano 1988, já não sobra grande mágoa sobre os meus pais, mas sobre mim existirá sempre um ligeiro ressentimento, já que estive na origem de tão radical corte de cabelo.

Como toda a gente sabe, escolas primárias e infantários são verdadeiras incubadoras de lêndeas e piolhos. Aliás, acho que existe um orçamento anual da Quitoso paralelo ao marketing que se destina a investigar mais e melhores meios de propagação destes parasitas entre criancinhas com idades compreendidas entre 1 e 10 anos. Pois no ano de 1988, eu tinha 7 anos e aparentemente passei alguma bicharada para a cabeça da minha irmã.

Porque a única diferença para os dias de hoje está nos desenhos animados, o meu sobrinho João apareceu com uma valente carecada pente 1 no jantar semanal. Acho que agora sim, apanhar piolhos seria doloroso…


Joana, pensa assim: esta ficou pela vez que me convenceram de que tinha sarna.

2 comentários:

Anónimo disse...

Há um erro nesta história. Mas uma história é uma história. O meu corte de cabelo também foi puramente voluntário :)

Unknown disse...

Eh lá, boa mudança de visual!! Está mais...quente