quarta-feira, março 11, 2009

Quando tinha cerca de 6 anos, os meus pais assistiram por uma segunda vez à vandalização consentida do meu aparelho gastro-respiratório, desta feita para me remover os tais dos “adenóides”, cuja função até hoje desconheço. Esta é uma recordação que nunca me abandonará, a do médico, a oferecer-me “só um cheirinho de um perfume tãooo bom” que ele tinha naquela bombinha, e eu, criança cretina, fui lá meter o bedelho. Daí o não meter o nariz onde não se é chamado…

Depois da cirurgia, para além de jantar e almoçar gelados por uns tempos, os meus pais comovidos perguntaram-me que prenda queria eu por tal maldade. Nessa altura não hesitei, e pedi uma Barbie! Uma Barbie!! Sim mamã, esse símbolo imperialista do consumismo, o brinquedo perfeitamente fútil, uma Barbie, como as das minhas amigas, com vestidos cor-de-rosa e saltos altos. Não, não quero a Sandy, nem a Bibi, quero a Barbie!! BARBIE!!

E foi assim que consegui a minha primeira Barbie! Depois ainda tive uma outra, imagine-se a ironia do destino, através da Câmara Municipal de Almada onde a minha mãe trabalhava na altura…

Agora adulta surge-me a seguinte inquietação… Existem destes modelos em tamanho 38?



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