Mas podemos escolher a quem damos o nosso país?
A realidade das nossas empresas irá passar cada vez mais por um mercado ibérico. Aquilo que os Filipes não conseguiram manter no passado, está a acontecer nesta década: empresas centradas em Espanha, apenas com uns comerciais em Portugal que fazem o acompanhamento dos clientes e que dominam o nosso mercado.
De facto, olhando à volta, parece-me que nós temos alguma dificuldade em governarmo-nos. Este país está um caos, e não consigo culpar unicamente a crise ou os nossos políticos (alguns bem merdosos). A nossa comunicação social anda pela rua das amarguras, rendida ao sensacionalismo e às grandes audiências. Todos os dias oiço notícias irrelevantes, que nos tornam cada vez mais pequeninos e mais isolados do Mundo. É possível escutar um noticiário e ficar com a impressão de que nada se passa lá fora, e que os grandes males da humanidade se centram num assalto de uma joalharia na Cumieira, ou no caso da menina cujo processo de adopção não avança… Atenção, eu não desdramatizo estas situações. Apenas questiono a sua relevância para abertura de um telejornal. Mais a utilização dos meios de comunicação para fazer campanha eleitoral (descarada e irrelevante). Por exemplo, um inquérito da SIC Notícias:
"19.200 Euros de flores, por ano, na residência oficial do primeiro-ministro...
a) Parece-me bem, dada a importância do cargo
b) Parece-me mal, apesar da importância do cargo"
Bom, parece-me que este canal de referência toca em assuntos fulcrais para o nosso desenvolvimento. É pena, a sério que é, que uma das classes que poderia fazer tanto pela educação de um povo, tente à força torná-lo mais estúpido.
Mas a questão que me assalta é, não podemos escolher quem nos governe? Tenho mesmo de ser espanhola? Eu adoro os espanhóis, não me interpretem mal, mas sinceramente, aqueles tipos também têm problemas sociais graves, taxas de desemprego sempre à beira do descontrolo, um PM que poderia ser gémeo do Guterres, ataques terroristas…
Eu cá preferia ser sueca. Ok, teria de suportar uma herança pesada, tendo como maior sucesso pop os ABBA, mas do outro lado da balança teria um sistema social que marcha a valer, teria um bom nível de vida, as desigualdades sociais não seriam tão discrepantes…
E mais importante ainda! Ser sueca e viver para sempre o mito das suecas! Jag vill ha det så mycket!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
13 comentários:
Mas tu não tinhas só 4 canais? É o que dá tentar expandir a rede televisiva, és obrigada a gramar com inquéritos televisivos que mostram a tendência de opinião dos Portugueses em assuntos decisivos para a História recente de Portugal... quase comparável ao caso Esmeralda (irra que não há paciência - perdoe-me a criança que me parece é a única que não tem culpa).
Estou com o teu comentador Anónimo, 4 canais são mais que suficientes, aliás eu com a minha antena interior em dias limpos e sem vento consigo ver a RTP 1 com pouca chuva e os outros com muita e por isso dediquei-me a ver séries, filmes e ler livros, isto claro aliado ao meu desporto favorito, o adormecer no sofá e acordar com uma dor de costas fod***a!
Podes sempre fugir para a Islândia! Quando o barco começa a meter água chama-se uma mulher...e lésbica. Há que ter visão, miúda! Não desanimes, haverá sempre um galo de barcelos ao virar da esquina! Nonsense from sunny (?) barcelona
Bom, primeiro, no meu blog vocês estão comigo e não com os anónimos, por muito simpáticos que sejam! Hehe. Hoje estou com uns tiques ditatoriais…
O inquérito estava na SIC online, andava à procura da entrevista do Mário Crespo com o Pedro Silva Pereira e esbarrei nessa pérola. J, mantenho-me fiel aos 4 canais (ou 3, ou 2), em tempos de crise a zon é um luxo caro.
Isabel, cá os nossos jornais preocuparam-se exactamente com a “escandaleira” de ser uma PM lésbica. Isto por cá está bera…
querida ritinha,
concordo quase em absoluto com o que escreveste aquando do diagnóstico de Portugal e das suas próximas tendências.
parece-me no entanto, que faltou um parágrafo tipo "Ask not what your country can do for you
but what you can do for your country". Acredito muito na nossa geração e no seu papel enquanto catalisador evolutivo da nossa sociedade. não podemos ter medo de nos envolver nos poderes sociais, governativos e administrativos simplesmente porque nos causa repulsa o estado a que chegaram. cabe-nos fazer parte do futuro do nosso país e deixá-lo melhor para as gerações vindouras.
consequentemente, preocupa-me sobremaneira o êxodo das mentes brilhantes da nossa geração para outras paragens. Não os critico, compreendo o que os move - uma vida mais agradável, numa sociedade mais justa e uma realização profissional - mas anseio pelo seu regresso, pelo seu contributo neste cantinho à beira-mar plantado. temo, infelizmente, que mtos não regressem a casa e não colaborem com o seu pequeno empurrão individual para o avanço de portugal.
haja esperança.
HA.
Dear HA,
Neste ponto estamos em sintonia. Posso não ser uma nacionalista ferrenha (nunca chorei por um jogo da selecção…), mas o que me falta de patriota, tenho de humanista. Tenho a perfeita consciência de que cabe à nossa geração tentar emendar e corrigir os erros da geração do 25 de Abril, cometidos por incapacidade de liderança, por oportunismo ou por pura incompetência. Este país merece ser endireitado, quanto mais não seja porque é nele que irá decorrer o futuro das pessoas que mais me são queridas.
Não é sem apreensão que olho para os putos das várias jotas, os nossos futuros políticos. No Técnico cruzei-me com alguns e é com pena que digo que foram das pessoas que mais me marcaram nas minhas incursões na “luta” académica. Pela negativa. E confesso que já pensei ter um papel político activo, mas neste momento tenho alguma dificuldade em enquadrar-me num partido…
Conto deixar uma (numerosa) descendência feliz e bem instalada. Por isso ando já a trabalhar para o seu futuro, ganhando competências no sector privado que depois poderei utilizar no sector público. É desta forma que pretendo deixar a minha “marca” na terra (e a plantar umas árvores também…).
Ah, e eu tenho muita esperança! Falta-me só convencer mais alguns a seguir este caminho ;)
folgo em sabê-lo.
HA.
Então posso contar contigo?
Quando assumir altas funções nas esferas políticas, a minha primeira medida será impor o uso obrigatório de bigode nos homens.
Mudo de país. Apoio essa coisa do bigode incodicionalmente, não pode é ser para mim. Já expliquei a minha incapacidade de usar bigode. Se houver uma política excepcional para bigode-handicapeds, ainda podes conseguir manter-me cá dentro. Doutra forma é mais um génio que foge
Hum… Mr White, não estarás a dramatizar?
Olha que o bigode Jhonny Deep é consensualmente apreciado no mundo feminino.
O bigode Johnny Depp foi a forma que deus (uma mulher, se ainda houvesse dúvidas) arranjou para se divertir um pouco à minha custa e dos centro-americanos no geral. No fundo somos informados que a culpa não é do bigode.
por acaso até acho que o bigode não me ficará mal...
HA.
Hehehehe, o meu bigode é maior que o teu.
Enviar um comentário