sexta-feira, maio 08, 2009

Senhora não, menina!

Almoço de trabalho, 15 pessoas, lista de pagamentos:

João
Zé B
Armando
Luís
Pedro A
Pedro B
Zé S
Roger
Nuno
Jorge
Filipe
Zé B
António
Fernando
Senhora

A senhora sou eu. Não é “uma” senhora, mas “a” senhora. “A única”. É que nem interessa o nome... Joder.

Dass...

A mulher é fraquinha, mas daí a mandá-la para telefonista...


terça-feira, maio 05, 2009

It's getting serious


Agora é que é a sério! Fiz o meu primeiro investimento...

quinta-feira, abril 30, 2009

Como sei que alguma coisa vai mudar em 2009

Não preciso da ajuda da Maya ou do Professor Caramba. Só olho para os astros em noites estreladas no campo e não percebo peva e tarot. Mas uma coisa é certa: estes primeiros 4 meses do ano de 2009 revelam que alguma coisa vai certamente mudar. Senão vejamos:

1) Eleições municipais: as esquerdas não conseguem (já nem tentam) chegar a um acordo. Lá para o Outono vamos a eleições, o Santana ganha e eu sou forçada a ir viver para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.

2) Eleições legislativas: os media, o populismo dos partidos mais radicais e os ataques ferozes ao Governo de José Sócrates provocam o seu afastamento do poder, culminando na ascensão da Manuela Ferreira Leite a S. Bento. Sou forçada a mudar-me para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.

3) A crise económica atinge tais proporções que sou despedida, obrigada a deixar a minha casa levando comigo apenas a gata. Como tenho a gata, a minha mãe não me aceita de novo em casa. Vou morar para uma quinta ecológica na costa vicentina com a gata debaixo do braço.


Antes de tudo isto, corro um perigo bem maior: ir aos EUA, apanhar a gripe mexicana e acabar ali mesmo, numa praia em cima de uma prancha de surf.

Alguém toma conta da gata?

terça-feira, abril 28, 2009

A minha mãe foi raptada por um alien

Casos de gripe suína nos EUA e nem uma palavra acerca da minha viagem à Florida… Hum…

segunda-feira, abril 27, 2009

It’s my party

Constatei nesta festa que certos protocolos passam de facto de geração para geração, e mesmo após anos de luta pela igualdade, os métodos discriminatórios de escolha permanecem inalterados.

Antes do jogo da bola, têm de ser feitas equipas. Seria natural supor que a escolha dos meninos de cada equipa seria um processo aleatório, baseado em sorteio ou no método do pimponeta, de forma a evitar melindrar e complexar desde logo os pequenos infantes, mas não. Continua o mesmo processo: dois meninos escolhem, um a um, os elementos desejados para a sua equipa. Resultado: para último ficam as meninas, claro, logo a seguir ao gordo da turma. Sempre foi assim e parece que assim sempre será.

Sábado descobri que o meu irmão mais velho era o gordo-ningrinhas da turma… esta falta de jeito é hereditária.

PS: por outro lado, adorei ver que a inocência destas crianças permanece inalterada, quando uma vem a gritar para mim “coito, coito!”

John Pinto da Costa

Desde há 35 anos que na minha família se festeja o 25 de Abril, mas a partir de 2002 estas festividades tornaram-se mais intensas com o nascimento do meu sobrinho João.
Pois este fim-de-semana lá estivemos na sua festa de 7 anos, com uma data de criancinhas aos berros, cada uma com a sua particularidade, sempre com um olho no burro e o outro no cigano, não fosse alguma partir a cabeça ou desaparecer. Este é sem dúvida um bom exercício para quem quiser deitar a baixo as expectativas do seu conjugue: “Oh Arlindo, vês… Acho que ainda não estamos preparados”.

A criança, imune ainda a conceitos sociais, repetiu o tema da festa anterior, que era, como qualquer festa de uma criança de 7 anos, o futebol. E mais uma vez, o convite envergava um puto mascarado do FCP. Sim, porque o bambino é do FêQuêPê, para grande desgosto do seu pai e de parte da sua família. Ah, e pior que ser do FêQuêPê é ter tiques de Fernando Couto, cuidado com as canelas que este vai ser o grande sarrafeiro.

Desconfio que os papás das restantes crianças adivinharam o que se preparava para acontecer, e que terão todos ido ao Colombo 6ª feira à noite comprar o equipamento completo do Benfica ao seu filho. Resultado: um campo de futebol cheio de putos vestidos de encarnado e o marreta do meu sobrinho de azul. Um espectáculo de futebol digno de se ver… Achei particular piada ao puto que lhe ofereceu umas caneleiras e logo o alertou “é melhor pores já, és o único do Porto”.

sexta-feira, abril 17, 2009

Miami

Este fim-de-semana vou iniciar a preparação para a minha grande viagem de Junho a Miami. Águas quentes, toda a gente sabe. Tubarões à costa…

terça-feira, abril 14, 2009

Just look what I found

Há coisas em que sou bem portuguesa. Sendo amanhã o último dia para entrega do IRS, lá estive a ver o que é que consigo reaver do chupista do Estado, somar as despesas de saúde, as rendas, os salários… No fundo a passar em revista todo um ano fiscal (ainda não me habituei a pensar em anos fiscais, fujo sempre para o escolar). Começando logo no dia 1 de Janeiro, fui para o hospital com o olho a sangrar por um arranhão da cabrita da Misha. Em Agosto fui visitar o meu dentista, cara chapada do Daniel Craig, por duas vezes consecutivas sob o pretexto de ter uma ligeira sensibilidade num dente, não doutor aquele, veja mais de perto…

Finalmente chego a despesas com o carro. Hum… Papel da inspecção agarrado a mais um papel verde e outro azul… hum… parece que encontrei os cabrões dos documentos do carro. Prático, especialmente depois de ter sido enxovalhada por toda a família.

Negócios



20 bilhetes a 54€. Alguém quer entrar no negócio?

segunda-feira, abril 13, 2009

Coisas que nunca me aconteceram (mas conheço boa gente que já fez destas)

1) Deixar cair o telemóvel na retrete. Uma vez, quando era muito pequenina, deixei cair um carrinho de brinquedo pela pia abaixo. Os meus pais não tentaram recuperá-lo…
2) Perder roupa interior numa escola em Évora onde dormia nas minhas jornadas gímnicas
3) Ter um coleguinha que espirra e grita “granda Benfica!”
4) Pegar propositadamente fogo à casa de banho de um quarto de hotel “para a desinfectar bem, que nunca se sabe dos cuidados de higiene dos outros”
5) Embebedar-me de tal forma que terminei a noite a tomar banho na fonte luminosa, acordando naturalmente com uma infecção grave de pele
6) Levar com uma marretada de um melhor amigo numa noite de neve e copos em Delft, cair no chão atordoado enquanto toda a gente à minha volta pensa “aqui jaz morto…”
7) Cair de cabeça depois de me pendurar numas argolas num ginásio na Áustria, rodeada de uma assistência vidrada de terror
8) Embebedar-me num jantar de Natal da empresa (sob a percepção dos meus colegas)
9) … (a acrescentar quando me lembrar de mais pontos significativos)

quinta-feira, abril 09, 2009

Isto sim é publicidade!

Em contraste, a publicidade da Dove não deixa de me surpreender pela positiva! São excelentes estes anúncios modo “desmistificação do ideal katemossiano”. E os últimos têm um toque de genialidade…

Bonne weekend!




Pronto

Como sabem, logo pela manhã gosto de me torturar com o Bom Dia Portugal, um “noticiário” fantástico onde até 4ªf podemos acompanhar os resultados da última jornada e a partir de 5ªf conhecemos os preparativos dos jogos do fim-de-semana que se segue. Ah, isto 4x na mesma hora, claro, caso não percebesse que o pai do Quique Flores está zangado com os adeptos do Benfica à primeira teria apenas de esperar 15 min para a repetição desta estrondosa notícia. Gosto muito também das ideias geniais do Francisco Ferreira no Minuto Verde, muito mesmo, por vezes consigo soltar uma boa gargalhada ainda antes das 8h da manhã. Uma vez aconselhou não deitar o papel higiénico na sanita mas sim a colocá-lo num caixote (eventualmente a reciclá-lo). Humm.. nice!...

Mas os anúncios que dão a esta hora são também de uma imbecilidade assustadora e há um que não posso deixar de comentar, do “Pronto” para limpar o pó. Este anúncio começa com uma série de imagens de mulheres com um penso na testa, de todas as idades, raças e feitios. Muito bem. Mas porquê todas com um penso na testa? Ora porque as mulheres, enquanto estão nas lides diárias (o marido deve estar na caça ou na faina, de certeza), sem utilizar “Pronto”, fomentam a libertação do pó nas prateleiras da sala, o qual se instala nas cavidades nasais causando uma valente expulsão convulsiva e semi-autónoma de ar pelo nariz e pela boca (espirro) que, como se sabe, culmina num movimento tronco-cefálico que pode originar um traumatismo pela colisão da testa com o móvel. “Mulher burra!! Usa pronto senão depois dizem no trabalho que eu te dou porrada”, dizem eles com o coelho na mão. “Vai já por um penso nessa merda e arranja o coelho para o comer!”.

Ok, eu limpo pó. Não com muita frequência, já que é tarefa que me chateia. Os homens casados ou solteiros não o fazem? Esta é uma tarefa exclusiva das mulheres? Fazemos isso melhor? Ou a nossa publicidade para tudo o que é detergente tem de continuar a ser tão imbecil e exclusivamente direccionada para as mulheres?

quinta-feira, abril 02, 2009

Nationaldicted

Ano após ano, faço juras e promessas de nunca mais colocar os meus pezinhos 35 e a minha narigueta de família no festival do Sudoeste. Juro que não volto! Pelo pó, pelo incómodo e pela chatice que é ir para lá, pelas dolorosas memórias de ressacas antigas nas praias das redondezas, pela falta de paciência para acampar, para ver rabos e pilinhas nos banhos, para dormir sufocada com o calor da tenda ou para a viagem de regresso à noite até Lagos… Bah.
Mas frequentemente volto atrás… e este ano parece que será o caso.
Há uma banda que durante muito tempo menosprezei. Os gajos sempre lá estiveram, eu que é sempre olhei para o lado, qual melhor amigo que afinal até é o amor da nossa vida. Já estive até num concerto deles, num festival está certo, que nunca é o melhor ambiente, e as más companhias mantiveram-me afastada do palco principal onde actuavam. Em Agosto um amigo arranjou-me o seu último álbum. Comecei então timidamente a escutar as suas músicas em serões infindáveis de trabalho, como ruído de fundo para me manter desperta. Quando dei por mim a cantarolar as suas músicas comecei então a fazer algo que raramente faço com bandas “recentes”: a escutar realmente as letras. E não é que estes gajos para além de terem um bom som, até dizem (algumas) coisas com graça ou sentido?

Sou uma Nationaldicted. Ainda dou um pulinho ao Sudoeste.

O meu amigo Silver tem uma relação com a Anita e eu não sabia

quarta-feira, abril 01, 2009

terça-feira, março 31, 2009

There will be blood

Um dos prazeres sádicos entre irmãos, pelo menos entre os meus, é ver a credibilidade de cada a desmoronar frente aos nossos progenitores, em particular, frente à nossa mãe. Nada das tretas de ser o menino querido. A pontuação é sempre negativa: mancha de vinho ou mousse na tolha -2 ptos, migalhas no chão -5ptos (com o tapete elas são bem mais tramadas de limpar), perder óculos escuros numa loja -20 ptos (a minha irmã é líder incontestável neste campeonato), deixar o telemóvel em casa -10ptos, deixar o telemóvel numa loja em Coimbra e ser apanhada -30ptos, esquecer de ligar à tia-avó de S. Jorge da Morrenhanha a agradecer a prenda de Natal -50ptos…

Pois eu hoje vou pontuar forte e feio. Acho que vou conseguir pontuação máxima com a minha última, bater todos os records. Miguel, podes perder um dos teus filhos num centro comercial, Joana, podes deixar os óculos da mãe na Zara, que nem assim, nem assim…

Já revirei todas as malas, corri todos os armários, passei revista a todos os papéis… até fiz uma tentativa desesperada de atirar a culpa para o meu pai, que é famoso pela sua distracção, mas até ele se lembrava com precisão do exacto momento em que me devolveu os documentos do carro. Os documentos do carro!! Onde que raio estão os cabrões dos documentos do carro!!

sexta-feira, março 27, 2009

Porque não gosto de ser Rita Dois Nomes

Tenho dois grupos de amigos distintos que gostam de utilizar dois dos meus nomes sistematicamente: os senhores engenheiros do Técnico e as miúdas da dança. De tal forma que, mesmo quando estamos sozinhos e não existe mais nenhuma Rita num raio de 10 km, imediatamente me chamam de Rita Últimonome. O que não deixa de ser peculiar, já que no trabalho me chamam Ritinha.
Atenção, eu gosto do meu último nome. Como qualquer nome que se preze, em criança tinha de aturar com trocadilhos entre montanhas e serrotes, inofensivo… nada parecido a ter um apelido como Mil-Homens, essas sim devem ter tido uma adolescência divertida.
A questão é que eu gosto mesmo do meu primeiro nome. Rita. Pequeno, sonoro, obriga a fazer algum esforço para pronunciar. Rrrriiii ta. Um Rrrriii que força uma contracção na garganta.
E os Ritas pronunciados por estrangeiros? Adoráveis confusões, a língua toda embrulhada, estalinhos onde não devem existir…

E é por ser um nome simples que indica uma familiaridade doce que me derreto ao ouvi-lo. Nunca um Rita Últimonome. A combinação é desastrosa.


It's Friday!